<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799</id><updated>2012-02-08T08:23:41.919-02:00</updated><category term='conto'/><category term='religião'/><category term='política'/><category term='crítica'/><category term='comentário'/><category term='cine'/><category term='televisão'/><category term='música'/><category term='aborto'/><category term='reflexão'/><category term='literatura'/><category term='cinema'/><title type='text'>Pinceladas</title><subtitle type='html'>Este blog é composto basicamente por críticas de cinema. Porém, esporadicamente você poderá encontrar aqui comentários sobre qualquer coisa que acontece no mundo e que sai na mídia, além de contos. Já prometi milhões de vezes atualizar este espaço pelo menos uma vez por semana, mas como, até hoje, não consegui, dá uma olhada de vez enquando. De um mês não passa! No mais, comente, pois é pelo que você acha que eu posso avaliar meu trabalho e tentar melhorar a cada dia.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>68</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-8571297770970399185</id><published>2011-04-10T03:12:00.017-03:00</published><updated>2011-04-10T03:48:48.125-03:00</updated><title type='text'>Como se pode definir o cinema latino-americano atual?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-yn5dlkLS8IM/TaFNXzqyVQI/AAAAAAAAAOU/rYWEhUfuyBw/s1600/BAFICI%2B-%2BCINE%2BLATINOAMERICANO.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-yn5dlkLS8IM/TaFNXzqyVQI/AAAAAAAAAOU/rYWEhUfuyBw/s320/BAFICI%2B-%2BCINE%2BLATINOAMERICANO.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593837283572864258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small; "&gt;Júlio Hernández Cordón, Federico Veiroj e Mónika Wagenberg&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Atualmente é bastante comum falar em cinema latino-americano. Porém, quem saberia defini-lo? O tema é extremamente complicado. Apesar de apresentarem diversas características comuns, as distinções entre o que feito em cada um dos países também são muito evidentes. O assunto não poderia ficar de fora do Bafici (Buenos Aires Festival Internacional de Cine Independiente); e não ficou. Tampouco tenderia a ser um tema consensual em seu todo; e, claramente, não foi. Pelo menos não entre os três profissionais de diferentes nacionalidades que participaram da mesa de debates titulada “Nuevos Caminos del Cine Latinoamericano”.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mónika Wagenberg – colombiana, diretora do Festival de Cine de Cartagena e idealizadora da Cinema Tropical (distribuidora de cinema latino-americano nos Estados Unidos) – abriu a conferencia questionando-se sobre o que ocorre com o cinema latino-americano hoje, quais são as explicações para esta excitação criativa, este boom, esta renovação. Segundo ela, este é um momento de renascimento que começou há cerca de 10 anos e que não tem precedentes históricos e foi marcada principalmente por um filme argentino considerado bastante emblemático por Mónika: “Pizza, Birra, Faso” (Pizza, Cerveja, Maconha), de 1997. Ela cita a rejeição ao passado como uma das principais tendências do cinema latino-americano atual, como a ruptura com o Nuevo Cine Latinoamericano dos anos 1960 e 1970 – que era excessivamente militante, que tinha compromisso social e político, que tinha uma missão muito clara que era a libertação através do cinema. Além disso, Mónika destaca também a reação existente contra o cinema da década de 1980, que, segundo ela, queria claramente seduzir os co-produtores e diretores de festivais europeus com suas alegorias, denúncias, heróis, mártires, com um forte sabor local e muito exotismo. Mas, então, o que definiria o cinema que é feito hoje no nosso continente? “Lo que vemos ahora […] es una preocupación, un compromiso con lo que es real. No es el pasado; es el presente, la cotidianeidad. Lo que vemos también son películas mucho más intimistas, personales, de autor, que no quieren juzgar, películas contemplativas. Son películas de personajes, que tratan espacios interiores, el mundo de los sentimientos, familias rotas o disfuncionales, el tema de alienación.” Como exemplos disso, Mónika cita “Mundo Grua” (Pablo Trapero), “El Vuelco del Cangrejo” (Oscar Ruíz Navia), “Norberto Apenas Tarde” (Daniel Hendler), “La Ciénaga” (Lucrecia Martel), “Hamaca Paraguaya” ( Paz Encina), “Una Semana Solos” (Celina Murga),  etcétera. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; "&gt;El Vuelco del Cangrejo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/0Lgf-QC1EVI" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre os fatores que colaboraram com as mudanças e transformaram o cinema no que ele é hoje, Mónika menciona o fácil aceso às novas tecnologias, a proliferação de escolas de cinema (principalmente na Argentina) que permitiram certa democratização das pessoas envolvidas na realização de filmes, as leis de cinema que em alguns países (como Brasil, México e Colômbia) permitem que o dinheiro privado chegue às películas independentes devido aos incentivos e isenções fiscais. Entre essas leis, foram destacadas durante o debate os casos da Colômbia e do Brasil, que exigem que as majors que monopolizam as salas de cinema ajudam o cinema nacional e projetos independentes. Porém, a questão é polêmica. Se nos países que não dispões deste tipo de legislação ela é vista como uma vantagem, nas nações onde estão em vigência são alvo de discussões acirradas, pois as majors entram como co-produtoras e podem ganhar dinheiro com isso no caso de que o filme tenha boa bilheteria. Mónika também salienta as co-produções, o acesso a fundos a nível internacional e todos os apoios governamentais (que ainda são, porém, escassos ou totalmente ausentes em alguns países, como na Guatemala). Todas essas mudanças permitem que muitos jovens se aventurem a fazer cinema, além da grande presença de mulheres no campo de cinema independente (à diferença da situação há no resto do mundo), principalmente na Argentina, onde a presença feminina é muito destacada nessa área. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O uruguaio Federico Veiroj, realizador de cinema, diretor dos longas “Acné” (que participou do Bafici 2009) y “La Vida Útil” (que participa da competição internacional no Bafici deste ano), tem uma opinião um pouco distinta. Para ele a unidade, a presença de certas tendências e temas que se repetem não é uma peculiaridade da nossa época, pois considera que isso é algo que sempre ocorre desde de sempre, desde o início da história do cinema. A novidade, para Federico, estaria no movimento pró-festivais que existe em muitos países latino-americanos e também na Europa, o que gera mais demanda e incentiva a produção de mais filmes. Assim como Mónika, o diretor uruguaio também salienta a importância dos cursos universitários de cinema que se desenvolveram em nosso continente nos últimos 15 anos, colaborando para que toda Latinoamérica conheça mais os processos de realização de um filme e que o mito em torno disso se dissolva. Mas ao contrário do que enfatiza a colombiana, para Veiroj o que define o cinema latinoamericano atual é a “mezcla de todos esos integrantes, pero en tanto director y tanto espectador también me gustaría decir que no siento que se estén descubriendo nuevas fórmulas, lo que sí se descubre, y eso es lo más lindo, son nuevos autores”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ademais, Veiroj destaca uma particularidade do Uruguai em relação aos outros países latino-americanos. Lá a geração de jovens entre 20 e 27 anos não começou a se dedicar à realização cinematográfica depois das facilidades proporcionadas pela tecnologia e pela evolução dos meios e suportes digitais. Ele afirma que “eso es algo que me parece muy bueno en países como Chile, Argentina, Brasil y México, que generaciones que recién salen de la universidad se estén dedicando al cine. Incluso hay películas de estudiantes egresados que tienen muy buen nivel. Eso es algo que en Uruguay no se ha dado y que a mí como espectador y como uruguayo me gustaría ver. Yo imagino que eso pasará...” Segundo ele, a geração atual que faz cinema no Uruguai está mais próxima dos 30 anos de idade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;La Vida Útil&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/xrasI0Prtq8" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a situação do cinema latino-americano vem melhorando e todo o mundo tem voltado os olhos para o nosso continente hoje em dia, o desenvolvimento não ocorre de forma uniforme. O guatemalteco Julio Hernández Cordón, diretor dos longas “Gasolina” (que recebeu o premio especial do jurado pela seleção oficial internacional do Bafici 2009) e “Marimbas del Infierno” (que participa da competição internacional no Bafici deste ano), parece bastante pessimista respeito a situação do cinema no seu país. Primeiramente, declara não saber definir muito bem o que é o cinema guatemalteco. Segundo ele, “muchos de mis colegas están intentando fotocopiar fórmulas hollywoodianas, sólo que yo siento que esa fotocopiadora que están utilizando no tiene suficiente tinta porque no hay presupuesto para hacer un film con una plataforma de Hollywood”. Com isso, explica, se geram historias que não se decidem entre o cinema de autor e o cinema comercial. Junto a isso, o fato de no existirem leis governamentais que incentivem a atividade cinematográfica complica ainda mais a situação. Cordón recorda que no ano passado foram feitos somente 12 filmes na Guatemala e que foi considerado um recorde, um marco no país. A maioria deles teve investimentos privados que variaram de 5 mil até 70 mil dólares. Outro fator que, de acordo com Cordón, complica a situação do cinema guatemalteco é que os filmes realizados lá são muito locais e, por isso, custam muito para conseguir sair da nação centro-americana. O diretor diz que se sente muito frustrado e que, em alguns momentos, pensa em ir embora da Guatemala, mas logo se dá conta de que todas as histórias que tem para contar estão em seu país e, então, não encontra sentido em deixá-lo. Com todos esses entraves, por que continuar se dedicando a isso? “Lo único que tiene ventaja hacer cine en Guatemala, para mí, es que tengo la libertad total para hacer lo que quiera porque mis películas son tan baratas que no tengo nada que perder. De todos modos la gente no va a ir al cine a verlas, de todos modos no estoy viviendo del cine que hago.” &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Las Marimbas del Infierno&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/SWKVzUHXplI" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diante disso, para qualquer caso, os festivais surgem como a melhor forma de divulgar, distribuir e exibir esses filmes. Além disso, apresentam a possibilidade de entrarem como co-produtores. Muitos diretores aproveitam os prêmios ganhos nos festivais para terminar seus filmes ou para recuperar o dinheiro investido anteriormente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-8571297770970399185?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/8571297770970399185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=8571297770970399185' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/8571297770970399185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/8571297770970399185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2011/04/como-se-poderia-definir-o-cinema-latino.html' title='Como se pode definir o cinema latino-americano atual?'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-yn5dlkLS8IM/TaFNXzqyVQI/AAAAAAAAAOU/rYWEhUfuyBw/s72-c/BAFICI%2B-%2BCINE%2BLATINOAMERICANO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-5345647457885315086</id><published>2010-11-26T20:24:00.002-02:00</published><updated>2010-11-26T20:25:50.486-02:00</updated><title type='text'>Vuelo</title><content type='html'>El avión se despega corriendo sobre las nubes.&lt;br /&gt;Mi cuerpo se desplaza por el cielo dividiéndolo en dos.&lt;br /&gt;¿Dónde están las demarcaciones que tracé para las mitades del cielo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mientras veo a una hermosa ciudad alejándose rápidamente&lt;br /&gt;otra ciudad bellísima se me acerca desesperadamente.&lt;br /&gt;La tierra repartida es como un corazón roto, destrozada, incompleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me arrimo al sitio desde donde he partido a medida que me aparto.&lt;br /&gt;Me desvío de mi destino conforme me aproximo de él.&lt;br /&gt;Quisiera descubrir mis límites para el acercamiento y la lejanía.&lt;br /&gt;Todavía no sé si debería haber partido o quedado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mi alma se encuentra en el perfecto limbo de los cielos,&lt;br /&gt;deambulando sobre la línea que reparte ese azul infinito indivisible.&lt;br /&gt;Lo fraccionamos de forma racionalmente irracional&lt;br /&gt;para saber qué estrellas pertenecen a cada uno de nosotros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El avión aterriza uniendo la inmensidad de la tierra a la del cielo&lt;br /&gt;a través del trayecto delineado por mi alma.&lt;br /&gt;Juntos formamos una única unidad inseparable.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-5345647457885315086?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/5345647457885315086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=5345647457885315086' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/5345647457885315086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/5345647457885315086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2010/11/vuelo.html' title='Vuelo'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-1846081873409242213</id><published>2010-11-22T02:09:00.001-02:00</published><updated>2010-11-22T02:09:42.646-02:00</updated><title type='text'>Cosecha</title><content type='html'>Hace años encontré una semilla desconocida&lt;br /&gt;El otro día llovió y te mojaste&lt;br /&gt;El broto surgió en tu mirada&lt;br /&gt;Desde el alma de ese desconocido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-1846081873409242213?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/1846081873409242213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=1846081873409242213' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/1846081873409242213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/1846081873409242213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2010/11/cosecha.html' title='Cosecha'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-5588780722663622455</id><published>2010-11-20T16:32:00.001-02:00</published><updated>2010-11-20T16:36:40.429-02:00</updated><title type='text'>Silbidos</title><content type='html'>Acá los pajaritos cantan todos los días;&lt;br /&gt;pero ya casi nadie los escucha.&lt;br /&gt;Sus voces y sus existencias si pierden &lt;br /&gt;en el murmullo de la ciudad,&lt;br /&gt;que nos convierte sordos, mudos y prisioneros.&lt;br /&gt;Acá la música de los pajaritos se la censura a diario.&lt;br /&gt;Se simula que se les regala libertad.  &lt;br /&gt;La misma falsa autonomía que dicen dar a los hombres.&lt;br /&gt;Acá los animales chillan desesperados&lt;br /&gt;al lado de los aullidos inaudibles de la humanidad.&lt;br /&gt;Todos se manifiestan sin lograr expresarse&lt;br /&gt;en medio a la mezcla de ruidos&lt;br /&gt;que solo nos permite oír la sirena de las ambulancias,&lt;br /&gt;que salvan vidas a la vez que le quitan el albedrío &lt;br /&gt;a la gente y la naturaleza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-5588780722663622455?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/5588780722663622455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=5588780722663622455' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/5588780722663622455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/5588780722663622455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2010/11/silbidos.html' title='Silbidos'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-3804879999631406262</id><published>2010-11-18T12:54:00.000-02:00</published><updated>2010-11-18T12:55:59.739-02:00</updated><title type='text'>Perfume</title><content type='html'>Meu perfume se soltou do meu corpo&lt;br /&gt;E se apegou a uma nuvem branca e macia.&lt;br /&gt;Meu perfume deslizou milhares de quilômetros&lt;br /&gt;Percorreu os céus em busca do teu olfato.&lt;br /&gt;Meu perfume te envolveu e te arrestou&lt;br /&gt;Te arrastou entre a brandura das nuvens até o sol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-3804879999631406262?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/3804879999631406262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=3804879999631406262' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/3804879999631406262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/3804879999631406262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2010/11/perfume.html' title='Perfume'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-4386953755133976575</id><published>2010-11-18T12:52:00.001-02:00</published><updated>2010-11-18T12:54:18.869-02:00</updated><title type='text'>Arquivo</title><content type='html'>Guardei teus beijos, abraços e sentimentos&lt;br /&gt;Impregnados em recados que me enviastes.&lt;br /&gt;Conservei teus sorrisos, olhares e trejeitos&lt;br /&gt;Enlatados em vídeos mal gravados.&lt;br /&gt;Mantive viva tua pele, tua forma e teus traços&lt;br /&gt;Em fotografias já meio desbotadas. &lt;br /&gt;Preservei resquícios de fragmentos de memória&lt;br /&gt;Mas o mais importante ficou no passado&lt;br /&gt;Do qual o único que resta é nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-4386953755133976575?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/4386953755133976575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=4386953755133976575' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/4386953755133976575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/4386953755133976575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2010/11/arquivo.html' title='Arquivo'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-6119763455014468479</id><published>2010-10-28T15:04:00.001-02:00</published><updated>2010-10-28T15:04:35.059-02:00</updated><title type='text'>Ainda que leve muito tempo</title><content type='html'>A noite aureolada que invadiu teu espaço e o meu surpreendendo-nos embebidos&lt;br /&gt;O dia que amanheceu tomado de vazio e saudade despertando-nos perdidos&lt;br /&gt;A barca e a maré que nos levam sem rumo até o destino a que ainda não chegamos&lt;br /&gt;O sonho que incertamente seguro guia a corrente devolvendo-nos a razão&lt;br /&gt;As amêndoas castanhas cujo brilho vaga em rota circular atraindo-me dia-a-dia&lt;br /&gt;A voz que me da calma e coragem no meio do turbilhão em que vivemos&lt;br /&gt;O sol que se levanta mais quente e resplandecente conforme passa o tempo&lt;br /&gt;Que me desperta adormecendo-me em sonhos que me reconducem ao caminho&lt;br /&gt;O que seria de nós se as linhas paralelas de fato não se cruzassem?&lt;br /&gt;O que aconteceria se o tempo e o espaço nunca resultassem em simbiose?&lt;br /&gt;Voltaríamos a nos encontrar e a nos perder no meio de tudo e de nada&lt;br /&gt;Para construir a cada encontro paredes mais árduas que jamais se dissoverão...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-6119763455014468479?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/6119763455014468479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=6119763455014468479' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/6119763455014468479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/6119763455014468479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2010/10/ainda-que-leve-muito-tempo.html' title='Ainda que leve muito tempo'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-897007572084021029</id><published>2010-10-28T03:36:00.000-02:00</published><updated>2010-10-28T03:37:43.160-02:00</updated><title type='text'>Caracoles</title><content type='html'>Tardaron años en brotar y crecer pero se han destrozado en segundos&lt;br /&gt;Las tijeras convirtieron su palpable inmensidad en un infinito inalcanzable&lt;br /&gt;Sin embargo sigue ahí expresada la esencia inmensurable y pura del ser&lt;br /&gt;Que se manifiesta insuficientemente en la rebeldía de los caracoles de tu pelo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-897007572084021029?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/897007572084021029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=897007572084021029' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/897007572084021029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/897007572084021029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2010/10/caracoles.html' title='Caracoles'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-5150829986740957829</id><published>2010-10-24T16:59:00.001-02:00</published><updated>2010-10-24T17:01:38.684-02:00</updated><title type='text'>Karma</title><content type='html'>Cada paso mío nos deja una marca&lt;br /&gt;Una marca que nuestros ojos no ven&lt;br /&gt;Pero que la sienten mis plantas y tu alma&lt;br /&gt;Una marca que nos da dolor y nostalgia &lt;br /&gt;Cómo se un cuchillo nos hubiera clavado el corazón &lt;br /&gt;Una marca que la percibimos desde lejos&lt;br /&gt;Mas que se encuentra profundamente retenida&lt;br /&gt;Una marca que intento aliviar soplándola&lt;br /&gt;Que busco alejar y olvidar con mi disfrazada sonrisa&lt;br /&gt;Aunque sepa que jamás se borrará de todo &lt;br /&gt;Porque es nuestro karma cargarla&lt;br /&gt;Por todo que nos resta de existencia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-5150829986740957829?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/5150829986740957829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=5150829986740957829' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/5150829986740957829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/5150829986740957829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2010/10/karma.html' title='Karma'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-1573123144813611109</id><published>2010-10-17T20:32:00.001-02:00</published><updated>2010-10-17T20:32:50.518-02:00</updated><title type='text'>El dibujo de los sudores</title><content type='html'>Una gota de sudor pingó desde mi corazón&lt;br /&gt;Se lanzó sobre mi vientre sin rumbo&lt;br /&gt;Deslizó alrededor de mi cuerpo&lt;br /&gt;Se despegó llevando la parte invisible de mí&lt;br /&gt;Buscó tus labios sonrientes y callados&lt;br /&gt;Se reunió al sudor que surgía de tu pecho&lt;br /&gt;Llevó consigo todo que te permeaba&lt;br /&gt;Formó una nueva gota de sudor sin dueño&lt;br /&gt;Una gota que se cayó hacia el suelo&lt;br /&gt;Y que jamás podrá volver a ser la misma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-1573123144813611109?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/1573123144813611109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=1573123144813611109' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/1573123144813611109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/1573123144813611109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2010/10/el-dibujo-de-los-sudores.html' title='El dibujo de los sudores'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-8244244451267529777</id><published>2010-10-15T21:22:00.000-03:00</published><updated>2010-10-15T21:23:51.741-03:00</updated><title type='text'>Raíces</title><content type='html'>¿Ves las raíces que nacieron ahí?&lt;br /&gt;Tan fuertes, fijas y frágiles a la vez&lt;br /&gt;Te alimentan y en seguida te producen hambre&lt;br /&gt;Te sacan la comida de los labios y sólo te queda antojo&lt;br /&gt;Crecen de la nada y se rompen cuando menos lo esperas&lt;br /&gt;Raíces que en un rato ves ahí y de pronto ya no están&lt;br /&gt;Avivan las hojas verdes y luego te dejan las secas&lt;br /&gt;¿Por qué están ahí estas raíces?&lt;br /&gt;Inciertas, incoherentes, inolvidables.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-8244244451267529777?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/8244244451267529777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=8244244451267529777' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/8244244451267529777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/8244244451267529777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2010/10/raices.html' title='Raíces'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-7576399122610333336</id><published>2010-10-13T23:12:00.001-03:00</published><updated>2010-10-13T23:13:28.501-03:00</updated><title type='text'>Concretas-vagas lembranças</title><content type='html'>&lt;div&gt;Te desenho num espaço invisível&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e aperto tua mão no vácuo da tua ausência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Teu corpo ainda pesa sobre o meu no ar que me rodeia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e sinto teu coração pulsar junto a meu peito vazio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me ruborizo em frente a teu olhar que já não está&lt;/div&gt;&lt;div&gt;mas que segue aí presente, ausente, sensível.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-7576399122610333336?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/7576399122610333336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=7576399122610333336' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/7576399122610333336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/7576399122610333336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2010/10/concretas-vagas-lembrancas.html' title='Concretas-vagas lembranças'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-8803779765282653877</id><published>2010-10-06T09:21:00.005-03:00</published><updated>2010-10-13T23:19:12.145-03:00</updated><title type='text'>Chora, água!</title><content type='html'>&lt;div&gt;Água que pinga e retumba na banheira vazia,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que trasbordou o amor de dois corpos desnudos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Água que purifica e polui almas e mentes&lt;/div&gt;&lt;div&gt;na banheira que ainda guarda vivas recordações.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Água que nos abarrota de amor e dores&lt;/div&gt;&lt;div&gt;de um querer que ainda é, mas não pode ser.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Água que chora lágrimas impossíveis para os olhos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Água.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-8803779765282653877?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/8803779765282653877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=8803779765282653877' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/8803779765282653877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/8803779765282653877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2010/10/chora-agua.html' title='Chora, água!'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-6841949893795820405</id><published>2010-10-05T14:03:00.003-03:00</published><updated>2010-10-13T23:20:10.360-03:00</updated><title type='text'>Escoando-me</title><content type='html'>&lt;div&gt;Sabe o que senti ao olhar aquele imenso mar translúcido?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fechei meus olhos e me atirei de cabeça num belo dia de sol&lt;/div&gt;&lt;div&gt;À energia da correnteza das águas me entreguei e me calei&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando acordei o ralo se abriu e levou tudo ao meu redor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu fiquei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-6841949893795820405?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/6841949893795820405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=6841949893795820405' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/6841949893795820405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/6841949893795820405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2010/10/escoando-me.html' title='Escoando-me'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-2233772616396369323</id><published>2010-08-14T22:32:00.011-03:00</published><updated>2010-08-14T23:09:05.949-03:00</updated><title type='text'>Faça o que digo, não o que faço</title><content type='html'>&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/TGdI14Bv-MI/AAAAAAAAANo/YJ6OXqWFThw/s200/Mercedes_sosa.jpg" style="text-align: justify;float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 132px; height: 200px; " border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5505449159893711042" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Três meses de vida em Buenos Aires foram suficientes para transformar Mercedes Sosa numa das minhas maiores decepções. Quase um ano depois de sua morte, deixou de ser meu ídolo para se tornar um grande exemplo do dito popular “faça o que digo, mas não faça o que faço”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há algumas semanas, numa sexta-feira à noite, peguei um táxi para ir ver um amigo tocar. O taxista puxou assunto e acabou, durante o trajeto, me contando que em muitos anos de trabalho já havia levado daqui para lá e de lá para cá muita gente famosa. O assunto começou porque justamente neste mesmo dia havia levado em seu táxi Mirta Busnelli - conhecida atriz argentina de teatro, cinema e televisão. Contava-me que ela lhe havia tratado com extrema falta de educação, simplesmente pelo fato de ele não ter feito nenhum alarde porque ela era famosa. Revelou-me que já havia se decepcionado com muitas pessoas conhecidas a quem admirava depois de esbarrar no dia-a-dia com elas. Resulta que termina decepcionando-me também, pois no meio de suas histórias estava Mercedes Sosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Sua primeira decepção refere-se à falta de sensibilidade de La Negra em relação a seus fãs. Um dia, ele estava no aeroporto junto a sua esposa, quando avistou a cantora de longe. Como se tratava de um de seus grandes ídolos, decidiu se aproximar.  Eis que a tão exaltada artista lhe pede que por favor se afaste, se retire e deixe-a em paz, pois não tem vontade de falar com ninguém e quer ficar sozinha. Não bastasse isso. O taxista me conta que sua admiração por Mercedes se esvaiu ainda mais depois que ela apoiou a candidatura de Mauricio Macri para a prefeitura de Buenos Aires. Foi então que também a minha admiração se transformou em repugnância.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/TGdJFZ5g6dI/AAAAAAAAANw/ws7DLMx5y8U/s200/mauricio-macri1.jpg" style="text-align: justify;float: right; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px; " border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5505449426684013010" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Explicando... Mauricio Macri é o atual prefeito da capital portenha e fundador do partido direitista Compromiso para el Cambio, que preside desde 2003 quando foi criado. Elegeu-se em 2007, interrompendo seu mandato de deputado federal, cargo que exercia desde 2005. Macri é um empresário, filho do líder de um dos mais importantes grupos econômicos da Argentina, que engloba atividades do setor automobilístico, construção, lixo, correio, comunicação, mineração, etc. Além disso, de 1995 a 2007 foi presidente do Club Atlético Boca Juniors, cargo em que ainda se manteve por um tempo quando já era prefeito. Além disso, Macri está sendo acusado de realizar escutas ilegais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Confesso que minha primeira reação foi duvidar do tal taxista, pois esta história me parecia um pouco absurda. Depois, pensei que absurdo seria ele inventar isso, já que facilmente eu descobriria que se tratava de uma mentira. Decidi investigar. Eis algumas das coisas que encontrei:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.rebelion.org/hemeroteca/argentina/030820yomal.htm"&gt;http://www.rebelion.org/hemeroteca/argentina/030820yomal.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.cordobanexo.com.ar/temas/julio03/mercedes-y-macri.htm"&gt;http://www.cordobanexo.com.ar/temas/julio03/mercedes-y-macri.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.lanacion.com.ar/nota.asp?nota_id=510878"&gt;http://www.lanacion.com.ar/nota.asp?nota_id=510878&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://edant.clarin.com/diario/2003/06/20/p-01202.htm"&gt;http://edant.clarin.com/diario/2003/06/20/p-01202.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Justo ela, que era conhecida por ser a voz dos sem voz. Macri definitivamente tem voz e uma das mais fortes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;OBS: Se isso tudo não passa de um grande equivoco, que alguém me prove por favor... ficaria demasiadamente contente em descubrir que tudo isso é uma mentira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;object width="349" height="285"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/SIrot1Flczg?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/SIrot1Flczg?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="349" height="285"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-2233772616396369323?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/2233772616396369323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=2233772616396369323' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/2233772616396369323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/2233772616396369323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2010/08/faca-o-que-digo-nao-o-que-faco_1666.html' title='Faça o que digo, não o que faço'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/TGdI14Bv-MI/AAAAAAAAANo/YJ6OXqWFThw/s72-c/Mercedes_sosa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-1929845102580422196</id><published>2010-06-26T21:38:00.007-03:00</published><updated>2010-06-26T21:43:14.376-03:00</updated><title type='text'>Buenos Aires, cidade de sortes e azares</title><content type='html'>Uma semana antes de me mudar para Buenos Aires vim à capital portenha a fim de resolver alguns trâmites burocráticos e participar do meu primeiro dia de aula. Foi a solução que encontrei para não perder minha vaga no mestrado depois de ficar sabendo com menos de uma semana de antecedência que havia sido aceita na universidade e que as aulas começavam imediatamente. Fiquei dois dias por aqui e regressei a Porto Alegre para organizar minha vinda definitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sabendo que o aeroporto Salgado Filho está quase sempre fechado para pousos e/ou decolagens nas manhãs de outono e inverno, os preços das passagens me fizeram optar por deixar Buenos Aires às 7h25min da manhã. Chegando ao aeroporto Ministro Pistarini, mais conhecido como aeroporto de Ezeiza, fiz o check in e fiquei dando voltas, esperando a hora passar. Nesse meio tempo, um casal puxou assunto comigo e conversamos alguns bons minutos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles moram numa ilha “perto” de Belém. Digo “perto” (entre aspas) porque para chegar até a ilha onde eles moram leva uns quatro ou cinco dias de barco partindo da capital paraense. Tinham chegado a Buenos Aires há alguns dias. Estavam a caminho do Chile, onde o homem havia recebido uma proposta para trabalhar em algo que no meio da conversa escapou-me a resposta. Chegaram à capital portenha pelo terminal de ônibus de Retiro, o que me pareceu estranho pelo fato de eles morarem num lugar que fica demasiado longe para viajar de ônibus até a Argentina. As justificativas também se perderam diante do pouco tempo que tinha para entrar na sala de embarque e diante do excesso de informações surpreendentes sendo contadas e escutadas praticamente de madrugada depois de uma noite mal dormida minha e várias deles. Eles foram assaltados logo nos seus primeiros minutos aqui. Levaram todo o dinheiro que tinham, documento, visto de entrada no país e, inclusive, o contato que tinham da pessoa que havia feito a proposta de trabalho no Chile.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizeram o que qualquer um nesta situação faria: recorreram à embaixada brasileira, que não demonstrou o menor interesse em ajudá-los. Disseram-lhes que podiam dar-lhes uma autorização para saírem do país (necessária já que tinham perdido o comprovante de entrada na Argentina), mas que teriam que esperar entre 60 e 90 dias para que o Itamaraty avaliasse a situação do casal e lhes conseguisse passagem de volta. A solução mais rápida que lhes ofereceram foi levá-los até Uruguaiana, cidade gaúcha que faz fronteira com a argentina Paso de Los Libres. De que adiantaria encaminhar duas pessoas que não tinham um centavo sequer no bolso para uma cidade que está localizada no ponto extremo oposto de onde vivem, ainda mais se tratando do Brasil que é um país enorme?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, com a autorização para deixar a Argentina em mãos, eles deram um jeito de ir para o aeroporto (que fica a quase 50 quilômetros do centro da cidade) para tentar conseguir uma passagem de volta para Belém diretamente nas companhias aéreas. A sorte que tiveram depois de tantos azares é que conheceram um senhor que tinha milhas acumuladas no cartão e decidiu usá-las para adquirir as passagens de volta do casal. Mas a história não acabaria aí, pois, quando chegassem a Belém, teriam que ter guardado ainda um punhado de sorte, pois precisariam conseguir uma passagem de barco até a ilha onde moram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A empreitada no aeroporto levou dias. A mulher, que estava grávida, teve uma hemorragia e tiveram que retirá-la da sala de embarque para levá-la ao hospital. Saindo da sala de embarque, a regra diz que é preciso pagar novamente a taxa de embarque. Mais uma luta para sair dessa, conseguir lugar em outro vôo sem pagar taxa extra e procurar comida para agüentar mais algumas horas. Segundo me contaram, conseguiram alimentação com a empresa aérea. Quando os encontrei, por volta das 6h da manhã, tinham ainda que esperar no aeroporto até cerca das 21h, quando partia seu vôo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim da história está longe do meu conhecimento, assim como os detalhes que se perderam no meio da rápida conversa. Às vezes ficou me perguntando se o casal conseguiu chegar de volta ao ponto de partida dessa indiada, já que ao seu destino jamais conseguiriam. Ganharam a oportunidade de sair de um lugar de onde talvez jamais imaginariam sair, para conhecer e trabalhar em lugares onde provavelmente jamais imaginariam que estariam e, por fim, não conseguem fazer nenhuma das coisas que pareciam estar a pouca distância de seu alcance. E a embaixada? Bom... sabemos que se os dois estivessem de terno e gravata embarcariam no primeiro vôo que partisse de Buenos Aires com destino a sua cidade de origem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-1929845102580422196?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/1929845102580422196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=1929845102580422196' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/1929845102580422196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/1929845102580422196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2010/06/como-perder-tudo-m-buenos-airescem.html' title='Buenos Aires, cidade de sortes e azares'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-4961060808751414394</id><published>2010-06-10T00:52:00.014-03:00</published><updated>2010-06-10T01:33:40.254-03:00</updated><title type='text'>Buenos Aires, a cidade que sempre surpreende</title><content type='html'>Buenos Aires é mesmo incrível. Quando a gente acha que conhece minimamente a cidade, aparece algo profundamente surpreendente. Minha mudança para cá completou minha sexta vinda à capital portenha e, ainda assim, a cidade continua me pegando de surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último sábado, saí para encontrar um amigo mexicano que estava com outro amigo mexicano e com outros argentinos em um restaurante mexicano de Palermo. Saímos rumo a Plaza Serrano ou Plaza Cortázar, como vocês preferirem. Ficamos alguns minutos passando frio, sentados na única mesa que encontramos do lado de fora de um bar. Os amigos argentinos do amigo mexicano foram embora. Chegou um amigo meu brasileiro que trazia outro amigo brasileiro. Fomos procurar um bar brasileiro. Não me pergunte por que um brasileiro vem para Argentina para ir a um bar brasileiro, pois eu me faço a mesma pergunta todas as vezes que quase todos os brasileiros que chegam aqui procuram um lugar... brasileiro! Perdidos, pedimos informação para um grupo de gurias “muy amables” que nem sequer diminuíram a velocidade dos passos.  Acabamos encontrando, por indicação, um outro estabelecimento brasileiro que tinha mais cara de restaurante... Enfim, o dono do tal bar, restaurante, estabelecimento ou o que quer que seja(brasileiro, claro) nos explicou a localização do primeiro bar brasileiro que buscávamos. Ele estava exatamente no ponto de onde partimos para procurá-lo. Talvez vocês pensem: “dã, boludos”! Na hora, confesso que foi isso mesmo que pensei, mas nunca se sabe o que nos reservam os próximos minutos ou horas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso meu amigo mexicano propôs que fôssemos a um bar chamado “La Puerta Roja” (em português seria A Porta Vermelha), em San Telmo, ou seja, estava a alguns bons bairros de onde nos encontrávamos. Tivemos então a brilhante idéia de pegar um ônibus (já eram 2h30min da madruga), mas não levou cinco minutos para que mudássemos de idéia e pegássemos um táxi. Chegando na frente da Porta Roja, uma filinha considerável, pensável, tentadoramente desistível. Ficamos. Chegavam uns, saiam outros, tocavam a campainha e o papo do cara era sempre o mesmo: “bajan dos, suben dos” ou “salen dos, entran dos” ou “sólo entra alguien, cuando alguien baja/sale”. E assim perdemos mais de 40 minutos na fila, fizemos amizades, vimos dois desconhecidos se beijarem na boca a troco de nada, presenciamos um beijo de duas garotas, estivemos na presença de colombianos, franceses, ianques, bariloches... opa, argentinos. Entramos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bar era absurdamente receptível.... ou melhor dizendo... as pessoas eram inacreditavelmente  abertas. Entramos na Puerta Roja umas 3h30min da manhã, pelo menos. Tínhamos até as 4h30min, estourando 5h para sermos enxotados. Quando vi, as luzes se acenderam. Então, alguém falou em ir num tal de Bar do Julio, para comer empanadas. Pensei em algo fim de noite... agora comemos e vamos embora... mas a noite estava apenas começando às 5h da manhã. Digo apenas começando porque, para mim, a verdadeira noite só iniciou quando chegamos ao tal bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paramos mais de dez pessoas (a maioria tinha se conhecido nesta noite mesmo, na Puerta Roja) na frente de um lugar gradeado, aparentemente parecia um mercadinho fechado, escuro e que dizia na porta “favor no golpear, cerrado al público”. Batemos igual. Lá de dentro surge um cara de uns 60 anos (bom, talvez um pouco menos...) com um bigode de samurai. Abre um pedacinho da grade por onde temos que passar por baixo, dá um beijo em cada um dos que entram e vemos um... bar clandestino! Três mesas de sinuca, várias mesinhas com cadeiras ao redor para sentarmos, cerveja, empanadas (aliás, uma das melhores que já comi), panchos, fumaça de cigarro por todos os lados. &lt;br /&gt;Conversamos até umas 8h da manhã, quando o Julio abriu a grade para sair e vimos que já era dia. Decidimos ir embora. Eu e os dois mexicanos, pois o resto já tinha se mandado fazia tempo. Um deles mora aqui e perto da minha casa. O outro era amigo deste e estava em Buenos Aires a trabalho, ficando (naquele dia) na casa do amigo. Pegamos um ônibus e fomos até a casa deles, onde comemos um belo e saboroso omelete de queijo, torradas, suco de laranja e café! Então estava recuperada para caminhar umas sete quadras até em casa e dormir até às 17h!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde fica o tal bar? Segredo! Pergunte por aí pelas ruas de Buenos Aires, mas eu duvido que alguém saberá responder. Como dizem por aqui... ¡SUERTE!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bela noite, não?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-4961060808751414394?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/4961060808751414394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=4961060808751414394' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/4961060808751414394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/4961060808751414394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2010/06/bar-do-julio.html' title='Buenos Aires, a cidade que sempre surpreende'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-4433318840723976252</id><published>2009-05-01T16:13:00.000-03:00</published><updated>2009-05-01T16:15:56.276-03:00</updated><title type='text'>Um filme para pensar</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Acaba de estrear no Brasil o novo filme do argentino Carlos Sorin – A Janela. Depois de La Película del Rey (1996), Histórias Mínimas (2002) e O Cachorro (2004), o cineasta – que sempre foi um grande admirador das obras de Ingmar Bergman – parece fazer uma releitura de um de seus filmes favoritos do sueco: Morangos Silvestres. A reflexão sobre o passado no final da vida, o afastamento e a distância de pessoas importantes, a solidão irremediável são apenas alguns dos aspectos semelhantes em ambas as obras. Porém, essa influência ainda que inegável parece não ter sido intencional, eis que Sorin afirma tê-la percebido somente após finalizar seu mais recente longa. A influência consciente vem da vida do escritor Anton Tchékhov, um dos maiores ídolos de Sorin. Tanto a própria obra do autor, como a biografia escrita por Irene Nemirovsky, tiverem alguma participação na constituição desta história. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A Janela aborda a vida do escritor Antonio, um idoso de cerca de 80 anos interpretado pelo brilhante ator uruguaio Antonio Larreta. Ele vive numa imensa fazenda no interior da Argentina, onde se encontra atado a uma cama por problemas de saúde, enquanto espera ansiosamente a chegada do filho, que mora na Europa e com quem não tem contato há anos. Os 85 minutos de filme representam a passagem de tempo de apenas um dia na vida do protagonista, que está cheio de vivacidade, ainda que seu corpo não acompanhe sua mente (um dos grandes dramas da velhice). &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Entretanto, embora haja pouca ação na tela, há muito intrínseco em cada palavra, em cada gesto de seus personagens. Cabe ao espectador saber interpretá-los; não ser impaciente, querer tudo pronto, entregue diante de seus olhos. O próprio Sorin já andou afirmando em entrevistas que seu filme não é para espectadores passivos, mas ativos, que queiram completar o filme como os elementos ocultos, sugeridos, não ditos. Desde a idéia de ver a vida passando através da janela, a fotografia, a música, até o clima bucólico que permeia a história, tudo possui um ar deveras poético. Trata-se de um filme reflexivo, que dificilmente atrairá o público em massa, mas que certamente resguarda um valor artístico inquestionável. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;**************************************************************&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Trailer:&lt;OBJECT height=349 width=285&gt;&lt;PARAM NAME="movie" VALUE="http://www.youtube.com/v/L-Gh7Xogs5E&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;PARAM NAME="allowFullScreen" VALUE="true"&gt;&lt;PARAM NAME="allowscriptaccess" VALUE="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/L-Gh7Xogs5E&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="349" height="285"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/OBJECT&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-4433318840723976252?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/4433318840723976252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=4433318840723976252' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/4433318840723976252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/4433318840723976252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2009/05/um-filme-para-pensar.html' title='Um filme para pensar'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-5117568969765749090</id><published>2009-04-28T17:02:00.011-03:00</published><updated>2009-04-28T17:26:44.047-03:00</updated><title type='text'>Veja do que um pomar de limões é capaz!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SfdlJWMt4NI/AAAAAAAAANI/Tm8fATg_Wao/s1600-h/lemon-tree.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329839895268417746" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 134px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SfdlJWMt4NI/AAAAAAAAANI/Tm8fATg_Wao/s200/lemon-tree.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Até uma semana atrás não conhecia o trabalho de Eran Riklis, quando me deparei com uma crítica de seu mais recente longa-metragem, Lemon Tree, lançado aqui no ano passado, e decidi saber mais sobre o cineasta. Apesar de ter vivido por dois anos no Brasil, em função do trabalho de seu pai que era embaixador neste país, o israelense ainda parece ser pouco conhecido por aqui. Do total de sete longas de ficção que dirigiu, apenas dois chegaram ao mercado brasileiro.&lt;br /&gt;Já conhecido por abordar as estremecidas relações entre israelenses e palestinos em regiões fronteiriças, como já se havia visto em seu brilhante antecessor A Noiva Síria (2004), Riklis voltou ao tema após ler uma notícia praticamente omitida pela mídia israelense. Através dela, ficou sabendo que uma palestina decidiu ir à justiça contra a derrubada de suas oliveiras determinada pelo governo para resguardar a segurança nacional e decidiu levar a história à telona, com suas devidas adaptações.&lt;br /&gt;Em Lemon Tree – premiado como melhor filme pelo júri popular d&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SfdlVwCs_NI/AAAAAAAAANQ/XYwTAM8wNjc/s1600-h/15425ft2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329840108364168402" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 133px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SfdlVwCs_NI/AAAAAAAAANQ/XYwTAM8wNjc/s200/15425ft2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;a sessão Panorama do Festival de Berlim do ano passado – a palestina Salma Zidane (Hiam Abbass), que vive da rentabilidade de seus limoeiros, ganha um novo vizinho, o ministro de defesa de Israel, Israel Navon (Doron Tavory), que determina a derrubada de seu pomar com base nos conselhos da Força de Segurança Israelense que o considera uma ameaça à segurança do ministro e da nação, podendo servir de esconderijo a terroristas. Embora tenham lhe oferecido uma indenização pela perda dos limoeiros, Salma não quer permitir a destruição do cenário de toda uma vida, e decide levar o caso à justiça até sua última instância, ao lado do jovem advogado Ziad Doud (Ali Suliman). A partir disso, o enredo mostra de que maneira a simples plantação que garante a sobrevivência de uma sofrida viúva – a quem não lhe resta praticamente mais nada da vida do que o lugar onde passou toda sua existência – pode influenciar a política de um país.&lt;br /&gt;Apesar de ter nacionalidade israelense, Riklis consegue manter certo distanciamento e dar um tom bastante humano à relação entre os dois povos, mostrando criticamente como as desavenças entre israelenses e palestinos podem afetar drasticamente tanto um lado quanto o outro. A falta de alternativas que vai aos poucos desgastando a palestina Salma cria uma espécie de identificação entre ela e sua vizinha israelense Mira Navon (Rona Lipaz-Michael), esposa do ministro. Enquanto uma está presa pela justiça de um lado do limoeiro, a outra está atada do outro lado, mas por sua segurança. Porém, não são apenas as mulheres que sofrem com tal si&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/Sfdl27UUnoI/AAAAAAAAANg/CX4fizQyrtQ/s1600-h/lemontree2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329840678326541954" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 134px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/Sfdl27UUnoI/AAAAAAAAANg/CX4fizQyrtQ/s200/lemontree2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;tuação, como se percebe ao longo do filme.&lt;br /&gt;Além da sinopse curiosa e instigante, a atuação do elenco e a riqueza em detalhes também são pontos fortes em Lemon Tree. Desde os já conhecidos Hiam Abbass – que atuou em A Noiva Síria, Paradise Now e Free Zone – e Ali Suliman – que interpretou um dos homens-bomba de Paradise Now – até os estreantes Don Tavory e Rona Lipaz-Michael, todos apresentaram um desempenho impecável. Outro elemento que dá um toque especial à obra é a presença dos limões, que, não por acaso, substituíram as olivas da história verídica. Um filme em que é necessário se dizer muito falando pouco não teria obtido tal resultado sem tais características.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;****************************************************************** &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Trailer:&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/YIoowHIpUT0&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/YIoowHIpUT0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-5117568969765749090?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/5117568969765749090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=5117568969765749090' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/5117568969765749090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/5117568969765749090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2009/04/veja-do-que-um-pomar-de-limoes-e-capaz.html' title='Veja do que um pomar de limões é capaz!'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SfdlJWMt4NI/AAAAAAAAANI/Tm8fATg_Wao/s72-c/lemon-tree.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-3528346457027587189</id><published>2009-04-16T01:12:00.009-03:00</published><updated>2009-04-16T13:21:16.447-03:00</updated><title type='text'>Comparações Globais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A cada dia que passa a tevê brasileira se supera mais. A que nível permitimos que chegasse a nossa mídia... &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Após noticiar o episódio trágico ocorrido nesta quarta-feira em que seguranças da Supervia violentaram passageiros no Rio de Janeiro, tentando empurrá-los para dentro de um metrô completamente lotado, o Jornal da Globo apresentou uma comparação completamente esdrúxula e absurda. Primeiramente, foram apontadas as irregularidades da ação da concessionária, cujo contrato de concessão estabelece que ela deve prestar serviço com segurança e cortesia. Em seguida, o âncora do telejornal, William Waack, faz uma comparação, dizendo que no Japão, apesar da frequente superlotação, a cordialidade é mantida. Como se fosse um exemplo de serviço uma empresa de transporte público ter funcionários contratados exclusivamente para empurrar com delicadeza os passageiros para dentro do metrô. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E a isso dão o nome de jornalismo... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dá uma olhadinha aí: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1. &lt;a href="http://g1.globo.com/jornaldaglobo/0,,MUL1086973-16021,00-CONCESSIONARIA+DE+TRENS+DO+RJ+PODE+SER+MULTADA+E+PERDER+CONCESSAO.html"&gt;Concessionária de trens do RJ pode ser multada e perder concessão&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;2. &lt;a href="http://g1.globo.com/jornaldaglobo/0,,MUL1086976-16021,00-JAPAO+TEM+EMPURRADORES+DE+PASSAGEIROS+EDUCADOS.html"&gt;Japão tem empurradores de passageiros educados&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As matérias foram exibidas nesta ordem, uma exatamente após a outra.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-3528346457027587189?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/3528346457027587189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=3528346457027587189' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/3528346457027587189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/3528346457027587189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2009/04/comparacoes-globais.html' title='Comparações Globais'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-8285977150463164407</id><published>2009-03-06T00:07:00.007-03:00</published><updated>2009-03-06T00:41:59.092-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aborto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexão'/><title type='text'>Contradições das leis de Deus*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje liguei a &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1028529-5598,00-ARCEBISPO+EXCOMUNGA+MEDICOS+E+PARENTES+DE+MENINA+QUE+FEZ+ABORTO.html"&gt;tevê&lt;/a&gt; e ouvi as seguintes palavras: “A lei de Deus está acima de qualquer lei humana. Então, quando uma lei humana, quer dizer, uma lei promulgada pelos legisladores humanos, é contrária à lei de Deus, essa lei humana não tem nenhum valor”; pronunciadas pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, a respeito da interrupção da gravidez de uma menina de nove anos que fora violentada pelo padrasto em Pernambuco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente pensei: desligar os aparelhos de uma pessoa que só sobrevive graças a eles é crime perante a lei humana, mas desde que a igreja católica existe já se conhece a lei de Deus e, naquela época, não existia a tecnologia atual, então, se não fosse a tecnologia, a vontade de Deus seria que essa pessoa morresse, pois sem os aparelhos ela viria a falecer. Assim, manter uma pessoa viva por meio de métodos artificiais seria crime perante a lei de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou enganada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Segundo a legislação brasileira, o aborto é permitido em casos de estupro e gravidez de risco. A gestação da menina atendia aos dois requisitos, por isso sua interrupção foi legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Ou seriam contradições nas leis da igreja, que, sendo idealizada por humanos, acabaria sendo também uma lei humana bem como a que autoriza o aborto nos casos acima citados?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-8285977150463164407?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/8285977150463164407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=8285977150463164407' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/8285977150463164407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/8285977150463164407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2009/03/contradicoes-das-leis-de-deus.html' title='Contradições das leis de Deus*'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-6232299477596969487</id><published>2009-02-23T23:47:00.003-03:00</published><updated>2009-02-24T00:56:42.370-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Agora é assim que se faz política no Rio Grande do Sul</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Depois de permanecer calada por dois dias, sem mexer sequer uma palha para explicar à população as acusações apontadas pelo Partido Socialismo e Liberdade contra o seu governo, Yeda Crusius resolveu se manifestar. Ignorou toda a imprensa gaúcha, que ansiava por uma palavra sua, para conceder, na sexta-feira, &lt;a href="http://www.blogger.com/entrevista"&gt;entrevista&lt;/a&gt; a um veículo de alcance nacional (Agência Estado) e mostrar (para todo o Brasil) como uma governadora deve se portar em relação a denúncias da oposição.&lt;br /&gt;Na quarta-feira, o PSOL chamou a imprensa para uma entrevista coletiva em que apresentou declarações fortíssimas contra o governo estadual. Segundo integrantes da legenda, eles tiveram acesso a provas – que estariam sob domínio do Ministério Público Federal – que fazem parte do processo que investiga o desvio de R$ 40 milhões do Detran e que comprovariam o envolvimento de integrantes do governo estadual na fraude. Apesar disso, Yeda acha que não deve explicações, pois confia na capacidade de discernimento do povo, que, segundo ela, não gosta de atitudes covardes como essas (qualificando as ações do PSOL). A governadora ainda comentou que isso “é uma seqüência da campanha dos outdoors [realizada pelos sindicatos], à qual o povo, que está ultrajado por essas acusações, reagiu indignado”. Eu, e creio que muita gente, gostaria que Yeda mostrasse essas reações indignadas da população em relação às “difamações contra o governo” porque, por enquanto, só o que vejo são manifestações de decepção e/ou desconfiança em relação ao governo do Estado.&lt;br /&gt;Não bastasse isso, Yeda ainda disse: “Trata-se de uma técnica usada para tentar desviar o foco do bom momento do governo. Colocamos as contas em dia...”. Entretanto, a declaração foi feita exatamente no mesmo dia em que foi anunciado déficit nas contas públicas do mês de fevereiro. Segundo o secretário estadual da fazenda, Ricardo Englert, deverão faltar R$ 142,1 milhões para pagar as contas deste mês, pois a arrecadação dos vinte primeiros dias do ano ficou R$ 20 milhões abaixo do que esperado. Diante disso, só é possível chegar a uma conclusão: ou a governadora não sabe o que se passa no próprio governo ou suas declarações não passam de demagogias, pois, enquanto elogia a inteligência do povo, nas entrelinhas, subestima sua capacidade de avaliação de discurso.&lt;br /&gt;Para piorar, depois de acusar o PSOL de rebaixar o nível da discussão política, afirmando que “parece que eles, por não terem o que dizer, usam armas que não são próprias da política gaúcha”, Yeda declarou não estar em busca de provas para comprovar sua inocência porque sua mãe lhe ensinou “a não responder a provocações de bêbado de porta de bar”. Devo então concluir que é este o modo decente como se deve discutir política no Estado. Não é o que acha o PSOL, que está avaliando a possibilidade de ir à justiça contra as palavras da governadora – que, segundo Luciana Genro, deputada federal pelo partido, não passam de ataques morais. Para a deputada, Yda “está se demonstrando desequilibrada e talvez, antes de ser deposta do governo, tenha que ser interditada porque parece que não tem mais nenhum equilíbrio para fazer o debate político no Estado”.&lt;br /&gt;Para não faltar mais nada, Yeda acusou o PSOL de requentar acusações para utilizar a imprensa como massa de manobra para propósitos golpistas, visando às eleições de 2010. Já é sabido que na proximidade de anos eleitorais cada um utiliza as armas que tem em favor próprio. Pois foi exatamente nesta obviedade que a governadora pisou na bola. Se o governo pensava em entrar na justiça contra as acusações do PSOL, agora deu a oportunidade de o partido também ter um motivo para querer enfrentá-lo judicialmente. No caso, a vantagem parece ser do PSOL, que – além de ter como álibi o suspeito suicídio de uma testemunha importante da fraude no Detran (ex-assessor do governo gaúcho em Brasília, Marcelo Cavalcante) – dependendo das circunstâncias, poderá solicitar na justiça que o Ministério Público apresente as provas de um processo que está em sigilo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-6232299477596969487?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/6232299477596969487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=6232299477596969487' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/6232299477596969487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/6232299477596969487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2009/02/agora-e-assim-que-se-faz-politica-no.html' title='Agora é assim que se faz política no Rio Grande do Sul'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-5397317501760057870</id><published>2009-02-22T12:09:00.004-03:00</published><updated>2009-02-22T12:20:43.259-03:00</updated><title type='text'>A pedido</title><content type='html'>* Para que ninguém reclame, aí está meu post bilingue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Para que nadie si queje, ahí está mi post bilingüe. Por favor, amiguitos castellanos, probablemente he escrito mal alguna cosa... si pueden, corríjanme.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-5397317501760057870?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/5397317501760057870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=5397317501760057870' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/5397317501760057870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/5397317501760057870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2009/02/pedido.html' title='A pedido'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-7959441216438089702</id><published>2009-02-22T11:56:00.008-03:00</published><updated>2009-02-23T01:56:50.591-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cine'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crítica'/><title type='text'>El Nido Vacío reflexiona imaginación humana en momentos de conflicto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SaFoWb8rqfI/AAAAAAAAAMQ/r8HjSX1uT0Y/s1600-h/el-nido-vacio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5305636570687842802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 198px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SaFoWb8rqfI/AAAAAAAAAMQ/r8HjSX1uT0Y/s320/el-nido-vacio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;El cine argentino actual se ha demostrado especialista en pasar para la pantalla dramas corrientes de la clase media urbana, lo que por una razón aparentemente inexplicable ningún cineasta brasileño logró hacerlo todavía. La película más reciente de Daniel Burman, El Nido Vacío, es más un ejemplo de esa especialidad argentina, pero con una particularidad más. El director ya ha manifestado hace algún tiempo su habilidad en relatar historias que ponderan problemas familiares universales. La diferencia de su nueva obra es que – al contrario de sus anteriores lanzadas en Brasil, El Abrazo Partido (2003) y Derecho de Familia (2006), que tratan de personajes que tienen problemas ligados a la figura paterna – ahora quien tropieza en dificultades es el propio padre.&lt;br /&gt;Leonardo (Oscar Martínez) es un dramaturgo alrededor de los cincuenta o sesenta años que parece perder sus objetivos a partir del momento en que sus hijos dejan la casa. Mientras su esposa, Martha (Cecilia Roth), retoma antiguos proyectos, manteniéndose atareada con otras actividades en lugar de la ausencia de los hijos, Leonardo parece inconforme, intentando, en cada una de sus ocupaciones diarias, revivir un pasado que todavía no existe. La manera divergente como encaran esa nueva fase de la vida empieza a transformarse en un obstáculo a su matrimonio, que el protagonista aparenta más buscar motivos para destruir que para recuperar.&lt;br /&gt;El tema es aparentemente banal, pero la forma le trae algo innovador, haciéndonos reflexionar sobre una cuestión que está presente en la vida de gran parte de las personas, pero de modo nada convencional. Es difícil clasificar la narrativa de El Nido Vacío, pero, aunque parezca linear, es necesario ponerle atención a las entrelíneas, donde encontrase el gran mérito de la película. El origen de esa narrativa encontrase en el neurocirujano investigador, que utiliza el comportamiento de Leonardo de argumento para cuestiones de su investigación. Perturbado, el protagonista empieza a mezclar realidad e imaginación, lo que es puesto en la pantalla por Burman de forma tan nebulosa como la que el &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SaFottZgWlI/AAAAAAAAAMY/sP64DifuMbc/s1600-h/ninho-vazio02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5305636970509130322" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 169px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SaFottZgWlI/AAAAAAAAAMY/sP64DifuMbc/s200/ninho-vazio02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;personaje ve la situación. Con el objetivo de acercar más el espectador de las sensaciones confusas enfrentadas por Leonardo, el director vincula la realidad del protagonista a las historias escritas por él, confundiendo aún más realidad y ficción. Así, el realismo fantástico utilizado por el director, no permite distinguir claramente lo que es de facto vivenciado por Leonardo a diario de lo que ocurre solamente en su mente.&lt;br /&gt;El Nido Vacío tal vez no sea la película más atractiva de Burman, pero vale la pena por varias razones. Además de la brillante actuación de Oscar Martínez, galardonado con el premio de mejor actor del Festival de San Sebastian el año pasado, y de la bella fotografía, también laureada en el mismo festival, la película se muestra interesante porque un director de solamente 35 años logró relatar con profundidad problemas por los cuales está lejos de vivenciar. Encima, la obra instiga una profunda reflexión sobre la fuga de realidad: ¿ella auxilia o perjudica la resolución de las dificultades impuestas por la vida?&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;***************************************************************&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Título original: El Nido Vacío&lt;br /&gt;Origen: Argentina, España, Francia, Italia&lt;br /&gt;Dirección y Guión: Daniel Burman&lt;br /&gt;Elenco: Cecilia Roth, Oscar Martínez, Arturo Goetz, Inés Efron, Ron Richter, Eugenia Capizzano, Jean Pierre Noher...&lt;br /&gt;Duración: 91 min&lt;br /&gt;Año: 2008&lt;br /&gt;Tráiler en castellano:&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/8tzdn59Rh34&amp;amp;hl=" width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" fs="1"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-7959441216438089702?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/7959441216438089702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=7959441216438089702' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/7959441216438089702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/7959441216438089702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2009/02/el-nido-vacio-reflexiona-imaginacion.html' title='El Nido Vacío reflexiona imaginación humana en momentos de conflicto'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SaFoWb8rqfI/AAAAAAAAAMQ/r8HjSX1uT0Y/s72-c/el-nido-vacio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-7770585743329120752</id><published>2009-02-22T02:16:00.010-03:00</published><updated>2009-02-22T12:07:12.772-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crítica'/><title type='text'>Ninho Vazio reflete imaginação humana em momentos de conflito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SaDlsET1hvI/AAAAAAAAAMI/t8VRcAMmh3Q/s1600-h/ninho-vazio01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5305492906276390642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 194px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SaDlsET1hvI/AAAAAAAAAMI/t8VRcAMmh3Q/s320/ninho-vazio01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O cinema argentino atual tem se demonstrado especialista em passar para a telona dramas corriqueiros da classe média urbana, o que por uma razão aparentemente inexplicável nenhum cineasta brasileiro alcançou ainda fazê-lo. O filme mais recente de Daniel Burman, &lt;em&gt;Ninho Vazio&lt;/em&gt;, é mais um exemplo dessa especialidade argentina, porém com uma particularidade a mais. O diretor já vem há algum tempo manifestando sua habilidade em contar histórias que refletem problemas familiares universais. A diferença de sua nova obra é que – ao contrário de suas anteriores lançadas no Brasil, &lt;em&gt;O Abraço Partido&lt;/em&gt; (2003) e &lt;em&gt;As Leis de Família&lt;/em&gt; (2006), que tratavam de personagens com problemas ligados à figura paterna – agora quem esbarra em dificuldades é o próprio pai.&lt;br /&gt;Leonardo (Oscar Martínez) é um dramaturgo de cerca de cinqüenta ou sessenta anos que parece perder seus objetivos a partir do momento em que seus filhos saem de casa. Enquanto sua esposa Martha (Cecilia Roth) retoma antigos projetos, mantendo-se mais ocupada com outras atividades do que com a ausência dos filhos, Leonardo parece inconformado, buscando, em cada uma das suas ocupações diárias, reviver um passado que não existe mais. A maneira divergente de encarar essa nova fase da vida começa a se transformar em um obstáculo para seu casamento, que ele mais aparenta buscar motivos para levar ao fundo do poço do que para recuperar da má fase.&lt;br /&gt;O tema é aparentemente banal, mas a forma traz a ele algo de inovador, fazendo-nos refletir sobre uma questão que está presente na vida de grande parte das pessoas, porém de forma nada convencional. É difícil classificar a narrativa de &lt;em&gt;Ninho Vazio&lt;/em&gt;, pois, ainda que pareça linear, é necessário dar atenção às entrelinhas, onde está o grande mérito do filme. A origem dessa narrativa está no neurocirurgião pesquisador, que passa a utilizar o comportamento de Leonardo de argumento para questões de sua pesquisa. Perturbado, o protagonista passa a mixar realidade e imaginação, o que é colocado na tela por Burman de forma tão nebulosa quanto àquela como o personagem percebe a situação. A fim de tornar ainda mais próxima do espectador o mar de sensações confusas enfrentadas por Leonardo, o diretor vincula a realidade do protagonista às histórias escritas por ele, confundindo ainda mais realidade e ficção. Assim, o realismo fantástico utilizado pelo diretor, não permite distinguir claramente o que está de fato sendo vivenciado por Leonardo no dia-a-dia daquilo que está se passa apenas na sua mente.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Niño Vazio&lt;/em&gt; talvez não seja o filme mais atrativo de Burman, mas vale a pena por vários motivos. Além da brilhante atuação de Oscar Martínez, que ganhou o prêmio de melhor ator no Festival de San Sebastian no ano passado, e da bela fotografia, também laureada no mesmo festival, o filme mostra-se interessante pelo fato de um diretor de apenas 35 anos conseguir relatar com tanta profundidade problemas pelos quais ele ainda está longe de passar. Além disso, a obra instiga uma profunda reflexão sobre a fuga da realidade: ela auxilia ou prejudica a resolução das dificuldades impostas pela vida?&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;******************************************************************&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Título original: El Nido Vacío&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Origem: Argentina, Espanha, França, Itália&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Direção e Roteiro: Daniel Burman&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Elenco: Cecilia Roth, Oscar Martínez, Arturo Goetz, Inés Efron, Ron Richter, Eugenia Capizzano, Jean Pierre Noher...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Duração: 91 min&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ano: 2008&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Trailer com legendas em português:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/hgiOwwGhwSk&amp;amp;hl=" width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" fs="1" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-7770585743329120752?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/7770585743329120752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=7770585743329120752' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/7770585743329120752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/7770585743329120752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2009/02/ninho-vazio-reflete-imaginacao-humana.html' title='Ninho Vazio reflete imaginação humana em momentos de conflito'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SaDlsET1hvI/AAAAAAAAAMI/t8VRcAMmh3Q/s72-c/ninho-vazio01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-8585746874596794028</id><published>2009-01-24T20:41:00.014-02:00</published><updated>2009-01-28T00:13:29.645-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>"Caos Calmo" e nenhuma palavra a mais</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SXueidzftoI/AAAAAAAAAL4/TAqgDUeUfKI/s1600-h/caos_calmo-01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295000101857506946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 207px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SXueidzftoI/AAAAAAAAAL4/TAqgDUeUfKI/s320/caos_calmo-01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde outubro do ano passado, quando li pela primeira vez uma crítica a respeito do filme italiano Caos Calmo, desejava imensamente assisti-lo. Porém, minha falta de disponibilidade de horários e a insuficiência de opções de sessões nas salas de cinema só me permitiram esse desfrute no último fim de semana. Apesar de já ter algumas informações sobre o filme, ele não deixou de me surpreender.&lt;br /&gt;Como todos comentavam (e ainda comentam) que apesar da direção de Antonio Luigi Grimaldi – que, aliás, teve com esse filme sua estréia no circuito comercial brasileiro – a obra era Nanni Moretti da primeira à última cena, acabei, confesso, esperando um segundo O Quarto do Filho, filme dirigido e protagonizado por Moretti que ganhou a Palma de Ouro de Melhor Filme no Festival de Cinema de Cannes em 2001. Aliás, não é à toa a comparação com os filmes de Moretti, pois além de protagonizar Caos Calmo, foi ele quem teve a idéia de colocar a história do livro homônimo de Sandro Veronesi nas telonas e quem, ao lado de Laura Paolucci e Fancesco Piccolo, roteirizou a história. Entretanto, apesar do semelhante tema abordado por ambos – a seqüência da vida após a perda de alguém do núcleo familiar –, Caos Calmo aborda o assunto com menos dureza, de uma forma mais amena, oscilando entre momentos de gana em cair ao pranto e cenas que provocam gargalhadas extasiantes, enquanto o filme dirigido por Moretti é total imersão no sofrimento.&lt;br /&gt;Vencedor dos prêmios David Di Donatello de melhor música, canção original e ator coadjuvante, Caos Calmo conta a história de Pietro Paladini (Nani Moretti), um bem sucedido profissional da área audiovisual, cuja esposa morre no exato momento em que ele e seu irmão salvam duas mulheres estranhas que estão se afogando na praia. A partir disso, desencadeia-se um período de angústia que é, entretanto, vivenciado em meio a uma tremenda calmaria e que não poderia ser melhor traduzido pelo perfeito nome do filme, apesar da aparente contradição. Alguns fatos indicam que Pietro não era um pai, tampouco um marido, muito presente, o que aparentemente lhe causa sensação de culpa, principalmente em relação à filha Claudia (Blu Di Martino). Por isso, ele decide estar o resto dos seus dias o mais próximo possível da menina, inclusive enquanto ela está na escola, passando boa parte de seu dia sentado num banco da praça localizada exatamente em frente à janela da sala de aula da filha.&lt;br /&gt;Naquela praça, ocorre a maioria das ações da vida de Pietro, o que me parece uma ironia, talvez até uma sátira, em relação à vida corrida que grande parte das pessoas vive atualmente. A empresa onde Pietro trabalha está passando por uma importante transição, com a qual ele não está nem um pouco preocupado e, ainda assim, seus colegas e chefes se dispõem a se deslocar da empresa até a praça para discutir questões ligadas ao trabalho. Pietro parece, agora, mais preocupado em visualizar o mundo e as pessoas a sua volta, além de administrar sua atual situação particular, a qual todos parecem compreender e aceitar muito bem, demonstrando voluntariedade raramente vista hoje em dia.&lt;br /&gt;Todas essas situaçõe&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SXudYuDDZXI/AAAAAAAAALo/r7vjRuI9e-c/s1600-h/jpg_caos-calmo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294998834907407730" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 133px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SXudYuDDZXI/AAAAAAAAALo/r7vjRuI9e-c/s200/jpg_caos-calmo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;s nos dão de alguma forma subsídios para refletir sobre a grande questão do filme, que está justamente ligada à tranqüilidade daquela vida após um grande momento de perturbação, o que incita questionamentos sobre qual seria o real sentimento que assola tanto Cláudia quanto Pietro. Estariam eles sofrendo calados ou aquela morte não chegou a ser um baque em suas vidas? Isso só poder ser refletido, porém, vendo de perto as grandes contradições de seus personagens, que é o que os torna tão profundos e tão reais. Essas contradições acabam sendo exacerbadas em Pietro na cena mais polêmica do filme, uma cena de sexo que foi tremendamente criticada em seu lançamento na Itália. Além de destoar do restante da história, não há justificativas no enredo para seu desenvolvimento e traz à tela um Pietro completamente oposto daquele que vem sendo apresentado a nós durante todo o filme. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;********************************************************************&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;trailer:&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/mU82J3nWRjM&amp;amp;hl=" fs="1" width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-8585746874596794028?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/8585746874596794028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=8585746874596794028' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/8585746874596794028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/8585746874596794028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2009/01/caos-calmo-e-nenhuma-palavra-mais.html' title='&quot;Caos Calmo&quot; e nenhuma palavra a mais'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SXueidzftoI/AAAAAAAAAL4/TAqgDUeUfKI/s72-c/caos_calmo-01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-1095014604975536962</id><published>2009-01-15T23:48:00.011-02:00</published><updated>2009-01-24T21:22:49.244-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>Che, O Argentino não consegue ir além da imagem heróica do revolucionário</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SW_o4-z1CpI/AAAAAAAAALA/50Oduufm-Rg/s1600-h/2753345641_f91df4aab4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291704152814324370" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 140px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SW_o4-z1CpI/AAAAAAAAALA/50Oduufm-Rg/s200/2753345641_f91df4aab4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Nos poucos dias em que tive o prazer de desfrutar Buenos Aires, em uma virada de ano atípica, a capital argentina permitiu-me alguns outros prazeres. Tive a oportunidade de ver de antemão um dos novos filmes de &lt;em&gt;Steven Soderbergh&lt;/em&gt; – &lt;em&gt;Che, O Argentino&lt;/em&gt; – embora não tenha tido a mesma honra com sua continuação – &lt;em&gt;Che, A Guerrilha&lt;/em&gt; – que ainda está por estrear. Quem está no Brasil e não compareceu a 32ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo terá que esperar até feveiro ou março, quando o filme deve estrear por aqui, para saber se concorda ou discorda do que vou dizer aqui. Bastante aplaudido no Festival de Cannes do ano passado, principalmente pela brilhante atuação de seu protagonista, interpretado pelo ator porto-riquenho &lt;em&gt;Benício Del Toro&lt;/em&gt;, que recebeu o prêmio de melhor ator no festival, &lt;em&gt;Che, O Argentino&lt;/em&gt; não deixa de ser um filme bastante polêmico. Embora tenha sido feito em uma linguagem documental, nem de longe o filme tenta ser imparcial. &lt;em&gt;Soderbergh&lt;/em&gt; – mesmo diretor de &lt;em&gt;Traffic&lt;/em&gt; (2000), &lt;em&gt;Solaris&lt;/em&gt; (2002) e &lt;em&gt;Bubble&lt;/em&gt; (2006) – apesar de sua excelente pesquisa histórica, não consegue ir além da imagem de herói atribuída a Che Guevara.&lt;br /&gt;O enredo conta a trajetória de ascensão de Ernesto Guevara de la Serna de médico a comandante na Revolução Cubana, a partir do momento em que ele conhece Raul Castro e é apresentado por este a seu irmão Fidel Castro. Então, Che decide ir à Cuba na companhia de Fidel e mais sete rebeldes no final de 1956, com o intuito de pôr fim à ditadura de Fulgêncio Batista. O filme está dividido em dois eixos narrativos: um deles põe o espectador diante das imagens do ocorrido desde a chegada dos revolucionários à ilha até a tomada de Santa Clara, enquanto o outro se passa em 1964 quando Guevara representa Cuba oficialmente nas Nações Unidas. Esses momentos são intercalados durante a narrativa: imagens mostram Guevara discursando nos Estados Unidos; na mesma ocasião, ele concede uma entrevista que aparece no filme através de vozes em off, cobrindo imagens que mostram as situações as quais ele se refere; logo em seguida, entram as cenas da guerrilha com o som referente à própria imagem. É bom não esperar momentos fortes e emocionantes ao longo da trama, pois apesar de filmes de guerra costumarem estar relacionados a muita ação, não é esse o caso de &lt;em&gt;Che, O Argentino&lt;/em&gt;. Seu objetivo não parece ser envolver sentimentalmente o espectador, mas apenas mostrar documentalmente os fatos ocorridos. Entretanto, aí está a grande polêmica do filme de &lt;em&gt;Soderbergh&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SW_qFozeMRI/AAAAAAAAALY/E7KPJM0qNYw/s1600-h/2599793277_0927235d7a_o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291705469757174034" style="WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 154px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SW_qFozeMRI/AAAAAAAAALY/E7KPJM0qNYw/s200/2599793277_0927235d7a_o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sendo a proposta do diretor a proximidade com o documental, esperava-se mais detalhes da personalidade e da atuação de Guevara na Revolução Cubana. Porém, o diretor não consegue transpassar a imagem estereotipada do herói revolucionário, conveniente aos que por ele conservam certa admiração e revoltante para os que repugnam as ações do comandante. As imagens da guerrilha não são tão detalhadas e comoventes como poderiam, ao contrário das imagens do discurso de Guevara. Além da diferença de cor das imagens – enquanto as primeiras são coloridas, as segundas são em preto e branco – as imagens do discurso de Che são mais enfáticas, mostram detalhes da expressão do personagem em uma câmera com muito mais movimento e muito mais detalhes do que as imagens da guerrilha. Conseqüentemente, os momentos polêmicos da guerra, que poderiam provocar revolta ao público e levá-lo a questionar as atuações não só de Che, mas de todos os revolucionários, acabam justificados pelo discurso convincente e envolvente do excelente locutor que é Guevara. A violência é abrandada tanto de um lado quanto de outro. Poucas são as cenas de mortes dos revolucionários, bem como poucas são as de mortes de seus opositores.&lt;br /&gt;Portanto, apesar de ter sido deveras aplaudido onde já foi exbido, &lt;em&gt;Che, O Argentino&lt;/em&gt; parece não cumprir sua proposta. Não estou afirmando aqui que &lt;em&gt;Soderbergh&lt;/em&gt; errou ao exaltar a imagem de um Che Guevara humano. Porém, creio que se esse era seu objetivo não deveria ter utilizado o tipo de linguagem e estética que se vê no filme. Além disso, é possível evidenciar o lado bom e heróico de Guevara sem ocultar determinadas situações. Se a idéia era aproximar-se do documentário, como é o que parece, que se mostre os fatos, que se mostre o lado humano do Che e dos revolucionários, mas que não se esconda a v&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SW_pUgZwUkI/AAAAAAAAALI/q-s51hvYlgY/s1600-h/6nqgojb.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291704625688236610" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 143px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SW_pUgZwUkI/AAAAAAAAALI/q-s51hvYlgY/s200/6nqgojb.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;iolência utilizada para seus objetivos. Afinal, a discussão que perdura em relação a essa revolução é se a violência a justifica, e isso é completamente ignorado por Soderbergh. Se é para ser documental, que se tente deixar o espectador decidir de qual lado quer ficar. A grande qualidade do filme fica realmente nas mãos de Del Toro, que interpreta Guevara com uma veracidade nunca antes alcançada, e do restante excelente elenco composto por Rodrigo Santoro (dando vida a Raúl Castro em um espanhol quase impecável), Demián Bichir (interpretando Fidel Castro em uma semelhança assustadora), Santiago Cabrero (Camillo Sinfuegos), Elvira Mínguez (Célia Sánchez), etc. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;*******************************************************************&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais sobre o filme:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.cheelargentino.com/"&gt;http://www.cheelargentino.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Trailer em espanhol: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=uAsyGJbuU9Q"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/uAsyGJbuU9Q&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/uAsyGJbuU9Q&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-1095014604975536962?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/1095014604975536962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=1095014604975536962' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/1095014604975536962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/1095014604975536962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2009/01/che-o-argentino-no-consegue-ir-alm-da.html' title='Che, O Argentino não consegue ir além da imagem heróica do revolucionário'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SW_o4-z1CpI/AAAAAAAAALA/50Oduufm-Rg/s72-c/2753345641_f91df4aab4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-8967287252303984224</id><published>2008-12-17T12:44:00.010-02:00</published><updated>2009-01-24T21:21:52.034-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>"Vicky Cristina Barcelona" demonstra evolução do cinema de Woody Allen</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SUkRj-LwAVI/AAAAAAAAAKY/fQNmNHqssTY/s1600-h/Vicky+Cristina+Barcelona+Movie+Stills+58bmHjTuaVAl.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280771347753992530" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SUkRj-LwAVI/AAAAAAAAAKY/fQNmNHqssTY/s200/Vicky%2BCristina%2BBarcelona%2BMovie%2BStills%2B58bmHjTuaVAl.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sempre tive um pé atrás em relação ao trabalho de Woody Allen, ainda que ele seja um dos mais reconhecidos diretores estadunidenses atuais. Porém, tenho que admitir que não se trata de uma resistência fortuita. Quando descobri que ele existia, em tempos remotos, resolvi assistir “Poderosa Afrodite” (1995). Minha primeira reação foi de indiferença, pois não achei o filme ruim, tampouco espetacular. Resolvi tentar mais uma vez e vi “O que você sempre quis saber sobre sexo, mas tinha medo de perguntar” (1972), então quase desisti de tentar gostar de Woody Allen. Mas como não tinha visto seus principais filmes, me vi obrigada a relevar. Assisti a mais alguns, mas eles apenas amenizaram minhas restrições ao cineasta, até que Woody lançou “Match Point” (2005), e tudo mudou. Então, resolvi ir ao cinema assistir seu novo “Vicky Cristina Barcelona” e, finalmente, descobri qual era meu problema com o Woody Allen. Não é que ele não seja um bom roteirista ou diretor, só não consigo suportar a presença dele por mais de dez minutos na tela. Basta tirá-lo de cena e seus filmes ficam o máximo, ainda mais na presença do excelente elenco que compõe a história de seu mais recente filme.&lt;br /&gt;“Vicky Cristina Barcelona” conta a história de duas estadunidenses que decidem passar as férias em Barcelona. Vicky (Rebecca Hall) quer aproveitar o período e o local propício para avançar seus estudos sobre identidade catalã. Cristina (Scarlett Johansson) sofre uma profunda crise de identidade e vai tentar encontrar o que procura (ainda que não saiba exatamente o que é) na cidade espanhola. Elas são completamente diferentes e, já no seu primeiro dia de viagem, se deparam com uma situação inesperada e perdem um bom tempo discutindo que caminho seguir. Enquanto uma deseja ir para um lado, a outra quer exatamente o sentido oposto. Então, chegam a um acordo e, em pouco tempo, estão em uma pequena cidade do interior da Espanha na companhia de Juan (Javier Bardem), um pintor cuja vida é guiada totalmente pelas emoções. Juan desperta imediatamente uma profunda atração em Cristina e uma tremenda irritação em Vicky. Os três passam um fim-de-semana conturbado, confuso e mal-resolvido. De volta a Barcelona, Juan e Cristina iniciam um louco romance, o que parece estar satisfazendo imensamente a americana, juntamente com o dom artístico que vem descobrindo durante a viagem: a fotografia. Enquanto isso, Vicky vive um conflito interno a poucos dias de seu casamento com Doug (Chris Messina), que, devido ao trabalho, permaneceu nos Estados Unidos. A narrativa do filme é estável até o momento em que surge na tela Penélope Cruz, interpretando Maria Elena, ex-mulher de Ju&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SUkR54yEO1I/AAAAAAAAAKg/PdL1s8oEj8s/s1600-h/vicky+cristina+barcelona_thumb[2].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280771724261210962" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SUkR54yEO1I/AAAAAAAAAKg/PdL1s8oEj8s/s200/vicky+cristina+barcelona_thumb%5B2%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;an. Trata-se de uma pintora de gênio forte, psicologicamente perturbada e que mexe com as emoções não só de todos os outros personagens, mas também dos espectadores. A partir de então, se inicia uma história insana de relacionamentos entre personagens que lidam de forma diferente com razão e emoção, mas que tem em comum a frustração em relação ao amor.&lt;br /&gt;O novo filme do cineasta estadunidense conta uma história que incomoda, perturba e que dificilmente deixa um espectador apático. Por isso, embora resguarde diferenças em relação a suas obras anteriores, o filme traz características já marcantes e recorrentes na filmografia de Woody Allen: a busca por algo incerto, amores mal-resolvidos, reflexão profunda acerca da satisfação/insatisfação humana. Aqui, o diretor foi melhor sucedido na medida em que aborda um tema que está relacionado a sua vida pessoal, sem que, necessariamente, seu personagem seja interpretado por ele mesmo. Todos os atores tiveram atuações brilhantes, principalmente se comparadas à interpretação imutável do cineasta. Woody Allen sempre busca transpassar para a tela suas neuroses e seu pessimismo em relação à vida e, neste filme, parece que o diretor descobriu que isso pode ser feito sem que seus protagonistas sejam absurdamente neuróticos. Assim, filme mixa bastante bem momentos de tensão e graça, em que seus personagens oscilam entre o desfrute das situações prazerosas da vida e a reflexão sobre suas ações e seus desejos – alguns tendendo mais para um lado, outros para o outro. A história fica ainda mais amarrada diante da narração em off que analisa os personagens, dando um toque literário ao filme, e da trilha sonora, que não poderia ser mais apropriada&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SUkVMyaWGSI/AAAAAAAAAK4/WXQFkVfBMZg/s1600-h/vickycristinabarcelona2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280775347503503650" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 135px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SUkVMyaWGSI/AAAAAAAAAK4/WXQFkVfBMZg/s200/vickycristinabarcelona2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;: a música Barcelona, de Giulia y Los Tellarini.&lt;br /&gt;Barcelona é, sem dúvida, uma das personagens da história. Não é à toa sua presença no nome do filme. Muitos criticaram a maneira como a cidade aparece, por evidenciar locais turísticos. Porém, creio que isso é feito de maneira natural na medida em que o filme narra a história de duas turistas, além de Vicky sempre relacionar as localidades a seus estudos catalães. O essencial é que é a cidade quem vai mexer profundamente com as americanas, seja pela presença viva da arte que incita suas emoções, seja pela fuga da rotina, que é totalmente diferente da vida nos Estados Unidos. Tudo isso, adornado por um colorido encantador, incitador de emoções, totalmente à la Espanha, mas completamente diferente de Woody Allen. Um dos pontos mais intrigantes é que, em Barcelona, elas vivem uma fuga da realidade, mas é exatamente ali que são trazidas de volta a ela. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;********************************************************************&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Trailer: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/39PuFOTjtk8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/39PuFOTjtk8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-8967287252303984224?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/8967287252303984224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=8967287252303984224' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/8967287252303984224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/8967287252303984224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2008/12/sempre-tive-um-p-atrs-em-relao-ao.html' title='&quot;Vicky Cristina Barcelona&quot; demonstra evolução do cinema de Woody Allen'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SUkRj-LwAVI/AAAAAAAAAKY/fQNmNHqssTY/s72-c/Vicky%2BCristina%2BBarcelona%2BMovie%2BStills%2B58bmHjTuaVAl.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-2091689434004052781</id><published>2008-12-13T14:45:00.002-02:00</published><updated>2008-12-13T14:52:18.909-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'></title><content type='html'>Resvalou na folha verde, pingou na sua testa e escorreu, desceu... Estava completamente sozinha. Eu vi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-2091689434004052781?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/2091689434004052781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=2091689434004052781' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/2091689434004052781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/2091689434004052781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2008/12/resvalou-na-folha-verde-pingou-na-sua.html' title=''/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-688132096553782960</id><published>2008-12-11T12:36:00.007-02:00</published><updated>2009-01-24T21:23:36.985-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>Poesia em formato cinematográfico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SUEl7UMtN_I/AAAAAAAAAKI/JyxX00twfP8/s1600-h/a-lingua-das-mariposas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278541939219445746" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SUEl7UMtN_I/AAAAAAAAAKI/JyxX00twfP8/s320/a-lingua-das-mariposas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Estou num período de relembrar velhos momentos. Agora, depois de adulta, tento fazer releituras de um passado sobre o qual pouca coisa recordo. Essa não foi uma decisão que tomei um dia desses e que, a partir de então, passei a viver uma rotina de melancolias. Apenas, casualmente, fui obrigada a refletir sobre meu passado simplesmente porque não havia como não fazê-lo.&lt;br /&gt;Há pouco, escrevi a vocês sobre o filme “Valentín”, do argentino Alejandro Agresti, no qual tive que tentar me colocar no lugar do pequeno menino de nove anos que se depara com a falta de sensibilidade dos adultos. Então, na última sexta-feira, precisei me transportar para sete anos de idade. Decidi pegar um filme que há tempos me chamava atenção na prateleira da locadora: “A Língua das Mariposas”, do espanhol José Luís Cuerda. Certamente não são filmes exatamente semelhantes, pois, embora tenham temáticas um tanto parecidas, seus enredos são totalmente distintos, mas ambos narram a história do ponto-de-vista de uma criança e, por isso, me remeteram ao passado. Entretanto, não quero traçar uma comparação entre ambos, até porque, se fosse o caso, faria uma comparação oposta a que deveria, pois o argentino foi filmado cinco anos depois do espanhol.&lt;br /&gt;Lançado em 1999, “A Língua das Mariposas” é baseado em textos do livro “Qué me quieres, amor?”, de Manuel Rivas. O filme conta a história de Moncho (Manuel Lozano), um menino que, como a maioria das crianças, se depara com o medo de ir, pela primeira vez, à escola. Seu receio não é fortuito; se deve aos boatos de que os professores batiam nos alunos. Contudo, depois de um primeiro dia de aula vexatório, Moncho se surpreende com a maneira como seu professor, Don Gregório (Fernando Fernán Gómez), lida com seu acanhamento, e acaba voltando ao colégio por sua própria vontade. A partir daí, o menino começa uma seqüência encantadora de descobertas sobre o mundo. É incrível a atuação do ator-mirim, que muitas vezes demonstra suas fascinações claramente sem mencionar uma única palavra. A sensibilidade da história é ainda complementada pelo ambiente totalmente bucólico e pelas canções em saxofone, que toca Andrés (Alexis de los Santos), irmão do pequeno garoto.&lt;br /&gt;Moncho tem uma relação muito próxima com três pessoas: seu professor, Andrés e seu colega Roque (Tamar Novas). É junto deles que realiza a maioria de suas descobertas, como a literatura, a música, a natureza, o amor, o sexo e até a política. Depois compartilha algumas descobertas com seus pais, demonstrando uma absurda fascinação pelo que conta. O filme transcorre num tom poético quase em sua totalidade. As interrupções decorrem&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SUEmOju6JkI/AAAAAAAAAKQ/PPAkAdqwnmc/s1600-h/cinema_03.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278542269806945858" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 137px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SUEmOju6JkI/AAAAAAAAAKQ/PPAkAdqwnmc/s200/cinema_03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; porque a história se passa no período que antecede a Guerra Civil Espanhola e a ascensão de Francisco Franco ao poder. Com isso, o clima poético se mistura à angustiante perseguição aos republicanos, que são condenados à morte, o desespero dos que ficam sem eles, tendo que condená-los, e a frustração dos que negam seus ideais para se manterem vivos.&lt;br /&gt;O filme trata mais da beleza que antecede o período crítico do que dele próprio, mas impõe reflexões profundas sobre como seria o futuro daquela gente, principalmente dos mais inocentes, condenados a odiar e a condenar aqueles que amam sem entender exatamente por quê. Por isso, voltei ao passado. Para tentar resgatar as emoções e os sentimentos puros que tinha naquela época e ver as situações com olhar de criança. Obviamente, não consegui, pois só consigo vê-las através de minha total experiência até hoje. Porém, é graças a ela que devo a compreensão dessa história aparentemente tão simples, mas demasiadamente profunda.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;**********************************************************&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Trailer: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/JSgUBrnRpAk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/JSgUBrnRpAk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-688132096553782960?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='' href='http://br.youtube.com/watch?v=JSgUBrnRpAk' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/688132096553782960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=688132096553782960' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/688132096553782960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/688132096553782960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2008/12/estou-num-perodo-de-relembrar-velhos.html' title='Poesia em formato cinematográfico'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SUEl7UMtN_I/AAAAAAAAAKI/JyxX00twfP8/s72-c/a-lingua-das-mariposas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-4060134949105098997</id><published>2008-11-28T00:43:00.003-02:00</published><updated>2008-11-28T01:07:00.396-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Cidadão Instigado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aqui, do meu humilde conhecimento musical, queria indicar a melhor banda que descobri nos últimos tempos. Confesso não ser uma profunda conhecedora de ritmos, acordes e melodias. Porém, acho que no dia-a-dia mesmo nosso ouvido acaba adquirindo alguma sensibilidade e discernimento para saber o que tem algum valor. Que tipo de música é?! Bom... é difícil descrever com precisão. É uma tentativa (bem sucedida, na minha opinião) de misturar música nordestina, rock dos 70, música brega e talvez alguns temperos a mais. O grupo surgiu em 1999, em Fortaleza (CE), mas só tive contato com ele há poucos dias. Infelizmente. Se você já ouviu falar, ótimo. Se não, dá uma olhada lá.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=q3m_8s4YXuw"&gt;http://br.youtube.com/watch?v=q3m_8s4YXuw&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;*****************************************************************&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É... eu não sei fazer o vídeo aparecer direto aqui. Alguém me ajuda?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-4060134949105098997?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/4060134949105098997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=4060134949105098997' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/4060134949105098997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/4060134949105098997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2008/11/aqui-do-meu-humilde-pouco-conhecimento.html' title='Cidadão Instigado'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-8481604848706325380</id><published>2008-11-20T20:50:00.002-02:00</published><updated>2008-12-13T14:49:38.185-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cine'/><title type='text'>Valentín: un niño que enfrenta la crueldad del mundo de los adultos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Cualquier uno que tuvo infancia sabe que nos es fácil crecer y encarar los problemas de la vida. Cuando chicos, somos protegidos por los adultos, que nos mantienen aislados en un mundo de fantasía. Entonces, de un día a otro, todo en lo que creíamos se derruí y pasamos a no entender más nada. Mientras el mundo nos desengaña, perdimos la fe en nuestras propias creencias. ¿Quién nunca ha deseado vivir eternamente en la dulce infancia? No siendo ello viable, ¿sería mejor depararnos con toda la realidad del mundo y de la sociedad desde que nacimos? ¿Tendríamos fuerza y madurez para soportar la verdad? Por otro lado, ¿será que la vida de los niños es realmente tan fácil y feliz?&lt;br /&gt;La película Valentín, dirigida por Alejandro Agresti, hace sus espectadores reflexionaren sobre todo eso de una forma tan interesante como dolorosa. Después de los longas-metrajes El hombre que ganó la razón, Buenos Aires Viceversa, La Cruz y El viento se llevó lo que, Agresti decidió basarse en su propia infancia para contar la historia de un niño de nueve años que vive en los años sesenta y que ve sus creencias se derrumbaren poco a poco de acuerdo con los problemas que enfrenta. La película es narrada a través del punto de vista de Valentín, interpretado por Rodrigo Noya, que cuenta su propia historia y revela sus angustias tan profunda y verosímilmente que parece que somos nosotros quien estamos vivenciando aquella situación. La actuación de Rodrigo es tan sublime y cautivante que incita reflexiones sobre como un niño tiene la capacidad de absorber tan profundamente el dolor de problemas que jamás ha vivenciado. Principalmente cuando vemos que, aunque tope con situaciones en las cuales no sabe exactamente como provenir, Valentín demuestra una madurez casi irreal para encararlas. Digo casi porque, aunque para algunos la sensatez del protagonista pueda parecer falsa, ya he conocido niños dotados de una comprensibilidad aparentemente tan increíble como la de el. Ciertamente el director compuso su personaje con base en las reflexiones que tiene hoy en día de su pasado, lo que podría hacer el filme perder la ingenuidad de las observaciones del niño tal como niño. Pero, en ningún momento el toque adulto de Agresti torna artificial la película. Interponiendo momentos de madurez y momentos de total incomprensión y inconformidad con la vida, Agresti compone el niño con ingenuidad en medida cierta para dar verosimilitud al personaje.&lt;br /&gt;Valentín vive con su abuela – que gana vida en la película a través de la brillante actriz española Carmen Maura – pues, desde que sus padres se separaron, su madre está desaparecida y su padre está siempre tan ocupado que dedica poquísimo tiempo a él. La única persona de su familia con quien el muchachito puede contar es su abuela. Por ello, él empieza a desesperarse cuando se da cuenta de que ella no está muy bien de salud. A lo contrario de lo que parece hasta aquí, la vida del niño no es sólo aflicciones, pero también sueños con su futuro. Valentín pasa sus días entrenando para ser astronauta, escuchando algunos de los sucesos del pop rock argentino de la época, poniendo atención a las historias melancólicas de su abuela y huyendo de ella para aprender a tocar piano con su amigo y vecino Rufo, que a pesar de ser mucho más viejo que Valentín, parece identificarse demasiado con él. Además de ello, llama la atención en la película la forma como Agresti introduce cuestiones sociales de la época – por ejemplo, el viaje del hombre a la luna y los prejuicios a los judíos y comunistas – las vinculando a cuestiones del diario del niño y de las personas que conviven con él. En medio a todo eso, Valentín se va conociendo y preparando la narrativa para un final sorprendente.&lt;br /&gt;La película encanta principalmente por su simplicidad, pues, aunque a la mirada se note una razonable estética y lenguaje, lo que más cautiva es la estupenda actuación de los actores y la naturalidad como trata un tema tan amargo, que asola la vida de muchos niños. No fue por nada que fue considerada la mejor película argentina del año de su lanzamiento. Es de quitar el resuello de cualquiera. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;****************************************************************************&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lo prometido es deuda!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-8481604848706325380?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/8481604848706325380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=8481604848706325380' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/8481604848706325380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/8481604848706325380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2008/11/valentn-un-nio-que-enfrenta-la-crueldad.html' title='Valentín: un niño que enfrenta la crueldad del mundo de los adultos'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-7330745621655051559</id><published>2008-11-11T17:59:00.002-02:00</published><updated>2008-12-13T14:51:58.043-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Dissecando o amor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Insistentemente eu lhe direcionava olhares e palavras repletos de subtextos. Ele insistentemente fugia de meus olhares e de minhas palavras. Apenas quando inevitável, restringia-se a responder “sim” ou “não”. Raramente, deixava escapar um “por quê?”, fingindo certo interesse. De repente, começou a me telefonar incansavelmente sem nem saber por quê: “Onde estás?”, “Como estás?”, “O que estás fazendo?”. Esperava eu responder, convidá-lo para algo, inventava uma desculpa qualquer nada convincente e desligava. Depois de um ou dois meses, não recordo bem, encontrei-o propositadamente numa festa. Ele cumprimentou alguns conhecidos, acenou-me de longe e dirigiu-se ao outro lado da pista de dança da boate, como um bichinho acanhado que se encolhe num canto quando se depara com locais ou seres desconhecidos. Eu estava lá só por causa dele, mas parecia que ele não entendia e insistia em me ignorar. Não conhecia nem uma pitadinha da minha persistência. Qualquer uma já teria desistido por orgulho, por raiva ou simplesmente por desilusão, por achá-lo um tremendo pateta. Mas eu atravessei a pista em direção ao bar, escolhi um aperitivo qualquer, sem muito interesse nem preocupação em saber o que estava bebendo, e discretamente deslizei meus olhos pelo ambiente, buscando aquele rosto apoucado. Pela timidez ele se esconderia fácil, fácil, mas sua cabeleira loira e seus olhos azuis reluzentes o denunciariam sempre, em qualquer lugar, por mais escuro que fosse: estava sozinho, asilado num canto qualquer. Fui até ele, ofereci minha bebida, tentei esboçar algum tipo de diálogo, mas ele não parecia muito interessado na conversa. Despejei milhares de palavras desconexas que pareciam não lhe fazer o mínimo sentido. Então, diante da falta de interesse em meu papo, ele me beijou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos dias seguintes, ele fazia questão de me cumprimentar e direcionar sobre mim algumas palavras que demonstrassem seu duvidoso interesse. Falava coisas sem importância, calava, ficava vermelho e me convidava para almoçar. Nos dias seguintes, eu descobri que, finalmente, me livrara do outro. Calava, falava coisas sem importância e aceitava o convite. Foi tudo indo assim, meio devagarzinho, como um tumor que a gente nem sabe que existe e, de repente, quando o percebemos já tomou conta de nós. Ele continuava com o mesmo jeito desajeitado e inibido, mas pelo menos não ignorava mais meus olhares e palavras. Um dia, senti um desejo absurdo de abrir meu coração e contar-lhe tudo, mas um temor e uma vergonha terrível tomaram conta de mim. Não consegui pronunciar nenhuma palavra de uma única sílaba que fosse, e meu sangue subiu como nunca e parecia estar todo ele disputando espaço na minha pequena e delicada face. O resto do corpo gelou, mas minha cara pegava fogo só de pensar. Havia momentos em que ele parecia um total desconhecido para mim, mesmo depois de mais de um ano convivendo quase que diariamente. Sentia-me retraída e parecia outra pessoa diante daquele ser que eu amava tanto. Definitivamente, não era eu.&lt;br /&gt;Ele sorria charmosamente na minha direção, fazia-me cosquinhas, abraçava-me docilmente, me colocava apelidos idiotas, que pareciam os mais românticos do mundo. Mas faltava algo e era algo difícil de descobrir o que era, mas fácil de perceber que não podia faltar. De repente, percebi que novamente eu lhe dirigia olhares não correspondidos, perguntas sem respostas, longos monólogos em que minha voz retumbava na sala e voltava para mim após encontrar as paredes. Meu telefone não tocava mais, nem para esboçar aquelas secas e forçadas palavras. Passavam-se dias, então eu ligava e ele perguntava: “Onde estás?”, “Como estás?”, “O que estás fazendo?”, fingindo alegria em receber minha ligação. Esperava eu responder, convidá-lo para algo, inventava uma desculpa qualquer nada convincente e desligava. Certo dia, irritei-me e deixei a raiva e a tristeza consumirem-me, mas não liguei. Depois de uma semana, esbarramo-nos por acaso, e ele teve de me dar alguma satisfação – mínima, que fosse. Então, percebi o temor que ele também sentia de mim, mesmo depois de dois anos de convivência quase que diária. Ficou rodeando, rodeando, soltando palavras sem sentido algum, tentando formar frases que beiravam à esquizofrenia. Eu não entendia nada, não sabia de onde ele tinha partido, onde ele estava e, muitos menos, onde queria chegar. Assim, tive um lapso de coragem instantâneo e falei o que antes temia mortalmente: “Eu te amo”. Era tarde, eu já sabia. Mas era cedo demais ainda para ele. Mais um silêncio ignorava as minhas palavras, mas, àquela altura, eram apenas palavras, antes nunca ditas, tampouco ouvidas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;********************************************************************************&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;OBS: Devo a tradução do Valentín... eu sei. Tá quase... quase...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-7330745621655051559?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/7330745621655051559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=7330745621655051559' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/7330745621655051559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/7330745621655051559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2008/11/dissecando-o-amor.html' title='Dissecando o amor'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-4397307059599785092</id><published>2008-11-01T21:12:00.006-02:00</published><updated>2008-12-13T14:53:18.147-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>Valentín: uma criança que enfrenta a crueldade do mundo adulto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SQzjlqfXXsI/AAAAAAAAAKA/nnDzIAvrn7g/s1600-h/valentin03.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263832300689776322" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 113px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SQzjlqfXXsI/AAAAAAAAAKA/nnDzIAvrn7g/s200/valentin03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Qualquer um que teve infância sabe que não é nada fácil crescer e encarar os problemas da vida. Quando somos pequenos, os adultos nos protegem, mantendo-nos ilhados num mundo de fantasia. Então, de um dia para o outro, tudo aquilo em que acreditávamos desmorona e passamos a não entender mais nada. Enquanto o mundo nos desilude, vamos perdendo a fé em nossas próprias crenças. Quem já não desejou poder viver eternamente na doce infância? Não sendo isso viável, será que seria melhor nos depararmos com toda a realidade do mundo e da sociedade desde que nascemos? Será que teríamos força e maturidade para suportar a verdade? Por outro lado, será que a vida das crianças é realmente tão fácil e feliz assim?&lt;br /&gt;O filme Valentín, dirigido por Alejandro Agresti, faz com que seus espectadores reflitam sobre tudo isso de uma maneira tão interessante quanto dolorosa. Depois dos longas-metragens El hombre que ganó la razón, Buenos Aires Viceversa, La Cruz e El viento se llevó lo que, Agresti decidiu se basear na sua própria infância para contar a história de um menino de nove anos que vive nos anos 60 e que vê suas crenças desabando pouco a pouco de acordo com os problemas que vem enfrentando. O filme é narrado do ponto de vista do garoto Valentín, interpretado por Rodrigo Noya, que vai contando sua própria história e revelando suas angústias de uma maneira tão profunda e verossímil, que parece que estamos em sua pele. A atuação de Rodrigo é tão sublime e cativante, que incita reflexões sobre como uma criança teria a capacidade de absorver tão profundamente a dor de problemas que jamais enfrentou. Ainda mais quando vemos que apesar de lidar com situações com as quais não sabe exatamente como proceder, Valentín demonstra uma maturidade quase irreal para enfrentá-las. Digo quase porque, embora para alguns a sensatez do protagonista possa soar falsa, já me deparei com crianças dotadas de uma compreensibilidade aparentemente tão incrível quanto a dele. Certamente o diretor compôs seu personagem com base nas reflexões que tem hoje de seu passado, o que poderia fazer com que o filme perdesse a ingenuidade das observações da criança enquanto criança. Entretanto, em momento algum o dedo adulto de Agresti artificializa o filme. Intercalando momentos de maturidade com momentos de total incompreensão e inconformismo com a vida, Agresti compõe a criança com ingenuidade na medida certa para dar verossimilhança ao personagem.&lt;br /&gt;Valentín vive com sua avó – que ganha vida através da brilhante atriz espanhola Carmen Maura – pois, desde que seus pais se separaram, sua mãe está desaparecida e seu pai é tão ocupado que dedica pouquíssimo tempo a ele. A única pessoa da família com que o garoto pode contar é sua avó, por isso ele começa a entrar em desespero quando nota que ela não está muito bem de saúde. Ao contrário do que aparenta até aqui, a vida da criança não é feita somente de aflições, mas também de sonhos em relação ao futuro. Valentín passa seus dias treinando para ser astronauta, escutando alguns sucessos do pop rock argentino da época, ouvindo as histórias melancólicas e saudosistas da sua avó e fugindo dela para aprender a tocar piano com seu amigo e vizinho Rufo, que, apesar de ser bem mais velho que Valentín, parece se identificar deveras com ele. Além disso, chama atenção no filme a maneira como Agresti insere questões da sociedade da época – como a chegada do homem ao espaço e o preconceito em relação aos judeus e comunistas – vinculando-as a questões do dia-a-dia da criança e das pessoas que com ela convivem. Em meio a tudo isso, Valentín vai se conhecendo e preparando a narrativa para um final surpreendente.&lt;br /&gt;O filme encanta principalmente por sua simplicidade, pois ainda que aparentemente o filme não deixe nada a desejar em questões de estática e linguagem, o que mais cativa nele é a atuação brilhante dos atores e a naturalidade com que trata um tema tão amargo, que assola a vida de muitas crianças. Não é à toa que foi considerado o melhor filme argentino no ano em foi lançado. É de tirar o fôlego de qualquer um.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;*****************************************************************&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Imagem do filme retirada do site &lt;a href="http://www.interfilmes.com/filme_14704_Valentin-(Valentin).html"&gt;http://www.interfilmes.com/filme_14704_Valentin-(Valentin).html&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;OBS: Mañana voy a traducir ese texto al español para que ustedes, amigos castellanos, lo compreendan mejor. Besotes!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-4397307059599785092?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/4397307059599785092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=4397307059599785092' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/4397307059599785092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/4397307059599785092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2008/11/valentn-uma-criana-que-enfrenta.html' title='Valentín: uma criança que enfrenta a crueldade do mundo adulto'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SQzjlqfXXsI/AAAAAAAAAKA/nnDzIAvrn7g/s72-c/valentin03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-3936823116355054564</id><published>2008-10-27T00:39:00.004-02:00</published><updated>2008-12-13T14:53:39.919-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>De forma nada convencional, O Fim da Picada leva à reflexão da sociedade atual</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SQUvhCKL0qI/AAAAAAAAAJ4/puWnMgGYVnc/s1600-h/DSC02353.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5261663984214069922" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SQUvhCKL0qI/AAAAAAAAAJ4/puWnMgGYVnc/s200/DSC02353.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Se posto diante de uma platéia anti-reflexiva, O Fim da Picada, que marca a estréia de Christian Saghaard na direção de longas-metragens, pode parecer que beire o delírio e a loucura, sugestionando não ter nexo nem sentido algum. A subversão da maneira corriqueira de se contar estórias ou histórias que possuem início, meio e fim (não necessariamente dispostos na tela nessa ordem), além da temática abordada, que transpassa a narrativa, influenciando sua linguagem e estática, causa certo estranhamento em um primeiro momento. Entretanto, a perturbação e a angústia causadas tanto pelo tema escolhido pelo diretor como pela forma nada convencional como é narrado levam o espectador mais atento a uma reflexão profunda, notando que o filme vai muito além de uma simples aberração.&lt;br /&gt;Saghaard dá início a seu novo filme a partir de Macário, que participa de um ritual satânico em uma praia brasileira por volta de 1850. Após um encontro com Exú-Lebara (entidade feminina do Candomblé), Macário decide subir a serra na companhia dela em direção a São Paulo. Entretanto, ao chegar na cidade, depara-se com a imensa metrópole caótica do século XXI. É evidente a influência da peça teatral Macário, escrita por Álvares de Azevedo em 1852, no filme, não apenas pelo nome em comum de seus protagonistas. Ambas as obras partem de um encontro entre sua personagem principal e o satã, além de criticarem a sociedade de seu tempo e, mais do que isso, a São Paulo de seu tempo. Porém, O Fim da Picada não se trata simplesmente de uma adaptação da obra literária para o cinema e essa, certamente, não é a única influência perceptível na obra. Também nota-se perfeitamente o flerte do diretor com o cinema marginal tanto pela subversão da linguagem cinematográfica, como por sua preocupação social. Há ainda certa semelhança com Macunaíma, filme dirigido por Joaquim Pedro de Andrade em 1969 e baseado na obra homônima de Mário de Andrade, na medida em que satiriza aspectos do mundo atual, utilizando-se de figuras do folclore nacional. Saghaard desvincula-se do tempo e recorre a personagens folclóricos, místicos e fantásticos a fim de criticar os absurdos que permeiam a realidade mundana; ou seja, busca elementos além da realidade para denunciá-la. Além disso, Macunaíma é um anti-herói, da mesma forma que todos os personagens que compõem a trama de Saghaard.&lt;br /&gt;Assim, figuras estranhas fictícias parecem misturar-se a figuras esquisitas reais, não sendo mais possível distinguir o que é delírio do que é absurdo, mas faz parte da vida real. A loucura que parece compor a trama disposta na tela é ainda moldada pela estética audaciosa do diretor, que se utiliza anarquicamente das imagens, pode-se dizer, justapondo-as, acelerando-as, fazendo intervenções em suas cores e unindo-as a uma sonoridade que termina de compor o ritmo inquietamente e perturbador do filme. O incrível dos efeitos é que a grande maioria deles foi realizada na própria captação das imagens.&lt;br /&gt;Trabalhando com temas extremamente próximos a nós, como a violência, as drogas, a preocupação exacerbada com a aparência, a falta de atenção ao que está bem debaixo do nosso nariz e o que mais puder se encontrar nas entrelinhas da narrativa, Saghaard põem tudo isso na tela, muitas vezes, em subtexto, dificultando a compreensão do espectador de forma proposital. É justamente no estranhamento causado por ele que está um de seus maiores méritos, pois seu objetivo é fazer o público refletir sobre as bizarrices com as quais normalmente se depara, mas raramente dedica sua atenção. Depois dos curtas-metragens O Palco (1992), Meressias (1994), Sinhá Demência e Outras Histórias (1996), Demônios (2004) e Isabel e o Cachorro Flautista (2005), Saghaard realiza mais um filme que promete mais incomodar do que divertir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;*********************************************************************&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na foto, Christian Saghaard, diretor do longa, durante a premiação do CineEsquemaNovo2008. O Fim da Picada ganhou o prêmio de melhor longa-metragem pelo júri de premiação e pela nova crítica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foto de Aline Duvoisin&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-3936823116355054564?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/3936823116355054564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=3936823116355054564' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/3936823116355054564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/3936823116355054564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2008/10/de-forma-nada-convencional-o-fim-da.html' title='De forma nada convencional, O Fim da Picada leva à reflexão da sociedade atual'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SQUvhCKL0qI/AAAAAAAAAJ4/puWnMgGYVnc/s72-c/DSC02353.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-2972128097948065009</id><published>2008-10-26T00:35:00.008-02:00</published><updated>2008-12-13T14:55:00.835-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>Sensibilidade com que retrata os sentimentos é o principal mérito de Meu Nome é Dindi</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SQPbdhSVAhI/AAAAAAAAAJw/_KQdgldv4t0/s1600-h/DSC01790.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5261290089896804882" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SQPbdhSVAhI/AAAAAAAAAJw/_KQdgldv4t0/s200/DSC01790.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Meu Nome é Dindi&lt;/em&gt;, primeiro longa de Bruno Safadi – que também dirigiu os curtas &lt;em&gt;Na Idade da Imagem ou Projeção nas Cavernas&lt;/em&gt; (2002), &lt;em&gt;Uma Estrela pra Ioiô&lt;/em&gt; (2003) e &lt;em&gt;Tabu Totem&lt;/em&gt; (2005) – tem tudo para ser aclamado em sua estréia nacional, prevista para início do mês que vem. O longa-metragem – que recebeu o prêmio de melhor filme da 11ª Mostra de Tiradentes, realizada em janeiro deste ano – apesar de não ter sido premiado, foi muito bem recepcionado pelo público durante o CineEsquemaNovo2008. Seus méritos são vários: a sensibilidade com que trata a passagem do tempo, o diálogo estabelecido com mestres do cinema, a brilhante forma com que se utiliza dos planos-seqüência, a sublime atuação dos atores. Há ressalvas, que, entretanto, são poucas e talvez passem despercebidas diante de suas qualidades ou, pelo menos, não chegam a comprometer a excelência do filme.&lt;br /&gt;O enredo trata da vida de Dindi (Djin Sganzerla), uma jovem que luta para manter a fruteira herdada da família, diante da competitividade imposta pelo mercado construído nas redondezas. Dindi parece não ver saída para seus problemas e, ao mesmo tempo em que busca conforto nos braços de Marcão (Gustavo Falcão), teme as ameaças feitas por um açougueiro e as visitas constantes que começa a receber de um desconhecido. Assim, a moça parece refugiar-se nas lembranças do passado, enquanto sonha com a melhora em um futuro ainda incerto. Essa nostalgia, misturada com o sonho de modificar uma realidade aparentemente imutável, é composta na tela acompanhada de elementos surrealistas que transmitem admiravelmente ao espectador o sentimento dos personagens com uma profundeza absolutamente incrível. Isso não seria possível, porém, caso a atuação do elenco não fosse cuidadosamente trabalhada. Embora muitas cenas tenham sido filmadas em uma única tomada, são pouquíssimos os momentos em que os atores deixam a desejar. Um dos pontos em que a atuação soa falsa está já no início da estória. Ao contrário do restante do filme, nesse momento, Djin Sganzerla não se entrega totalmente à personagem, pois fuma um cigarro sem tragar, o que torna artificial o fato de Dindi ser uma fumante. Se o cigarro visava demonstrar a aflição da personagem, a presença dele é questionável diante da eficácia da atuação de Djin, cuja angústia seria totalmente perceptível sem ele.&lt;br /&gt;Diretor de uma produção independente e sem recursos estatais, Safadi optou pela utilização de planos-seqüência, a fim de economizar o máximo durante a realização do longa. Influenciado por Stanley Kubrick, Jean-Luc Godard, Federico Fellini e Júlio Bressane, Safadi optou por utilizar uma câmera que acompanha livremente os personagens, fazendo uma referência ao cinema marginal. Suas influências não estão presentes apenas nos métodos de filmagem, mas também na forma como Safadi trata as personagens e, também, na montagem. A falta de esperança que leva Dindi ao desespero, desestruturando-a emocionalmente, era uma maneira comum de abordagem dos personagens que o cinema marginal herdou do cinema novo. Porém, às vezes, parece que o diretor se prende às referências. O diálogo estabelecido entre o cinema de Safadi e o de Godard, por exemplo, prejudica a fluidez do filme e, muitas vezes, antecipa as surpresas da narrativa. Safadi optou por quebrar a seqüência dos planos e inserir uma tela preta com legendas, que divide o filme e numera seus momentos, além de explicar ao espectador previamente o que será tratado nos planos a seguir.&lt;br /&gt;Apesar das ressalvas, &lt;em&gt;Meu Nome é Dindi&lt;/em&gt; supera as expectativas principalmente pela sensibilidade com que Safadi trata o tema abordado. Embora já tenha bastante convivência com o meio cinematográfico, não deixa de ser uma surpresa a essência dos sentimentos que o ator consegue transpassar para a tela já em seu primeiro longa-metragem. Embora algumas das opções utilizadas pelo diretor no filme possam ser questionáveis, o fato é que, no todo, elas não se demonstraram prejudiciais para o envolvimento do público com o filme. É quase de não piscar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;*********************************************************************&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Leiam mais sobre o filme e assistam ao trailer em &lt;a href="http://meunomeedindi.blogspot.com/"&gt;http://meunomeedindi.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Na foto, Bruno Safadi, diretor do longa, durante debate após exibição do filme durante o CineEsquemaNovo2008, em Porto Alegre.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foto de Aline Duvoisin&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;*********************************************************************&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;OBS: Decidi postar coisas antes do meu dia marco de postagem, pois andei umas duas semanas sem atualizar o blog e, com isso, tenho muito sobre o que falar. :p&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-2972128097948065009?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/2972128097948065009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=2972128097948065009' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/2972128097948065009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/2972128097948065009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2008/10/profundeza-com-que-retrata-os.html' title='Sensibilidade com que retrata os sentimentos é o principal mérito de Meu Nome é Dindi'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SQPbdhSVAhI/AAAAAAAAAJw/_KQdgldv4t0/s72-c/DSC01790.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-9070050263989646653</id><published>2008-10-20T23:47:00.007-02:00</published><updated>2008-12-13T15:00:02.818-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>Ousadia prejudica compreensão de “Redemoinho-Poema”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SP03vCio51I/AAAAAAAAAJo/cSVDdC-qwPQ/s1600-h/DSC02186.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259421221114144594" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SP03vCio51I/AAAAAAAAAJo/cSVDdC-qwPQ/s200/DSC02186.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A obra da escritora portuguesa Maria Gabriela Llansol compõe a atmosfera poética que permeia o filme “Redemoinho-Poema”, de Gabriel Sanna e Lúcia Castello Branco, apresentado na segunda e na terça-feira da semana passada, na Usina do Gasômetro e no Santander Cultural, respectivamente, na mostra de longas-metragens do CineEsquemaNovo. O filme segue o estilo cinematográfico alternativo que caracteriza o festival em que foi apresentado e não se trata de um filme de fácil compreensão, tendo um forte caráter reflexivo ao passar para a tela a vida e a obra de Maria Gabriela. Embora seja lento, não se trata de um filme cansativo, pois traça, com eficácia, sua reflexão poética, mixando uma fotografia belíssima, trechos de entrevistas e citações de poesia numa espécie de documentário cuja forma não é nada convencional.&lt;br /&gt;“Redemoinho-Poema” integra a trilogia nomeada “Os Absolutamente Sós”, que teve início com o filme “Língua de Brincar”, exibido no CineEsquemaNovo do ano passado. Partindo da poesia da autora portuguesa, o filme percorre locais por onde ela passou e que, de alguma forma, influenciaram sua obra. Através de paisagens melancólicas, buscam recriar a solidão vivenciada por Maria Gabriela. Na tela, são intercaladas imagens com bastante movimento – que, na maioria das vezes, simbolizam viagens – e longos planos em que a câmera permanece parada numa mesma imagem – normalmente nos pontos mais reflexivos do longa. As entrevistas têm um caráter documental, mas também artístico, pois não aparecem através de enquadramentos convencionais. Além de apresentar a busca do entrevistador pelo entrevistado nem sempre alcançada (o que não é comum em documentários tradicionais), o filme ora apresenta a câmera focando a face do entrevistador e do entrevistado, ora vagando por expressões corporais ou espaços representativos das palavras ditas. Dessa forma, as declarações transpassam os planos onde têm origem e terminam em paisagens que promovem a meditação ou em legendas postas sobre a tela negra, identificando lugares ou fases da vida da escritora. Assim, a montagem é a grande responsável pela fluidez do filme.&lt;br /&gt;Entretanto, a história acaba se tornando incompreensível em alguns momentos exatamente por causa da ousadia estética com que é retratada. Gravado basicamente em Portugal e na Bélgica, há passagens, no filme, em francês, português de Portugal e português brasileiro. A opção de utilizar as legendas o mínimo possível limita sua compreensão, diante da falta de domínio de algum dos idiomas. A história também acaba prejudicada em certo aspecto na medida em que somente revela sobre o que está de fato falando lá pela metade do filme. Assim, o fato de se tratar de um documentário parece ser relegado em alguns momentos do filme. Embora possa ser seu objetivo mesclar características documentais e ficcionais, a maneira como isso aparece na tela prejudica sua inteligibilidade.&lt;br /&gt;“Redemoinho-Poema” certamente não foi o melhor longa-metragem exibido no CineEsquemaNovo deste ano, mas também esteve bem longe de ser o pior deles. Apesar de perder em conteúdo devido a suas experimentações, enriquece a linguagem documental exatamente por não se ater em excesso a ela. Quem sabe no último filme da trilogia os diretores encontrem a dosagem certa, se é que ela existe. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;****************************************************************&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na foto, Gabriel Sanna.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foto de Aline Duvoisin.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-9070050263989646653?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/9070050263989646653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=9070050263989646653' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/9070050263989646653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/9070050263989646653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2008/10/ousadia-prejudica-compreenso-de.html' title='Ousadia prejudica compreensão de “Redemoinho-Poema”'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SP03vCio51I/AAAAAAAAAJo/cSVDdC-qwPQ/s72-c/DSC02186.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-1486742751307869279</id><published>2008-10-10T16:09:00.006-03:00</published><updated>2008-12-13T15:00:35.146-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comentário'/><title type='text'>Escusas e/y Excusas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu queria pedir desculpas a quem costuma ler este blog pelo meu atraso, novamente, em publicar algo novo. Andei bastante cheia de coisas na última semana, o que me dificultou a atualização deste portal. Na semana que vem, novamente será complicado, pois estarei trabalhando em dois locais ao mesmo tempo. Entretanto, comprometo-me a escrever algo ali sobre o Cine Esquema Novo, que acontece em Porto Alegre na próxima semana. Estarei trabalhando na cobertura, então não tenho muitas desculpas para não escrever algo sobre o evento.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;_____________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deseo pedir perdón a quien suele leer ese blog por mi atraso, nuevamente, en publicar algo nuevo. Anduve bastante llena de cosas en la última semana, lo que dificultó la actualización de ese portal. En la próxima semana, también tendré dificultades en escribir algo nuevo acá, pués estaré trabajando en dos lugares al mismo tiempo. Pero, me comprometo en escribir algo sobre el Cine Esquema Novo, festival de cine que ocurre en Porto Alegre la semana que viene. Estaré trabajando en la cobertura, entonces no tengo muchas excusas para no escribir algo sobre el evento.&lt;br /&gt;Quiero también que mis amigos castellanos disculpenme algunos probables errores y, si pueden, corrijanme. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-1486742751307869279?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/1486742751307869279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=1486742751307869279' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/1486742751307869279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/1486742751307869279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2008/10/excusas.html' title='Escusas e/y Excusas'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-6791678741168170777</id><published>2008-10-10T15:45:00.003-03:00</published><updated>2008-12-13T15:01:14.625-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><title type='text'>Al final, quién lanzó la bomba?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nunca me había puesto a reflexionar sobre el día de los trabajadores hasta el año pasado. Aunque las personas hablen por lo menos una vez al año de él, yo lo ignoraba como si no tuviera ninguna relación conmigo. Ya había trabajado en dos o tres empresas diferentes, pero no había sufrido nada que mi hiciera creer que ese día fuera importante. Pero el año pasado, en una de mis clases de la facultad, un profesor que tenía como rutina llevar recomendaciones de libros para sus alumnos se puso a hablar sobre la novela nombrada La Bomba, escrita por Frank Harris, renombrado autor irlandés que escribió biografías de Oscar Wilde y Bernard Shaw. Él comentó que la historia abordaba el surgimiento del día del trabador, entonces, yo, por la primera vez, pensé profundamente sobre ello. Así, salí de la clase y, pronto, me compré el libro.&lt;br /&gt;Empecé a leerlo inmediatamente, pero tardé un ratito en terminarlo. No porque fuera aburrido, es que yo no tenía el tiempo que me gustaría para disfrutarlo. Ya en los primeros capítulos, La Bomba describe las deplorables condiciones de trabajo en los Estados Unidos de los anos ochenta del siglo XIX. El narrador es un periodista que dejó Alemania en búsqueda de trabajo en los Estados Unidos. Su nombre es Rudolph Schnaubelt, y sufrió demasiado en sus primeros intentos. Buscaba algún empleo en los periódicos de Nova York, pero fue ignorado por todos los empleadores. Así, decidió buscar otros tipos de trabajo, y sólo consiguió vacantes como operario en lugares asquerosos y repugnantes. Estuvo a punto de adquirir gravísimas enfermedades debido a las más condiciones de trabajo, lo que lo dejó demasiado revoltoso y lo hizo reunirse al movimiento anarquista. Por otro lado, sus mal-afortunadas y desastrosas experiencias le agregaron buen contenido para su actividad como periodista, así que, pasado un tiempo, consiguió empleo en un periódico socialista. Pero la prensa institucionalizada jamás le concedió algún segundo de atención.&lt;br /&gt;Decepcionado con la vida en Nova York, Schnaubelt decide mudarse para Chicago, donde había, por intermedio de un amigo, conseguido una oportunidad mejor de empleo en un periódico local. Allá, empezó a frecuentar las reuniones de los trabajadores, donde conoció a Louis Lingg – principal responsable por el incidente trágico que originó el día de los trabajadores. Lingg era uno de los más conocidos líderes del movimiento anarquista en la región y tenía una habilidad increíble para seducir las personas con sus discursos. Pronto, Schnaubelt pasó a considerarlo uno de sus mayores ídolos, además de su mejor amigo.&lt;br /&gt;Sublevado por Lingg, Schnaubelt se propuso a detonar la bomba que mató algunos policías y lastimó más de cincuenta personas, durante una riña entre los trabajadores y la policía en Chicago, en mayo de 1886. No se preocupen que yo no les estoy contando el final de la historia, puesto que el narrador ya admite su responsabilidad en el primero párrafo del libro. Lo intrigante es que, aunque la trama no sea completamente verdadera, es tan llena de detalles que, en algunos momentos, nos deja duda sobre donde termina la realidad y empieza la ficción. La mezcla es tamaña que en la época en que el libro fue lanzado hizo que mucha gente creyera que había sido el propio Harris quien había detonado la bomba. En verdad, hasta hoy en día hay dudas sobre eso, principalmente cuando se nota las semejanzas entre Schnaubelt y Harris: ambos eran periodistas, migraran para los Estados Unidos (aunque Harris hubiera dejado la Irlanda y Schnaubelt, la Alemania) y eran simpatizantes del movimiento anarquista.&lt;br /&gt;Sea quien sea que haya sido el responsable por lo ocurrido, agravó la relación entre los trabajadores y la policía. Con prisa en demostrar servicio y superioridad, las autoridades detuvieron cinco líderes anarquistas y los condenaron a la muerte, aunque no estuvieran seguras de que hubieran sido ellos los responsables por el atentado. Las investigaciones mal conducidas y las indicaciones de que algunos de ellos eran inocentes desencadenaron una gran revuelta por parte de los trabajadores en repudio a las injusticias de las autoridades estadounidenses. Esas manifestaciones se difundieron para otros países del mundo, donde fueron creadas leyes que establecieron algunos derechos que los trabajadores no tenían antes. Por lo demás, se instituyó el día primero de mayo como el día de la lucha de los trabajadores por mejores condiciones de trabajo.&lt;br /&gt;Actualmente, en Brasil, solimos criticar las huelgas y las manifestaciones, pero nos olvidamos que fue a través de ellas que logramos conquistar muchos de los derechos que tenemos hoy en día. Mientras algunos países de primer mundo siguen manteniendo la presión contra los abusos cometidos por las grandes corporaciones y por el gobierno, acá, donde todo es más precario, rechazamos el derecho del pueblo expresarse. Sin duda, los trabajadores son mucho más respectados al presente que en el siglo antepasado. Pero todavía hay abusos y, incluso, algunos países siguen manteniendo sus trabajadores en condiciones infrahumanas, como ocurre en algunos países de África y Asia, además de algunas ciudades pequeñas de la mayoría de los países. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-6791678741168170777?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/6791678741168170777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=6791678741168170777' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/6791678741168170777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/6791678741168170777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2008/10/al-final-quien-lanz-la-bomba.html' title='Al final, quién lanzó la bomba?'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-1741071803777585001</id><published>2008-10-07T00:25:00.002-03:00</published><updated>2008-10-07T00:40:49.376-03:00</updated><title type='text'>Notas e correções</title><content type='html'>* Primeiro, desisto de acertar tudo a respeito do breve histórico do CQC. Meus amigos argentinos a cada dia me corrigem uma coisa nova (o que é ótimo!). Parece que não foi no canal Telefe que ele começou, mas, efim, o que é importa é que começou na Argentina, e não o canal. E, segundo dizem alguns, "um tipo de humor tipicamente argentino". Eu diria que está "caindo" muito bem no Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* "Descobri" (tá certo, não fui bem eu...) hoje o talento escondido. O Marco Luque deveria mudar de função, pois se saiu bem melhor de repórter. Engraçadíssimo!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Prometo que éste é o último post sobre o CQC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Amanhã (alguns diriam que já é hoje) é o dia da atualização oficial do blog. Peço desculpas pela minha ausência na semana passada, mas estive bastante enrolada no trabalho e acabei chegando todos os dias muito tarde em casa e cansada demais para escrever alguma coisa decente. O post desta terça-feira será especial. Desculpem os meus amigos brasileiros avessos a outros idiomas, mas meu próximo texto será em espanhol em homenagem aos meus hermanos castellanos que ora ou outra passam por aqui, e pouco entendem do que escrevo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-1741071803777585001?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/1741071803777585001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=1741071803777585001' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/1741071803777585001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/1741071803777585001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2008/10/notas-e-correes.html' title='Notas e correções'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-7050432327750647841</id><published>2008-09-27T14:06:00.004-03:00</published><updated>2008-09-27T14:14:09.619-03:00</updated><title type='text'>Corrigindo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pessoal... arrumei um detalhezinho no último texto. Para facilitar a vida de quem já leu, quero avisar que cometi um errinho ao informar que o CQC teve início na Espanha. Na verdade, ele começou em 1995 no canal argentino Telefe, e em 1996 foi vendido para a Espanha. Além disso, tem versões dele em mais países do que eu havia citado: Estados Unidos, Israel, Chile, Itália, Uruguai e França.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-7050432327750647841?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/7050432327750647841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=7050432327750647841' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/7050432327750647841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/7050432327750647841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2008/09/corrigindo.html' title='Corrigindo'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-473095161725660164</id><published>2008-09-25T00:40:00.018-03:00</published><updated>2008-12-13T15:02:13.090-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='televisão'/><title type='text'>Humor refinado para dar vida à tevê brasileira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SNsJemUHgeI/AAAAAAAAAIo/u9rOMD0iNhs/s1600-h/rafa+cortez.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249800211916095970" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 234px; CURSOR: hand; HEIGHT: 169px" height="186" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SNsJemUHgeI/AAAAAAAAAIo/u9rOMD0iNhs/s320/rafa+cortez.JPG" width="256" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Se você nunca viu este moço de terno e óculos escuros aí da foto ou algum outro jovem da mesma faixa etária em performance semelhante, está na hora de sintonizar a televisão na&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SNsLeM1TAxI/AAAAAAAAAI4/W1D8CEl_74M/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;/a&gt; Bandeirantes às 22h15min de segunda-feira. Encabeçados pelo renomado jornalista Marcelo Tas; Rafinha Bastos, Marco Luque, Felipe Andreoli, Danilo Gentili, Rafael Cortez (na foto), Oscar Filho e Warley Santana (o oitavo elemento) agregam boa dose de humor ao noticiar acontecimentos da semana, satirizando celebridades e políticos. Apesar de não ser cem por cento original, o programa – que estreou em março deste ano e foi responsável por dobrar a audiência da Band nas noites de segunda-feira – acrescenta à programação um tipo de humor inédito na televisão brasileira.&lt;br /&gt;A nova atração foi nomeada CQC a fim de não perder a identidade com seus antecessores estrangeiros, entretanto se difere no significado da sigla. O programa teve início na Argentina em 1995 com o nome de Caiga Quien Caiga, e se disseminou por Espanha, Chile, Itália, Israel, França, Uruguai e Estados Unidos, chegando ao Brasil como Custe O Que Custar (ótima tradução, por sinal). Aqui, foi comparado ao Pânico na TV, da Rede TV!, embora tenham pouca semelhança. Ainda que ambos sejam humorísticos, enquanto este utiliza um tipo de humor exagerado para satirizar basicamente celebridades, o CQC emprega um humor elegante, inteligente e refinado para ironizar fundamentalmente a política e os políticos. O objetivo fundamental do programa não é ser engraçado, mas criticar ridiculamente fatos absurdos do nosso cotidiano. Além disso, sua equipe tem o que acrescentar à sociedade, pois traz à tela falcatruas políticas e cobra dos responsáveis mudanças prometidas às comunidades.&lt;br /&gt;Alguns de seus integrantes são atores, outros são conhecidos por suas p&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SNsMcyu8oDI/AAAAAAAAAJA/3IiCfsTbQeA/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249803479424999474" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 220px; CURSOR: hand; HEIGHT: 157px" height="141" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SNsMcyu8oDI/AAAAAAAAAJA/3IiCfsTbQeA/s200/untitled.bmp" width="207" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;erformances em stand-ups, alguns são jornalistas, mas absolutamente todos são dotados de uma imensurável dose de cara-de-pau. Os repórteres são assaz perspicazes. Apenas o Warley Santana mereceria uma ressalva, pois lhe faltam naturalidade e dinâmica. Talvez seu quadro, Em Foco, não colabore, visto que não tem nada de engraçado. Não haveria apresentador melhor que Marcelo Tas, eis que já tinha incorporado papel semelhante em seu repórter fictício Ernesto Varela, que ironizava personalidades políticas na época da abertura pós-ditadura militar. À bancada, está muito bem acompanhado de Rafinha Bastos, que sempre tem algum comentário relevante, além de engraçado. Entretanto, parece-me dispensável a presença de Marco Luque ao lado dos dois anteriormente citados. Não que o moço não tenha talento, pois seu desempenho no teatro é excelente. Porém, diria que as piadas dele são incoerentes com o programa, pois enquanto o CQC está repleto de humor inteligente, o do Luque beira a imbecilidade.&lt;br /&gt;Além de uma inovação e revitalização à nossa televisão condenada à mesmice, diria que o programa aproxima-se da perfeição. Mas é preciso ter cuidado, pois um passo equivocado pode pôr tudo ladeira abaixo. Enquanto bem dosado, o CQC está excelente, mas basta exagerar nas frivolidades para colocar tudo a perder. Por outro lado, talvez pudesse ousar mais na criatividade e tentar fugir levemente dos critérios estabelecidos por seus antecessores, agregando assim mais originalidade ao programa e aproximando-o ainda mais dos brasileiros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;**********************************************************************************&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rafael Cortez na Festa Farroupilha: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=CtV_ojIf-t8"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=CtV_ojIf-t8&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=CtV_ojIf-t8"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Danilo Gentili expulso do Zoológico: &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=2E0ntV2UflI&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=2E0ntV2UflI&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Danilo Gentili expulso do Congresso: &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=jTbzv0rgGnk&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=jTbzv0rgGnk&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Proteste Já - Rafinhas Bastos e os cemitérios do DF: &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=xD3bI2SFxbQ"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=xD3bI2SFxbQ&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-473095161725660164?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/473095161725660164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=473095161725660164' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/473095161725660164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/473095161725660164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2008/09/uma-dose-de-humor-refinado-para-dar.html' title='Humor refinado para dar vida à tevê brasileira'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SNsJemUHgeI/AAAAAAAAAIo/u9rOMD0iNhs/s72-c/rafa+cortez.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-968826815502087856</id><published>2008-09-24T01:23:00.005-03:00</published><updated>2008-12-13T15:02:47.376-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>3 Efes ousa, mas peca</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O professor Aníbal Damasceno Ferreira, da PUCRS, criou a teoria de que a humanidade é movida por três apetites: a fome, o sexo e o fasma. Um de seus alunos afirmou, então, que se tratava da teoria dos três efes. Foi dessa conjectura que surgiu o personagem professor Valadares e toda a trama que confirma suas proposições no novo filme do cineasta gaúcho Carlos Gerbase, 3 Efes. O diretor utiliza as próprias deficiências técnicas em favor da história inusitada, o que agrega leves pitadas de humor ao enredo. Entretanto, algumas das circunstâncias em que a obra foi exibida comprometem a sua relação com o espectador, justamente pela inovação a que ele se propõe. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SNsQ657v2pI/AAAAAAAAAJQ/ArNW9pNV1Jw/s1600-h/3-efes02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249808394800323218" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SNsQ657v2pI/AAAAAAAAAJQ/ArNW9pNV1Jw/s200/3-efes02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O longa expõe a história que sustenta a teoria dos três efes a partir da protagonista Sissi (Cris Kessler) que passa por dificuldades financeiras e, portanto, não tem condições de saciar sua fome, tentado superá-la através dos outros apetites. Por meio dela, surge a história de sua tia Martina (Carla Cassapo), uma excelente cozinheira que vive um casamento frustrado com o publicitário&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SNsOzfBTAeI/AAAAAAAAAJI/WpreZEajx7c/s1600-h/3-efes02.jpg"&gt;&lt;/a&gt; Rogério (Leonardo Machado), e acaba se apaixonando pelo papeleiro William (Paulo Rodrigues). Todos esses; somados a Giane (Ana Maria Marnieri), Betinho (Felipe de Paula), Heitor (Fábio Rangel), entre outros; acabam vendo suas rotinas cruzadas enquanto buscam saciar os desejos que acometem a humanidade.&lt;br /&gt;Apesar de ser um drama, o filme tem um quê de comédia utilizando-se, para isso, exatamente de características resultantes de aspectos dos quais a maioria dos cineastas reclama: a falta de verba. 3 Efes teve o mísero investimento de 40 mil reais, tendo sido gravado em digital para poupar os custos com a película e utilizando-se de equipamentos precários de iluminação. Além disso, Gerbase optou por não colocar atores com muita fama no seu filme, elegendo artistas locais, que ensaiaram dois meses antes de gravarem as cenas. Ademais, o filme se utiliza de recursos gráficos que comprovam ainda mais a incorporação de uma estética simples e transforma isso em uma qualidade da obra.&lt;br /&gt;Entretanto, o que é um tributo pode se transformar em falha dependendo do espaço que o espectador escolher para se apropriar do produto. Assim, a grande inovação de lançamento do filme põe a prova sua estética simplista. 3 Efes quebra as tradicionais janelas de exibição, sendo lançado simultaneamente no cinema, na internet, na televisão e em DVD, sem nenhuma adaptação de linguagem. Com isso, relega a preocupação com o público, que tem sua recepção prejudicada em alguns desses meios, exatamente pela ausência da adequação. A idéia é ótima, pois nada melhor do que utilizar mais de uma forma de exibição para potencializar o público e a vida útil do filme. Porém, embora a experiência tenha seu valor pela ousadia, ainda deixa muito a desejar na compatibilização das etapas da cadeia produtiva de produtos audiovisuais e na utilização das ferramentas dos novos meios de exibição, especialmente a internet.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;**********************************************************************************&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;Este filme foi lançado em dezembro do ano passado. Entretanto, devido a seu baixo número de espectadores, creio que ainda vale a pena falar sobre ele. Pretendo escrever algo novo para postar ainda hoje. Porém, devido a minha falta de tempo, por enquanto, fica esta dica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-968826815502087856?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/968826815502087856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=968826815502087856' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/968826815502087856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/968826815502087856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2008/09/3-efes-ousa-mas-peca.html' title='3 Efes ousa, mas peca'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SNsQ657v2pI/AAAAAAAAAJQ/ArNW9pNV1Jw/s72-c/3-efes02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-2697683024621991097</id><published>2008-09-17T00:57:00.005-03:00</published><updated>2008-09-25T01:24:20.752-03:00</updated><title type='text'>Um nação à beira do abismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SNsSQYn1gfI/AAAAAAAAAJg/sOfecn_vJBI/s1600-h/80503bolivia_2_650.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249809863327187442" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SNsSQYn1gfI/AAAAAAAAAJg/sOfecn_vJBI/s200/80503bolivia_2_650.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O presidente Evo Morales tem quase 70% de apoio da população, mas ainda assim parece que está a ponto de cair a qualquer momento ou, pelo menos, de mergulhar seu país numa profunda crise. A minoria contrária a seu governo não aceita sua presença no comando do país e vem prejudicando a economia boliviana após ter dado início a manifestações que assolam as cidades onde a presença da oposição é maioria. Embora Morales tenha cometido algumas gafes na relação com seus opositores, estes parecem estar condenando-o a não governar seu próprio país. O paradoxo é que se a oposição estivesse no governo não teria apoio de grande parte da população para poder governar. Assim, parece que o país está imerso em um jogo político que prejudica toda a população, inclusive os que deram início às rixas.&lt;br /&gt;Eleito democraticamente com 53,74% dos votos, contra 28,59% de apoio a seu opositor Jorge Quiroga, Evo Morales tem maior aprovação agora do que quando foi eleito. O referendo realizado no mês passado, confirmando o presidente boliviano no cargo, demonstrou apoio de 67,4% a Morales. A adesão a ele não é surpreendente, eis que é o primeiro índio a chegar à presidência em 183 de independência em um país em que mais de 70% da população é composta pelas duas principais etnias indígenas do país, quéchuas e aimorás, e mestiços. Menos de 30% da população é branca, de origem européia, mas é exatamente essa parte que constitui a classe dominante, que se concentra nas grandes áreas de oposição a Evo. O problema é que é exatamente em algumas dessas áreas e na mão da classe dominante que se situa a riqueza econômica do país.&lt;br /&gt;Para piorar, o enorme apoio não é suficiente para conformar a minoria opositora, e parece estar colocando a Bolívia em um dos momentos de maior enfrentamento político desde a democratização em 1982, que foi antecedida de quatro anos de golpes militares e sucessivas trocas presidenciais. A crise começou no início do governo Morales, mas ganhou força nas últimas semanas, quando opositores fecharam os acessos aos principais centros econômicos do país e invadiram prédios da administração federal. Um dos motivos do enfrentamento é a constituição aprovada pelo governo federal em dezembro do ano passado sem a presença da oposição. O projeto constitucional de Evo esbarra no plano de autonomia empreendido pelas regiões que têm a oposição no governo e precisa ser submetido a um referendo para ser validado.&lt;br /&gt;O referendo do mês passado que manteve Morales no poder também manteve os governadores opositores submetidos à consulta, o que os concede maior força para solicitarem a autonomia. Provavelmente não seria bom para a nação, cuja riqueza se concentra justamente em algumas dessas pequenas áreas, o que provavelmente condenaria o restante ao empobrecimento. Entretanto, parecem poucas as soluções viáveis para pôr fim à situação. É provável que a oposição não saia vitoriosa, pois, além da aprovação interna ao seu governo, o presidente boliviano tem apoio de praticamente toda a América Latina. Não foi à toa que União das Nações Sul-Americanas (Unasul) reuniu seus integrantes nesta terça-feira, no Chile, para encontrar uma solução para o impasse na Bolívia, e rechaçou a conduta da oposição. Todavia, se não ceder em busca do diálogo com os oposicionistas, conselho dado pelo presidente Lula e rejeitado por Morales, a Bolívia pode ser vítima de uma hecatombe cada vez maior e sem previsão de fim. Se o diálogo não levar a lugar nenhum, talvez seja necessária uma maior intervenção de outros países, o que possivelmente seja o que desejam ansiosamente os lá de cima.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-2697683024621991097?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/2697683024621991097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=2697683024621991097' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/2697683024621991097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/2697683024621991097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2008/09/um-nao-beira-do-abismo.html' title='Um nação à beira do abismo'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SNsSQYn1gfI/AAAAAAAAAJg/sOfecn_vJBI/s72-c/80503bolivia_2_650.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-4775946823709277059</id><published>2008-09-10T12:52:00.008-03:00</published><updated>2008-12-13T15:04:10.092-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Rejeição</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Parado com um livro na mão, ignoras minha presença. Olho-te sem desviar meus olhos por um segundo sequer. Não digo nada. Não pronuncio uma única palavra. Finges que não percebes minha presença. Pensas que não sei? Corrôo-me de raiva porque teu olhar não transpassa o soslaio. Quando te ignorava, me dissecavas intrigadamente. Agora, que tento desvendar-te, finges que não me vês. Deixa de lado as letras, as palavras, as frases... por mim! Não? Gozarei a busca por algo que me atraia mais. Desfrutá-lo em paz. Teu livro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_________________________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por que ficas aí parada, olhando-me sem dizer nada? Me desconcentras. Não vês? Antes, não me olhavas assim, deste jeito, e eu não te olhava assim, de soslaio. Perdes teu tempo e te desgastas ao tentar despir-me sem nem mesmo tocar-me. O que queres que não te dou? O que desejo dar-te, mas não consigo? Por que não te olho como antes te olhava, como me olhas agora, como antes não me olhavas? Será por que não te desejo mais? Não sei. Apenas não quero olhar-te. Deixa-me. Há de haver algo que te atraia mais. Deixa-me em paz a dissecar meu livro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;**********************************************************************************&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sei que estou atrasada, mas pelo menos cheguei. Em breve, mais comentários sobre a cidade potiguar magnífica que visitei. Belezas e infortúnios.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-4775946823709277059?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/4775946823709277059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=4775946823709277059' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/4775946823709277059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/4775946823709277059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2008/09/rejeio-conto.html' title='Rejeição'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-9186248422155932605</id><published>2008-09-03T00:57:00.011-03:00</published><updated>2008-09-03T01:32:27.753-03:00</updated><title type='text'>Ser jornalista em Natal-RN</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SL4N25x4BkI/AAAAAAAAAHY/AfFOBtGWbUI/s1600-h/DSC01005.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SL4N25x4BkI/AAAAAAAAAHY/AfFOBtGWbUI/s200/DSC01005.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241642253179946562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Já deveria saber há um bom tempo, mas só agora me dei conta de que sou, de fato, jornalista. Ganhei uma semana de folga para vir para o XXXI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, que está sendo realizado em Natal-RN. Poderia me dedicar exclusivamente à programação do congresso, fazer festa ou ir para a praia todos os dias, mas não. Optei por outras coisas. Bem, claro que cheguei e fui para a praia no primeiro dia, pois precisava espantar o cansaço depois de apenas três horas de sono e seis  intermináveis de vôo. É curioso que tenha sido nessa minha primeira caminhada que já vi logo uma matéria me saltando aos olhos. A orla da Praia dos Artistas, uma das praias urbanas de Natal, havia desabado no dia anterior. Em pouquinhos minutos, já havia duas televisões cobrindo o ocorrido acerca de um metro de distância dos meus olhos. Em seguida, descobri que a Assembléia está intensificando as discussões sobre a concorrência do sal chileno ao sal potiguar, que representa 95% do consumo interno brasileiro. Mais tarde, abri o jornal Tribuna do Norte, um dos principais aqui da região, e já fui lo&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SL4QkcLf2yI/AAAAAAAAAHw/aer1-1usDhY/s1600-h/DSC00999.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 212px; height: 160px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SL4QkcLf2yI/AAAAAAAAAHw/aer1-1usDhY/s200/DSC00999.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241645234531588898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;go me deparando com avanços pelo fim do nepotismo nos três poderes. Já fui visualizando um boletim de rádio se materializando para a Agência Radioweb, onde trabalho, sobre o tema, que é de interesse de todo o Estado e, de modo geral, inclusive do país. Bom, não resisti. Foi mais forte do que eu. Tive que ligar para os meus colegas e chefes para oferecer a pauta. Não sabia nem se conseguiria entrevistar alguém ainda, mas daria um jeito.... e dei. Liguei para o TCE e, sei lá se por competência ou sorte, consegui marcar uma entrevista com o presidente da corte para uma hora depois, e ainda acompanhada da TV Tropical, representante local da Record, cuja repórter me auxiliou em algumas informações sobre as quais eu não havia tido acesso por não ter estado perto do caso anteriormente. Rapidinho estava com uma pauta e uma entrevista na mão. Bem, alguns podem me achar louca por ser tão prestativa em querer trabalhar enquanto poderia aproveitar o pouco tempo que me resta extra-congresso para desfrutar de uma das águas mais cristalinas da costa brasileira como vocês podem ver aí na foto. Entretanto, há um lado bom de trabalhar por pura gana, num lugar teoricamente 100% lazer. Para chegar até o TCE, caminhei cerca de dois quilômetros à beira mar. Suei um pouco na tarde ensolarada dessa terra extasiantemente quente, é verdade, principalmente depois de subir a "famosa" Ladeira do Sol. Entretanto, depois do sol, da rampa e de 30 minutos de espera, vi como é magnífico trabalhar aqui no TCE. A foto da praia que vocês vêem aqui postada foi batida diretamente do sexto andar do edifício. Depois, já no décimo segundo, no gabinete presidencial, meu colega fotógrafo bem que tentou representar as tardes difíceis que o senhor Paulo&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SL4QzPNlfXI/AAAAAAAAAH4/ffcERXWZluc/s1600-h/DSC01009.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SL4QzPNlfXI/AAAAAAAAAH4/ffcERXWZluc/s200/DSC01009.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241645488748723570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Roberto Chaves Alves passa na corte, mas infelizmente a claridade do sol potiguar não o permitiu. As dores de cabeça podem ser muitas, mas com essa vista no final de todos os expedientes, me desculpem, mas não há estresse que resista. Porém, não tenho inveja. Pelo menos não durante meus dias por aqui, em que meu "escritório" de trabalho pode ser muito bem representado pela foto ao lado. Se for sempre assim, eu faço quantas pautas me permitirem com o maior prazer do mundo. Se eu cansar... atravesso a rua.... dou um mergulho e, depois, volto ao trabalho!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-9186248422155932605?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/9186248422155932605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=9186248422155932605' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/9186248422155932605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/9186248422155932605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2008/09/ser-jornalista-em-natal-rn.html' title='Ser jornalista em Natal-RN'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SL4N25x4BkI/AAAAAAAAAHY/AfFOBtGWbUI/s72-c/DSC01005.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-5245061484791185583</id><published>2008-08-26T20:28:00.009-03:00</published><updated>2008-09-20T21:55:35.980-03:00</updated><title type='text'>Futilidades do Festival de Cinema de Gramado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Apesar de elogiadíssima, tanto por organizadores como por participantes, a 36ª edição do Festival de Cinema de Gramado, que deveria ser centro de discussão sobre cultura e arte, cedeu espaço para o estrelismo e a tietagem, a exemplo do que se costuma verificar em eventos do tipo. A organização tem feito sua parte para colaborar com o debate acerca do tema proposto, mas o público, de modo geral, parece estar muito mais interessado nas celebridades do que no conteúdo que as acompanha. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A edição deste ano, que começou no dia 10 e terminou no dia 16 deste mês, desde o início já superou o público dos anos anteriores, atraindo, no dia da abertura, um número de pessoas equivalente ao normalmente registrado em seus encerramentos. Em parte, o ímã pode ter sido o filme “Nome Próprio”, de Murilo Salles, cuja atriz que interpreta a protagonista Camila, Leandra Leal, era uma das favoritas ao Kikito de melhor atriz da mostra brasileira. Nesse caso, é provável que o público tenha sido atraído mais pela presença da Leandra do que pelo próprio filme. Entretanto, quem parece ter sido realmente a grande atração do primeiro dia de festival é Renato Aragão (o Didi), que compareceu ao evento para receber uma homenagem especial, a quem inclusive o presidente do evento, Alemir Coletto, atribui à grande movimentação do dia 10 em Gramado.&lt;br /&gt;Infelizmente, não tive a oportunidade de acompanhar o dia-a-dia do festival para verificar se a empolgação com as discussões acerca do cinema era tão grande quanto a persistência para conseguir uma foto com um ídolo. Porém, tive a honra (ou a decepção) de cobrir a cerimônia de premiação do evento, o que me pareceu um desserviço aos gênios da sétima arte, bem como uma tremenda falta de consideração com seus fãs.&lt;br /&gt;Primeiramente, Eryk Rocha (o filho do Glauber!) declarou que prêmio não é importante porque depende do júri, então, se muda o júri, muda completamente o viés da premiação. E, óbvio, tem toda a razão, pois embora o júri seja, teoricamente, composto por pessoas que sabem muito sobre cinema, sempre existe a subjetividade, sempre existem características que parecem melhores para alguns e piores para outros. Segundo Eryk, os festivais são mais importantes para mostrar o trabalho e estimular a discussão. Já Murilo Salles afirmou que ganhar um Kikito é mais importante para o seu coração do que para a sua carreira, pois esta já está muito bem consolidada. Então, qual a moral da premiação? Não seria um estímulo à adulação pura e simples?&lt;br /&gt;Por outro lado, dezenas de jornalistas aglomeravam-se, empurravam-se, acotovelavam-se em busca de declarações tão óbvias quanto patéticas: “o que você achou de ter ganhado o Kikito?”. Essa pergunta já foi respondida quando os artistas subiram no palco para receber o Kikito em mãos. Por outro lado, alguém acharia ruim ser premiado? Enquanto isso, dezenas de fãs espremiam-se tentando roubar as celebridades dos jornalistas para tirar fotos, para dar um beijo, para conseguir um autógrafo, enfim, para bajular de todas as maneiras possíveis. Cansados e, provavelmente, irritados, eles tentavam sair pouco a pouco pelo imenso caminho coberto pelo tapete vermelho que leva até a frente do Palácio dos Festivais. Livravam-se de dezenas de fãs e jornalistas para se depararem com centenas de pessoas, cuja maioria apenas gritava achando que todos que passavam pelo tapete eram famosos, não importa por quê. Se por um lado isso parece tudo uma grande bobagem, por outro, é papel do artista lidar com a tietagem e a bajulação, mas alguns vão saindo de fininho para não parecerem arrogantes. Leandra Leal foi um destes. A atriz ficou pouco mais do que quinze minutos após a solenidade para dar atenção a quem a requeria. Sentia-se mal, segundo informou uma produtora que, após levar Leandra, tentava arrastar Murilo Sales com o maior dos seus esforços, enquanto ele tentava manter a simpatia e parava para falar com todos que o acenavam. A fama não é fácil, mas muitas vezes o reconhecimento depende dela, embora com ele venham milhares de outras coisinhas chatas, banais, fúteis.&lt;br /&gt;Por isso tudo, acho essa premiação uma grande bobagem, ao contrário do que presumo ser o restante do evento. Na minha restrita cobertura dos outros dias, feita por telefone, o espaço parecia bem mais estimulante à discussão. Realmente não sei o que dizer do público, pois não o vi e tampouco o ouvi. Creio que assim como o artista molda o público, o público também molda o artista, por isso espero que não tenha sido por nada que as pessoas tenham se dirigido às salas de exibição e que, pelo menos no interior dos espaços de debate, o público tanha transpassado a futilidade da maioria das pessoas que se aglomeravam em volta às grades que protegem o tapete vermelho, entupindo-se de vinho, fondue e chocolate e gritando para cada alma que viam passar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;*******************************************************************************&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É lastimável que esse tipo de tietagem estenda-se para setores ainda mais importantes, como a política. O Jornal do Comécio de hoje divulgou que, ao meio dia de ontem, a candidata à prefeitura de Porto Alegre Manuela D'ávila mal conseguia debater com seus eleitores devido ao grande número de abordagens para fotos e autógrafos. Depois, todo mundo reclama do empobrecimento do conteúdo das propagandas e debates políticos. Do mesmo jeito que com os artistas, o público molda os políticos, assim como estes moldam o público. O agravante aqui é que eles nos representam, diferentemente dos artistas. Conseqüentemente, deveríamos exigir mais que sejam nosso reflexo, e aumentar a vaidade deles não colabora em nada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;*******************************************************************************&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;OBS: Devo a minha inspiração a este texto ao Rafael Cortez, repórter do CQC, que, em seu blog, escreveu um texto bastante reflexivo sobre a relação público-artista. Se puderem, dêem uma conferida. O link está na lista de blogs e sites que eu indico.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-5245061484791185583?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/5245061484791185583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=5245061484791185583' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/5245061484791185583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/5245061484791185583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2008/08/futilidades-do-festival-de-cinema-de.html' title='Futilidades do Festival de Cinema de Gramado'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-2443400596787270163</id><published>2008-08-22T00:31:00.006-03:00</published><updated>2008-12-13T15:04:46.474-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conto'/><title type='text'>Alucinação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Marcelo saiu de casa para a festa mais cedo do que o normal naquela noite de sábado. Estava desesperado porque não lhe restava nenhum resquício de crack em sua casa. Passou na boca mais próxima e comprou o suficiente para se entorpecer durante toda a noite. Estacionou o carro no canto mais escuro que havia perto dali. Fumou sem nem saber por que fumava. Antes se drogava com razão, ou, pelo menos, via algum motivo, algum sentido naquilo. Agora não via mais nada, não havia pretexto algum. Apenas deseja mais do que qualquer coisa aquela pedra, e seria capaz de tudo para consegui-la. Fumou até acreditar que era a pessoa mais excitada do mundo. A droga era melhor que sexo para ele. Desejava mais a pedra do que a loira mais gostosa do mundo. Não trocaria uma tragada por uma chupada por nada. Quando estava quase gozando de excitação, ligou o carro e saiu em direção à boate. Porém, não passou da segunda quadra. De fato, teve a gozada mais gostosa da sua vida. Ela foi tão, mas tão forte e alucinante que Marcelo delirou por alguns segundos. O bastante para chocar o carro contra um poste a 140 quilômetros por hora. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era uma hora da madrugada quando o telefone tocou na casa de Lucas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Alô.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Cara! O Marcelo meu... O Marcelo se matou! O Marcelo se matou!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Quem tá falando?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Lucas?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não. É o Carlos, pai dele. Quem tá falando?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É o Vinícius. Por favor, avisa o Lucas que o Marcelo acabou de enfiar o carro num poste. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Espera. Vou chamar ele. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas Vinícius já tinha desligado. Carlos caminhou até a porta do quarto de Lucas, mas não teve coragem de despertar o sono do filho com aquela notícia bombástica. Decidiu esperar a manhã chegar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Do outro lado da porta, Lucas estava sentado na janela do seu quarto no décimo primeiro andar. Já sabia o que havia acontecido, pois atendeu o telefone no mesmo momento que seu pai e escutou todo o recado de Vinícius. Enquanto suas lágrimas escorriam incessantemente rosto abaixo, Lucas acendia o décimo baseado do dia. Simplesmente não sabia o que fazer. Estava acometido pela maior tristeza que já havia sentido em toda sua existência. Precisava acabar com ela de qualquer jeito. A melhor coisa a fazer era ligar para Joana. Fumariam e trepariam durante toda a madrugada sem um segundo de trégua. Joana era uma máquina. Esperou seus pais dormirem, pegou o carro e foi buscá-la. Passaram na boca mais próxima e compraram erva suficiente para se entorpecerem durante toda a noite. Estacionaram o carro no canto mais escuro que havia perto dali. Apesar de desejar mais do que nada, meter naquela loira magnífica que estava ao seu lado, não podia fazê-lo sem antes se entorpecer. Precisava do baseado. Ele abria a mente, o deixava mais sensível, aumentava seu prazer, melhorava 100% a qualidade do sexo. Sabia que Joana pensava o mesmo. Detonaram um baseado e Lucas não agüentou esperar para sair da dali. Forçou a mina a ficar de quatro no banco de passageiro deitado e fez tudo o que desejava. Ela resistia, mas ele nem notava. Quando atingiu o ápice de sua excitação, caiu para o lado e apagou de cansaço. Joana, que não tinha chegado onde queria, indignada, foi embora. Mas, na verdade, Lucas fingia. Não dormia. Tinha nojo daquela mina. Não tinha acabado com sua tristeza e não suportava mais nenhum segundo estar com alguém que não era capaz de livrá-lo dela. Esperou alguns minutos para ter certeza de que Joana já estava longe. Acendeu outro baseado, ligou o carro e voltou para casa, fumando doidamente. Do seu quarto, no décimo primeiro andar do edifício onde morava, olhava, vidrado, para a calçada lá debaixo. Lembrou-se de Suzana. Precisava de alguns minutos na companhia daquela garota adorável. Mas será que ela ainda se importava com ele, mesmo depois de dois anos de seu sumiço? Ainda se lembraria dele? Não custava tentar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Alô.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Suzana?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Eu...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Su, é o Lucas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Oi, Lucas. Quanto tempo. Tudo bem?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Estou ligando às quatro horas da madrugada para uma pessoa com quem não falo há dois anos. O que achas?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- O que houve?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Preciso conversar e não encontrei ninguém mais adequado que tu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Que tu tá fazendo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sentado na janela do meu quarto, fumando um baseado e olhando a ausência de movimento que toma conta da calçada lá embaixo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- ...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Meu melhor amigo se matou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Que? O Marcelo? Como?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Bateu o carro contra um poste, o desgraçado. Deve ter fumado crack até não poder mais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não fica assim... ele se drogava loucamente... tu já sabias que era difícil não acontecer nada com ele. Ele estava louco pelo crack, Lucas. Era a maior paixão da vida dele...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não. Era a maior ilusão da vida dele, obsessão da vida dele. Era tão ruim que já tinha até perdido o sentido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Tu ainda tá fumando?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Tô. É isso que me irrita. Eu já cheirei, já tomei bala, já tomei ácido, já fumei crack... mas nunca fiquei viciado. Sempre só experimentei, sempre gostei de experimentar, mas parei com tudo. Só fumo maconha agora, que tu sabes que é leve e me faz bem pra caralho. Eu estudo melhor quando estou chapado, eu penso melhor, eu sou uma pessoa melhor...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Será?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- É um filho da puta, cara! Eu não posso suportar isso. É demais para mim. Eu ensinei o cara a dirigir. Eu acendi o primeiro baseado dele, eu mostrei toda a vida da perdição pra ele, mas eu saí e ele não.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Lu...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lucas chorava como criança e nem ouvia o que Suzana falava.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Que que eu faço, Suzana?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Tu ainda tá fumando na janela?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Tô. Por quê?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Quantos tu fumou? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sei lá, Su. Meu amigo se matou e tu tá preocupada com a quantidade de maconha que eu fumei?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sai da janela, Lu. Por favor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Pra quê? Tô admirando a beleza da monotonia da madrugada dessa cidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Posso ir aí conversar contigo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não. Já vi que não vais me arrancar esta dor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ninguém vai, Lu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- ... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Lu? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- ... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Lucas? Lucaaassss!!!!!!!!! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;**********************************************************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez me disseram, ao ler este texto, que eu tenho uma visão deturpada dos drogados. Pode ser, mas não estou a fim de entrar na onda para tirar a prova. Pelo menos eu tenho o álibi de que este conto é inspirado em um fato real.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-2443400596787270163?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/2443400596787270163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=2443400596787270163' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/2443400596787270163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/2443400596787270163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2008/08/alucinao.html' title='Alucinação'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-9014486218779052837</id><published>2008-06-28T18:14:00.000-03:00</published><updated>2008-06-28T18:15:24.520-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Caminhava todas as manhãs em direção à praça. Sentava sempre no mesmo banco, posicionado exatamente em frente a um ponto de táxi. Chegava sempre cinco minutos antes de Pedro. Jogava pedaços de pão sempre do mesmo tamanho para as pombas, intercalados por um mesmo espaço de tempo para que não terminassem antes de presenciar toda a cena. Pedro saía todos os dias às 7h30min de um prédio localizado na frente da praça. O único taxista que estava no ponto àquela hora da manhã não tirava os olhos do menino desde o momento em que ele colocava a mão na maçaneta da porta. Pedro atravessava a rua em direção ao homem que lhe esperava. Era praticamente uma criança. Devia ter uns 13 anos. Os cabelos bagunçados aparentemente de forma intencional adornavam seu tipo esguio. A franja caída para o lado escondia seus olhos ainda inchados de sono.&lt;br /&gt;— Vamos menino! Temos apenas meia hora até o início da tua aula! – afirmava freqüentemente o taxista diante da lerdeza matinal de Pedro.&lt;br /&gt;Abandonava as pombas por um momento e dedicava toda a atenção ao destino do carro laranja, que nunca alterava seu percurso. Em 45 minutos, o veículo voltava e parava exatamente no mesmo lugar. Pensava, enquanto voltava a alimentar as pombas... Por que Pedro estudava tão longe? Havia centenas de escolas próximas a sua casa.&lt;br /&gt;Um dia, esperei o garoto retornar da escola. Às 12h30min, Pedro vinha caminhando em direção ao prédio de onde sempre saía. Cabisbaixo, o menino direcionava o olhar para o taxista, que agora nem o olhava. Desejei a atravessar a rua em direção ao garoto, mas minhas pernas me impediram. Senti-me aliviado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-9014486218779052837?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/9014486218779052837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=9014486218779052837' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/9014486218779052837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/9014486218779052837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2008/06/caminhava-todas-as-manhs-em-direo-praa.html' title=''/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-3108300738294846751</id><published>2008-05-27T00:19:00.001-03:00</published><updated>2008-05-27T00:19:52.723-03:00</updated><title type='text'>Evasão ou invasão?</title><content type='html'>Há muito tempo os raios solares não transpassavam as janelas da velha mansão. A sensação de abandono que transmitia à cidade afastava os habitantes de seu entorno. As cortinas escuras nunca eram abertas. A trepadeira, que decorava a frente da casa, já tomava conta das paredes laterais e das aberturas por falta de poda. No centro da imensa sala fria e escura, encolhia-se um ser de quem ninguém mais se recordava da existência. Joaquim lutava, com a pouca força que lhe restava, para driblar o barulho dos morcegos que disputavam espaço no forro da casa. À noite, o barulho de seus movimentos era ensurdecedor. Diariamente, debatiam-se em busca de saída para a noite do centro sujo e abandonado da cidade. Confundiam-se. Saiam por buracos desenhados por cupins na madeira do forro e acabavam dentro da velha casa. Perdiam-se no interior da sala – ainda mais escura e melancólica do que à noite da cidade. Buscavam desesperadamente fugir do clima aterrorizante da mansão. Joaquim acordava com o zunido dos bichos. Arrastava-se até a porta e a abria por rápidos segundos. Espantava da residência as únicas e poucas vidas que ainda existiam naquela mansão. Exatamente como fizera há alguns anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-3108300738294846751?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/3108300738294846751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=3108300738294846751' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/3108300738294846751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/3108300738294846751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2008/05/evaso-ou-invaso.html' title='Evasão ou invasão?'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-3477180899864449973</id><published>2008-04-17T12:06:00.004-03:00</published><updated>2008-05-27T10:54:59.752-03:00</updated><title type='text'>Em processo de criação. Em breve, disponível.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Matheus estudava no site www.thereallife.com. Não é possível descrever a escola materialmente, pois não se constituía de elementos táteis. Tinha aula com seres de diferentes partes do universo sem sequer sair de casa. Numa segunda-feira do mês de maio de 2997, abandonou os raios de luz emitidos pelo equipamento e foi brincar no mundo real. Tomou um foguete e dirigiu-se a Saturno. Chegando lá, não havia nenhum ser na rua e a graça estava na virtualidade. Ligou o &lt;em&gt;laptop&lt;/em&gt; e percebeu que não faria diferença ficar ou retornar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;************&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O primeiro miniconto mais ou menos decente que escrevi. Texto baseado no primeiro parágrafo do "Conto de Escola" de Machado de Assis.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-3477180899864449973?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/3477180899864449973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=3477180899864449973' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/3477180899864449973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/3477180899864449973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2008/04/em-processo-de-criao-em-breve-disponvel.html' title='Em processo de criação. Em breve, disponível.'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-1191123781166415919</id><published>2008-02-12T00:16:00.000-02:00</published><updated>2008-02-12T00:27:28.056-02:00</updated><title type='text'>Do fétido ao cheiro ideal... a qualquer custo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/R7EDzfo7MrI/AAAAAAAAAE0/GL1-On84G3E/s1600-h/Perfume.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165914430772032178" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/R7EDzfo7MrI/AAAAAAAAAE0/GL1-On84G3E/s200/Perfume.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Um baixinho, cuja aparência repugnante passa despercebida às pessoas que com ele cruzam na França do século XVIII, ganha fama no país através de um raro dom. Nascido em meio ao odor putrefato da Paris da época, Jean-Baptiste Grenouille tem como dádiva, ou quiçá castigo, o olfato terrivelmente aguçado. As mãos de seu criador, o escritor Patrick Süskind, farão o francesinho deparar-se com a tormenta que carregará até jazer: a ausência de seu próprio cheiro. A perturbação do protagonista desencadeia toda a história do romance O Perfume, que consagrou o alemão com sua publicação em 1985 e sua posterior tradução para 42 idiomas.&lt;br /&gt;Tendo escrito previamente só a peça de teatro nomeada O Contra-Baixo e o livro de contos Um Combate e Outras Histórias, Süskind faz Grenouille perambular pelas cidades francesas de Auvergne, Montepellier, Grasse e, claro, a capital do país em busca de um cheiro que o faça ser notado pelos outros. Ao contrário do que o início do enredo possa sugestionar, seu desejo não é tornar-se um consagrado perfumista em meio a “boa dúzia” deles, que buscam acabar com a podridão que assolava a Paris da época. Sua intenção é apenas encontrar um odor para si mesmo; e sua cobiça é tamanha que seria capaz de qualquer coisa para atingir seus anseios. Para isso, o habilidoso rapaz insere-se na vida de um frustrado perfumista, passando a trabalhar como seu aprendiz. Grenouille busca arduamente desvendar todos os métodos utilizados para fabricar as mais diversas essências; fabricação esta descrita perspicaz e detalhadamente por Süskind.&lt;br /&gt;Aliás, não são exclusivamente os pormenores do autor que qualificam sua obra. O Perfume é dotado de um ritmo que já tem início logo nas suas páginas mais primordiais e que permanece, através da repetição e dos jogos de palavras, durante toda a trajetória angustiante do protagonista, até o desvendar dos mistérios desencadeados ao longo da trama. Ademais, tem-se outra percepção do mundo através da obra, pois tudo o que normalmente percebemos através da visão, é proposto que analisemos por meio de outro sentido, que costumamos utilizar em freqüência consideravelmente menor. Através de odores que vão dos mais fétidos aos mais prazerosos, o alemão nos descreve minuciosamente a sociedade francesa da época, nos revelando pouco a pouco o desenrolar da trama, cujo final consegue ser ainda mais inusitado do que a idéia perpetrada pelo autor. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-1191123781166415919?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/1191123781166415919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=1191123781166415919' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/1191123781166415919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/1191123781166415919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2008/02/do-ftido-ao-cheiro-ideal-qualquer-custo.html' title='Do fétido ao cheiro ideal... a qualquer custo'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/R7EDzfo7MrI/AAAAAAAAAE0/GL1-On84G3E/s72-c/Perfume.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-6638621275627195056</id><published>2007-12-09T00:32:00.000-02:00</published><updated>2007-12-10T15:56:44.986-02:00</updated><title type='text'>O livro depois da história já revelada</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/R1tUPwt0_7I/AAAAAAAAAC4/RLEonAxqyjs/s1600-h/0,,8660517,00.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141796029325442994" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/R1tUPwt0_7I/AAAAAAAAAC4/RLEonAxqyjs/s200/0,,8660517,00.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A história pode já ser conhecida. Seu término, também. Afinal, tudo se passou em 1955, já há bastante tempo, quando sua primeira versão foi publicada no jornal &lt;em&gt;El Espectador&lt;/em&gt;, em Bogotá, na Colômbia. Aliás, é o próprio Gabriel García Márquez quem não mantém mistério algum e a revela desde o começo – indício de que o conhecimento do fato não empana sua obra. Se foi republicada, quinze anos depois, em livro, há de pelo menos se supo que mereça ser lida. E, de fato, merece. Não só faz jus a tal suposição, como nos deixa tensos como se estivéssemos em contato com ela pela primeira vez, ainda que já saibamos seu fim.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Caldas&lt;/em&gt;, um navio da Marinha de Guerra da Colômbia, que saíra dos Estados Unidos com destino a seu país de origem, naufraga ao ser acometido por uma terrível tempestade no mar do Caribe. Passados poucos dias de busca, órgãos oficiais declararam mortos seus oito tripulantes. Entretanto, dez dias depois, surge, com vida, Luis Alejandro Velasco, único sobrevivente do desastre, para contar sua verdadeira história. Foi através das declarações do marinheiro que García Márquez escreveu &lt;em&gt;Relato de um náufrago&lt;/em&gt;, revelando informações às quais a imprensa, até então, não tivera acesso e publicando, durante catorze dias consecutivos, no jornal onde trabalhava, a história do acidente e dos dias vivenciados por Luis Alejandro Velasco tentando sobreviver em uma balsa em alto mar.&lt;br /&gt;A história começa quando a embarcação está prestes a deixar o território estadunidense e vai até a chegada do marinheiro no Hospital Naval de Cartagena, onde é mantido, a todo custo, longe do contato com os jornalistas. A maior parte da história, todavia, conta o período angustiante passado por Luis Alejandro Velasco, sozinho, dentro de uma pequena balsa, sem ter o que comer e nem beber. E, mesmo sendo de conhecimento do leitor que o texto foi escrito com base num relato do próprio sobrevivente, a perspicácia de García Márquez salta aos olhos. Afinal, como prender o leitor a um fato que não transpassa uma balsa de poucos metros, nem o infinito azul do mar? De que maneira, transcrever as emoções vividas, durante dez dias consecutivos, por um ser abandonado em meio a quilômetros e mais quilômetros de pura água salgada sem ser repetitivo&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/R1tUlwt0_8I/AAAAAAAAADA/76EEXqO7BBE/s1600-h/naufrago.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141796407282565058" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="189" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/R1tUlwt0_8I/AAAAAAAAADA/76EEXqO7BBE/s200/naufrago.jpg" width="123" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;? Mas se trata de García Márquez, jornalista e escritor que, doze anos depois, escreveu seu livro mais renomado, &lt;em&gt;Cem Anos de Solidão&lt;/em&gt;, em que consegue manter a atenção do leitor focada em parágrafos que se estendem por três páginas, e, por conseqüência disso, entre outros motivos, foi condecorado com o Nobel de Literatura em 1982.&lt;br /&gt;Sua ousadia fez com que o relato agitasse a Colômbia, exilando-o, então com apenas 27 anos, em Paris, na França, além de relegar à clausura o jornal &lt;em&gt;El Espectador&lt;/em&gt; e desgraçar a carreira do único marinheiro sobrevivente ao desastre, que, com a mesma rapidez com que ficou conhecido nacionalmente por seu tamanho heroísmo, foi relegado ao esquecimento. Quiçá por isso o autor tenha presenteado a obra ao seu herói ao afirmar que “há livros que não são de quem os escreve, mas de quem os sofre, e este é um deles”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-6638621275627195056?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/6638621275627195056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=6638621275627195056' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/6638621275627195056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/6638621275627195056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2007/12/o-livro-depois-da-histria-j-revelada.html' title='O livro depois da história já revelada'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/R1tUPwt0_7I/AAAAAAAAAC4/RLEonAxqyjs/s72-c/0,,8660517,00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-7172149950977740187</id><published>2007-12-02T18:16:00.000-02:00</published><updated>2007-12-02T18:38:23.509-02:00</updated><title type='text'>Dolorosamente humano</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/R1MUqgt0_5I/AAAAAAAAACo/EZ0A2a0jwcw/s1600-R/Dostoievski.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139474320329080722" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/R1MUqgt0_5I/AAAAAAAAACo/4WomSS2Ibz8/s200/Dostoievski.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O mínimo que se precisa conhecer sobre &lt;em&gt;Fiódor Dostoiévski&lt;/em&gt;, antes de se aventurar a ler e a tentar entender sua obra, é a tamanha profundidade que ele consegue alcançar. Quem busca na literatura diversão e fuga dos infortúnios da realidade deve manter distância dele. Que recorra a ele quem deseja adentrar as entranhas do humano incompreensível e contraditório e refletir sobre a relação deste e os males do mundo. Embora, desde o início, a percepção social estivesse presente em suas histórias, é com &lt;em&gt;Memórias do Subsolo&lt;/em&gt;, publicada em 1864, que o autor russo embrenha-se no universo dos conflitos psicológicos, morais e sociais de forma espantosa, relacionando-o ao desejo de fuga do humano de tais achaques através de seu próprio fim enquanto matéria. Exatamente por sua sagacidade na descrição de detalhes por vezes aparentemente intraduzíveis, se torna necessário deixar claros os limites impostos a uma resenha dessa novela.&lt;br /&gt;A história está dividida em duas partes diferentes, porém intimamente ligadas entre si: &lt;em&gt;O Subsolo&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;A Propósito da Neve Molhada&lt;/em&gt;. A primeira trata-se de um longo monólogo em que o personagem-narrador anônimo confidencia ao leitor suas mais desprezíveis e intrigantes características. Trata-se de um homem doente, que vive num apartamento localizado no subsolo de um edifício na companhia de um empregado ao qual humilha e menospreza. Demonstra plena consciência de sua mediocridade, mas, ao mesmo tempo, não se desvencilha praticamente nunca da arrogância insuportável que o assola. Deprecia todos que o rodeiam e deseja imensamente a solidão, da mesma maneira que parece aspirar à morte, ignorando sua saúde deficitária. Entretanto, sua condição humana o põe diante de situações em que lhe acomete o medo e em que acaba cobiçando imensamente fugir de sua condição. Esse personagem origina um monólogo ambíguo, em que ele afirma e, em seguida, nega o que acabou de afirmar, seja por meio de palavras ou do relato de suas próprias ações. Apesar de narrada em primeira pessoa, a segunda parte oportuniza ao leitor colocar-se como observador de quem acaba de confessar muito de sua personalidade; e averiguar a veracidade ou falsidade de seu relato, pois nos põe diante das próprias circunstâncias vivenciadas por esse narrador, inclusive algumas que ele expõe na primeira parte.&lt;br /&gt;Escrito no momento em que a primeira esposa de &lt;em&gt;Dostoiévski &lt;/em&gt;estava à beira da morte, não é um livro que afirma, mas que metralha o leitor de dúvidas. E é exatamente nisso que está um de seus maiores méritos. Afinal, se somos realmente esse humano tão confuso, temos nós a certeza de algo? A obra atormenta o leitor e não dá a ele nenhum momento do conforto almejado&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/R1MVNgt0_6I/AAAAAAAAACw/e6vTn20XpEA/s1600-R/memorias.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139474921624502178" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/R1MVNgt0_6I/AAAAAAAAACw/geUWBtUDWoI/s200/memorias.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; pela sociedade acabrunhada e desiludida. Quiçá só proporcione prazer àqueles que concordem com o personagem, que afirma ser &lt;em&gt;“justamente no desespero que ocorrem os prazeres mais ardentes”.&lt;/em&gt; Parece não ser à toa que alguns identifiquem na obra prefigurações das reflexões de &lt;em&gt;Sigmund&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Freud&lt;/em&gt; sobre o inconsciente humano. Influenciados por &lt;em&gt;Memórias do Subsolo&lt;/em&gt;, materializam-se&lt;em&gt; Crime e Castigo&lt;/em&gt; (1866), &lt;em&gt;O Idiota&lt;/em&gt; (1869) e &lt;em&gt;Os Demônios&lt;/em&gt; (1872), representando a maturidade do maior expoente da literatura russa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-7172149950977740187?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/7172149950977740187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=7172149950977740187' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/7172149950977740187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/7172149950977740187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2007/12/o-mnimo-que-se-precisa-conhecer-sobre.html' title='Dolorosamente humano'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/R1MUqgt0_5I/AAAAAAAAACo/4WomSS2Ibz8/s72-c/Dostoievski.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-1492877462421763716</id><published>2007-11-11T18:33:00.000-02:00</published><updated>2007-11-11T18:54:31.451-02:00</updated><title type='text'>A vida secreta das palavras (2005)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/RzdqJOopHHI/AAAAAAAAACg/ErdKW0Mqhmc/s1600-h/a+vida+secreta+das+palavras.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5131687007191899250" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/RzdqJOopHHI/AAAAAAAAACg/ErdKW0Mqhmc/s200/a+vida+secreta+das+palavras.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Provavelmente beire o impossível tentar traduzir em palavras e, talvez m&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/Rzdo4eopHGI/AAAAAAAAACU/k6nQ3rV8ZkE/s1600-h/a+vida+secreta+das+palavras.jpg"&gt;&lt;/a&gt;ais ainda, em papel o tema de um filme que transpassa em demasiado a linguagem. Não é à toa que o nome da obra é &lt;em&gt;A Vida Secreta das Palavras&lt;/em&gt;. Também não é por acaso que a principal personagem da trama pronuncie apenas o básico e quase somente quando inevitável, além de assumir sua surdez quando deseja distanciar-se dos sons a sua volta.&lt;br /&gt;Hanna (Sarah Polley) trabalha há um bom tempo na mesma fábrica sem tirar um único dia de folga. Metódica, acostumada a realizar todos os dias, nos mesmos horários, as mesmas atividades, vê-se obrigada a relegar sua rotina, quando é convocada por seu chefe a tirar férias. Hanna não se relaciona com ninguém e, sem amigos, acaba viajando sozinha. Logo no seu primeiro dia de férias, descobre que precisam de uma enfermeira – função que exerce muito bem – para tratar de um homem que sofreu queimaduras gravíssimas, vítima de um incêndio ocorrido numa plataforma de petróleo.&lt;br /&gt;No meio do oceano, a moça conhece Josef (Tim Robbins), que está temporariamente cego, em função das queimaduras sofridas. Acometidos por situações comuns – ambos sem um dos sentidos – iniciam, por meio de chantagens e trocas, confidências mútuas. Enquanto Hanna evita emitir palavras o máximo que pode, Josef aproxima-se do galanteador, mencionando as primeiras idéias que lhe surgem à cabeça. Aos poucos, ela vai rendendo-se sutilmente à linguagem e ele vai percebendo que às vezes as palavras tornam-se desnecessárias, pois comunicam menos do que deveriam.&lt;br /&gt;O enredo ainda é incrementado pela brilhante atuação do cozinheiro Simon (Javier Cámara), que eventualmente quebra a seriedade do filme com tons levemente piadistas. Eles dividem a plataforma com mais alguns homens que ali trabalham –cada um com suas fugas e mistérios – e aprendem a lidar diariamente com a solidão.&lt;br /&gt;A diretora espanhola Isabel Coixet – a mesma do brilhante &lt;em&gt;Minha Vida Sem Mim&lt;/em&gt; – introduz lentamente, a partir de uma história que parece particular, um tema global que será desvendado exclusiva e intencionalmente no final. Ali, revela, de maneira peculiar, o segredo desta personagem tão profundamente absorta. Minhas ressalvas vão somente à voz em &lt;em&gt;off&lt;/em&gt; que narra determinadas partes da história, que, além de não ser auto-explicativa, ao tentar ser justificada, não o é de forma eficaz. A ousadia e a profundidade de &lt;em&gt;A Vida Secreta das Palavras&lt;/em&gt; o mantém, no entanto, merecedor dos prêmios Goya de melhor filme, diretor, roteiro e direção de produção, adquiridos em 2006. Uma experiência única e intensamente perturbadora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-1492877462421763716?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/1492877462421763716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=1492877462421763716' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/1492877462421763716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/1492877462421763716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2007/11/vida-secreta-das-palavras.html' title='A vida secreta das palavras (2005)'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/RzdqJOopHHI/AAAAAAAAACg/ErdKW0Mqhmc/s72-c/a+vida+secreta+das+palavras.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-1577949911700996857</id><published>2007-10-06T02:39:00.000-03:00</published><updated>2007-10-06T03:08:30.494-03:00</updated><title type='text'>Tudo por dinheiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/Rwcg4oJXNGI/AAAAAAAAAA8/dMaixJIZDx4/s1600-h/casino-001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5118095658751308898" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="131" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/Rwcg4oJXNGI/AAAAAAAAAA8/dMaixJIZDx4/s200/casino-001.jpg" width="196" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Um grupo de sete pessoas de diferentes nacionalidades reúne-se em Rolettenburg, na Alemanha, com identidades falsas, desfrutando da classe que, de repente, supunha-se, teriam conquistado. Sua ambição por dinheiro era tanta, que fariam o possível para adquiri-lo. Inclusive jogar às traças um parente prestes a falecer.&lt;br /&gt;Essa é a trama abordada por Feódor Dostoievski no livro que mais despreza. O Jogador foi escrito às pressas em 1866, tendo como intuito pagar uma dívida do autor, que caso não o entregasse dentro do prazo estabelecido, perderia o direito às suas obras. Nele, o escritor russo desvencilha-se das teorias religiosas, nacionalistas e revolucionárias presentes na maioria de suas histórias, trocando-as pelo menosprezo à sociedade de seu país e pela vanglória à França. Mantém, porém, o mistério, que sabe, como poucos, trabalhar em suas narrativas. Nada é revelado de supetão, surpreendendo em certos momentos, as próprias personagens do enredo.&lt;br /&gt;Aléxis Ivanovitch é o narrador e observador de tudo o que acontece na imaginação do autor. Ele sofre, ao longo do livro, tentativas de manipulação do grupo mal intencionado e, também, da senhora que todos desejam imensamente que morra – exceto Ivanovitch. Tudo por dinheiro. A par das armações contra AntoninaVassilievna Tarassevitch, permanece quase que constantemente ao lado dela. Mas o faz, essencialmente porque a velha não lhe d&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/RwchZYJXNII/AAAAAAAAABM/n4YqfXRmOLw/s1600-h/cassino_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5118096221392024706" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 151px; CURSOR: hand; HEIGHT: 105px" height="109" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/RwchZYJXNII/AAAAAAAAABM/n4YqfXRmOLw/s200/cassino_1.jpg" width="148" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;á trégua e raramente permite que manifeste sua opinião. Também é assediado, frequentemente, pelas idéias de sua grande paixão – Paulina Alexandrovna, integrantes do conjunto de maus-caráter e neta de Antonina. Por vezes, é tomado por recaídas e cede a suas súplicas dissimuladas. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/RwchH4JXNHI/AAAAAAAAABE/fpYThpnZft8/s1600-h/cassino_1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os momentos mais engraçados e envolventes estão presentes nas diversões de Paulina ao manipular Ivanovitch, que, quando tem sua coragem posta em dúvida pela moça, submete-se ao ridículo e atende a seus caprichos. O restante fica a cargo de sua avó, cuja personalidade é a mais marcante de todas as personagens. Fica por conta dela, também, a maioria das surpresas da história. São as duas – avó e neta – quem influenciam a gradual degradação de Ivanovitch. Ainda que não se trate de uma biografia, é evidente seu caráter autobiográfico, eis que Dostoievski, tal qual Ivanovitch, era jogador compulsivo. A tragédia familiar e o texto escrito em primeira pessoa enfatizam ainda mais a presença do autor na obra. A esperança e a deterioração dos personagens são claras; e a do autor posta nas entrelinhas, principalmente ao final do livro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-1577949911700996857?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/1577949911700996857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=1577949911700996857' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/1577949911700996857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/1577949911700996857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2007/10/tudo-por-dinheiro.html' title='Tudo por dinheiro'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/Rwcg4oJXNGI/AAAAAAAAAA8/dMaixJIZDx4/s72-c/casino-001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-5371100354600750217</id><published>2007-10-01T22:21:00.000-03:00</published><updated>2007-10-01T23:43:20.309-03:00</updated><title type='text'>Algo muito longe da felicidade</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/RwGvZIJXNBI/AAAAAAAAAAU/bIX0JR0pE7Q/s1600-h/untitled1.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116563497887937554" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/RwGvZIJXNBI/AAAAAAAAAAU/bIX0JR0pE7Q/s200/untitled1.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Estamos, diariamente, engajados em busca da conquista de tudo aquilo a que almejamos. E tudo o que cobiçamos, de alguma forma, centra-se na luta para atingir um mesmo fim: a felicidade. É basicamente esse o tema abordado no filme Algo como a felicidade, desenvolvido através de uma parceria entre a República Theca e a Alemanha. Ao contrário do que sugere o título, a trama contém pouquíssimos momentos de alegria, e são praticamente nulas as cenas em que os personagens cultivam o riso ou mesmo que a ele nos estimulem.&lt;br /&gt;Sem pressa, o diretor Bohdan Sláma, o mesmo de Abelhas Selvagens, introduz o enredo de mansinho e parece ser quase sem querer que entramos no conflito vivenciado pelos personagens. A história tem como eixo a vida e a amizade de três jovens que vivem no subúrbio de uma pequena cidade industrial da República Tcheca. Toník (Pavel Liska), Monika (Tatiana Vilhelmová) e Dasha (Anna Geislerová) cresceram juntos e, já adultos, lutam pela independência e sobrevivência. Ao mesmo tempo, tentam descobrir, juntos, o que esperam do futuro, e acabam se envolvendo profundamente uns com os problemas dos outros e tendo suas vidas marcadas por essas dificuldades.&lt;br /&gt;Tudo se inicia pelo drama de Monika que precisa aprender a viver longe de seu noivo, que deixa a cidade para tentar o sucesso nos Estados Unidos. Ela leva seus dias à espera de alguma notícia do amado e de um convite para encontrá-lo na América. Enquanto isso, lida diariamente com o casamento conturbado de seus pais.&lt;br /&gt;Toník também apresenta dificuldades no relacionamento com seus familiares. Vive com a tia numa antiga casa herdada de seus antepassados, fugindo dos pais que tentam controlar sua vida e retirá-lo da independência. Trabalha como mecânico, a fim de tentar melhorar a antiga e decadente residência onde vive.&lt;br /&gt;Vencedora de diversos prêmios, entre eles o de melhor filme no Festival Czech Lion em 2005, a obra tem como um de seus melhores méritos a atuação de Anna Geislerová, que levou o prêmio de melhor atriz no Festival de San. Ela incorpora Dasha, mãe de dois meninos pequenos que foram abandonados pelo pai, que se envolve profundamente com um homem que passa os dias enrolando-a com promessas jamais cumpridas. Atormentada com as catástrofes que a rodeiam, afasta-se cada vez mais seus amigos. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/RwGv_YJXNDI/AAAAAAAAAAk/rZhU77iSuT4/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116564155017933874" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/RwGv_YJXNDI/AAAAAAAAAAk/rZhU77iSuT4/s200/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário de se direcionar para a felicidade, o enredo parece ir deteriorando-se aos poucos e seus personagens mais parecem se acostumar com sua ruína do que se superarem. Suas histórias tornam-se ainda mais completas e, consequentemente, profundas e tristes em sua relação com a trilha sonora eleita por Leonid Soybelman, que se adequa perfeitamente ao clima da trama. Ao mesmo tempo em que cultiva a tragédia, o filme demonstra como pequenas situações aparentemente sem importância e significado algum podem se transformar em bons momentos. Leves pitadas de felicidade, se é que assim se pode nomear-las.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-5371100354600750217?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/5371100354600750217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=5371100354600750217' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/5371100354600750217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/5371100354600750217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2007/10/algo-muito-longe-da-felicidade.html' title='Algo muito longe da felicidade'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/RwGvZIJXNBI/AAAAAAAAAAU/bIX0JR0pE7Q/s72-c/untitled1.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-6258671881288591930</id><published>2007-09-23T00:18:00.000-03:00</published><updated>2007-10-01T22:16:20.152-03:00</updated><title type='text'>Sonhadores em meio à revolução</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/RwGbm4JXNAI/AAAAAAAAAAM/dyRVR6rgO9g/s1600-h/dreamers04.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116541743878583298" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="124" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/RwGbm4JXNAI/AAAAAAAAAAM/dyRVR6rgO9g/s320/dreamers04.jpg" width="196" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na década de 1960 em Paris, Henri Langlois é banido da direção da Cinemateca Francesa, desencadeando manifestações estudantis que acabaram tornando-se violentos tumultos de cunho político, social e moral. É nesse contexto que se desenvolve a trama do filme Os Sonhadores, de Bernardo Bertolucci, mas não é exatamente esse o seu tema. Bertolucci centra-se mais no que ocorre lado a lado e no que se mantém escondido em meio à revolta do que de fato nela.&lt;br /&gt;Durante as manifestações, três jovens têm suas vidas unidas pela paixão pelo cinema. Isabelle (Eva Green) e Theo (Louis Garrel), gêmeos siameses, nutrem uma curiosidade em relação ao norte-americano Mattheu (Michael Pitt), que vai à Cinemateca sempre sozinho. Surge, então, uma oportunidade de contato entre eles, que se identificam instantaneamente. Identificam-se tanto que, assim que seus pais viajam, os irmãos convidam, ou melhor, praticamente intimam Mattheu a trocar o seu pequeno quarto pelo apartamento onde moram. Inicia-se uma estranha relação entre os três, que entremeia momentos de infantilidade e maturidade, imaginação e realidade – características já marcantes em alguns filmes do diretor italiano, como O Último Tango em Paris.&lt;br /&gt;A história transcorre praticamente toda dentro de um apartamento, de onde os três quase nunca saem. Sua diversão é fazer adivinhações sobre cinema, ouvir música e discutir questões políticas e cinematográficas, enquanto ignoram a realidade que está do outro lado da porta. O pseudo-interesse pelos movimentos revolucionários pode ser percebido pela falta de contato dos jovens com as notícias, pelo abandono dos colegas da faculdade por parte de Theo e Isabelle e, principalmente, pela frase de Mattheu direcionada a Theo: “se você realmente acreditasse no que diz, estaria lá fora com os manifestantes”.&lt;br /&gt;A narrativa centra-se durante a maior parte do tempo nos três protagonistas, mas não se torna, em nenhum momento, cansativa, demonstrando a competência de Bertolucci. A inserção de trechos de cenas clássicas do cinema acompanhadas dos maiores sucessos de rock da época exemplifica os diálogos, atraindo ainda mais o interesse do espectador. O diretor utiliza-se ainda de insinuações, deixando fatos quase se sucederem, mas não se sucedem. O espectador fica na expectativa de que tudo apareça na tela, mas não, Bertolucci prefere deixar nas entrelinhas.&lt;br /&gt;O filme é repleto de cenas de nudez, sexo e masturbação, mas todas transcorrem na maior naturalidade. As representações de Eva, Louis e Michael colaboram ainda mais para sua eficácia; são tão convincentes, que nem parecem atuações. Ameaçado de censura antes de seu lançamento em 2003, Os Sonhadores acabou sendo exibido na íntegra. Não teria nenhum motivo para ser diferente, pois não há excesso algum.&lt;br /&gt;O filme não se trata de nenhuma apelação pornográfica que ocorre em meio a um período tumultuado da história européia somente por ocorrer. Retrata os alienados que vivem a realidade como se fosse cinema e aderem à revolução mesmo sabendo pouco sobre ela.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-6258671881288591930?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/6258671881288591930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=6258671881288591930' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/6258671881288591930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/6258671881288591930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2007/09/sonhadores-em-meio-revoluo.html' title='Sonhadores em meio à revolução'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/RwGbm4JXNAI/AAAAAAAAAAM/dyRVR6rgO9g/s72-c/dreamers04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-117637680521022975</id><published>2007-04-12T08:16:00.000-03:00</published><updated>2007-04-12T08:26:07.770-03:00</updated><title type='text'>A máquina de fazer tempo</title><content type='html'>Durmo seis horas por noite e acordo por volta das sete horas da manhã. Alguns diriam que eu posso me deleitar nos fins de semana. Entretanto, no sábado, minha aula de inglês não permite e, no domingo, caso decida extrapolar, não consigo pôr em dia as tarefas deixadas para trás durante a semana por falta de tempo. Mal ponho os pés no chão e a correria já me pega. E não é só comigo que funciona assim. Pelo menos isso me serve de consolo. Vejo colegas que precisam de dois empregos e mal sobra o fim de semana para estudar.&lt;br /&gt;Me frustro com tudo isso, mesmo sabendo que quase ninguém que eu conheço consegue dar conta de tudo o que faz ou gostaria de fazer. Me frustrei mais ainda na segunda-feira, na reunião do projeto de pesquisa do qual sou bolsista. Durante o encontro surgiu o assunto Moacyr Scliar. Seja porque ele está de aniversário nesta semana ou por seu reconhecimento como escritor. Não importa. O que nos despertou mesmo atenção é que ele completa hoje* setenta anos e tem setenta e quatro livros publicados. O primeiro foi escrito aos 25 anos. Ele escreve mais de um livro por ano; eu mal dou conta de ler os jornais diários. Faz mais de um ano que tento terminar o roteiro de um média-metragem e não consigo parar, pensar e despejar no papel as idéias que faltam para aprofundar uma questão que ainda está superficial. O máximo que já consegui escrever na minha vida inteira por espontânea vontade foi o roteiro de um curta-metragem que tem cinco páginas. Escrevo freqüentemente, para algumas disciplinas da faculdade, textos de uma ou duas páginas, mas, confessando, acabo escrevendo somente porque sou obrigada a fazê-lo.&lt;br /&gt;Não consigo ver o Scliar como uma pessoa comum que passa na rua por mim e dá bom dia. Para mim, parece que os dias são cada vez mais curtos. Para o Scliar parece que não. Dá aula de medicina preventiva na Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre e escreve livros que, muitas vezes, não têm relação alguma com medicina. Se não bastasse, contribui, ainda, com os impressos Zero Hora e Folha de São Paulo. Uma professora minha disse uma vez: “ele escreve tanto porque não é professor”. Engano seu. Ele não só é professor como, dentre todas suas atividades, ainda tem um filho. Já adulto, é verdade, mas, quando era pequeno, o Moacyr já escrevia. Scliar não só não é comum, como não é humano. É uma maquina de fazer tempo.&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;_________________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;*23/03&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-117637680521022975?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/117637680521022975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=117637680521022975' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/117637680521022975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/117637680521022975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2007/04/mquina-de-fazer-tempo.html' title='A máquina de fazer tempo'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-117012125138107669</id><published>2007-01-29T23:30:00.001-02:00</published><updated>2007-01-29T23:40:51.396-02:00</updated><title type='text'>A pauta do azar</title><content type='html'>Saí de casa para um dia normal, esperando que nada demais acontecesse. Caminhei três quadras até a parada de ônibus, confabulando, durante o caminho, as desculpas que daria para o professor. Minha matéria não tinha ficado pronta. Pensei. Pensei e pensei. E não encontrei nenhuma justificativa melhor do que “não tenho assunto para fazer matéria”. A verdade era que eu tinha passado uma, duas, três semanas ou mais exigindo que meus neurônios interagissem entre si e descobrissem um supertema que ainda não tivesse sido abordado por ninguém ou, pelo menos, que tivessem um brilhante insight acerca de um viés para tratar de um assunto do qual todo mundo já está cansado. A mínima esperança que eu tinha era que um furo jornalístico caísse na minha cabeça como uma gota de chuva perdida no meio de um dia completamente ensolarado. O que eu poderia contar de novo para uma sociedade completamente globalizada e que gira em torno da informação e busca cada vez mais acesso a ela? A não ser que levasse esta até um lugar completamente desprovido da globalização, mas não estaria tratando de nenhum assunto diferente, apenas transportando os mesmos até um ponto do planeta que nunca tivesse tido acesso ao mundo “civilizado”. Quer dizer, acho que há bem mais chances de eles viverem num mundo civilizado porque o nosso está longe de poder ser mencionado assim. Ou, quem sabe, eu poderia trazer eles até a nossa realidade em forma de matéria jornalística. Não, não. Definitivamente não. Com certeza alguém já deve ter descoberto aquela aldeia isolada e, mesmo que ninguém tenha chegado até ali, seria uma injustiça acabar com a vidinha pacata e feliz deles entregando-os às mãos da globalização.&lt;br /&gt;            Na parada do ônibus havia eu, uma moça – um pouco mais velha do que eu, talvez – e uma senhora. O ônibus chegou no meio dos meus devaneios e eu estava tão perturbada e, ao mesmo tempo, entretida, que nem sei dizer se ele demorou ou não para chegar. Quando eu vi, ele já estava parado, com as portas abertas, bem na minha frente. Por sorte, num dia que previa ser de azar, tinham mais pessoas comigo na parada. Se não, provavelmente não o enxergaria e teria que criar raízes na parada até chegar o próximo. Esse C2 é uma lerdeza mesmo. Teoricamente deveria vir um a cada quinze minutos, mas normalmente demora vinte e, claro, quando eu estou chegando na parada, ele sempre acabou de passar. &lt;br /&gt;Subi no veículo logo atrás da senhora e dispararam flashes de uma dezena de câmeras fotográficas em cima de mim. Pensei que tivessem descoberto meu talento assim, do nada, que soubessem que eu pego aquele ônibus todos os dias no mesmo horário e estivessem ali somente esperando a minha chegada. Mas, infelizmente, a atenção não era eu. Ou felizmente porque dificilmente alguém se agradaria de ser pego de surpresa por um monte de câmeras às oito horas da manhã quando não acordou de muito bom humor. A atenção estava bem na minha frente.&lt;br /&gt;Uma senhora, num dia parecido com o que eu estava vivenciando hoje, teve sua alegria às oito horas da manhã com a pequena ação do cobrador do C2. Era aniversário dela e ninguém a tinha parabenizado. Quando o cobrador, conhecido como Melancia, perguntou se estava tudo bem, apenas por formalidade, ela respondeu que não e explicou seus motivos. Então, Melancia decidiu dar um presente a ela: uma festa de aniversário dentro do ônibus. E assim são todos os anos.&lt;br /&gt;Essa seria uma pauta perfeita para mim: “pessoas que trabalham de bom humor”, “profissionais que alegram a vida dos seus clientes”, “gente que trabalha de um jeito especial” ou qualquer enfoque deste tipo. Mas eu estava atrasada. Atrasada demais. Aqueles flashes eram de jornais e estavam acompanhados por várias câmeras de emissoras de televisão. Não bastasse a RBS, até a TV Al Jazeera pautava a popularidade do Melancia e da, agora, alegra senhora que tem festa de aniversário todos os anos.&lt;br /&gt;Com muita dificuldade, driblei meus colegas de profissão e a turma que se divertia como numa festa qualquer. Passei pela roleta e me sentei lá no fundo, piscando de sono. Mas não consegui dormir. A agitação era intensa. Repórteres faziam malabarismos tentando enquadrar a festa de aniversário e seus principais componentes. Pessoas que vivenciavam apenas um dia comum de sua rotina reclamavam, xingavam, achavam aquilo tudo uma palhaçada imensurável, inexplicável, intraduzível. Alguns poucos riam e divertiam-se comendo os pedaços de bolo de chocolate que passavam nos pratinhos, de mão em mão, até alcançar algum interessado na sua doçura. Fiquei quieta, num dos cantos do ônibus, assistindo uma magnífica pauta esvair-se por entre meus dedos. Terei que admitir ao professor meu fracasso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-117012125138107669?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/117012125138107669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=117012125138107669' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/117012125138107669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/117012125138107669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2007/01/pauta-do-azar_29.html' title='A pauta do azar'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-116930607888698218</id><published>2007-01-20T13:05:00.001-02:00</published><updated>2007-01-20T13:14:38.900-02:00</updated><title type='text'>A nata intelectual fabicana na festa mais underground de Porto Alegre</title><content type='html'>A mais nova parte integrante de um dos setores mais intelectualmente qualificados da capital riograndense foi obrigada a promover uma festa. Na Fabico (Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS) é assim: os calouros entram achando que são reis porque acabaram de passar num vestibular dificílimo, mas são tão bem recepcionados por seus veteranos que, mesmo não querendo, são forçados a lhes presentear com uma festa. A festa mais alternativa do ano, com a galera mais intelectual da cidade. Decidi ir pra lá. Afinal, com esse público exageradamente pensante, a festa prometia. Prometia tanto que fiquei boquiaberta com o que lá vi.&lt;br /&gt;As festas normais são em boates e as pessoas se arrumam tanto que não é possível reconhecê-las por trás daquela “camisa de força”. Mas a intelectualidade tem de aparecer, portanto ela não se esconde atrás de fantasias de luxo. Fui na festa com a mesma roupa que eu passei o resto do dia. Uma festa feita por uma galera que usa Allstar para um público que passa o dia com mochilas penduradas nas costas não exige muita produção.&lt;br /&gt;As festas alternativas são no galpão do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) – local onde as pessoas não pisam em cima de ti por pena. Um local perfeito para quem passa o dia inteiro de tênis e não se preocupa com aparências. A entrada é no barro (se chove vira um desastre!) – impossível equilibrar-se em cinco centímetros de salto naquela areia toda, quem dirá em dez, ainda mais agulha. A pista de dança é magnífica: volta e meia um escorrega e cai de bunda no chão naquele caldo composto de “ceva”, areia, suor e vômito que cobre todo o piso do salão.&lt;br /&gt;A galera que curte as bandinhas desconhecidas, que venera o rock’n’roll e que menospreza o pagode delira ao som de Art Popular e Ivete Sangalo. As meninas que só usam calças largas espremem-se em calças de&lt;em&gt; stretch&lt;/em&gt; ou fazem questão de mostrar suas coxas grossas – ainda que algumas não cheguem nem perto disso – em mini-saias que parecem cintos. Os Allstars do dia-a-dia transformaram-se em sandálias e botas de salto agulha de dez centímetros de altura, no mínimo, para esconder sua baixeza e insignificância. Do mesmo jeito que a abóbora transformou-se em carruagem a fim de levar a Cinderela até seu príncipe encantado. Mas é compreensível. Na festa havia centenas de príncipes encantados. Garotos inteligentes que carregam consigo todos os dias livros de literatura de diversas nacionalidades. Mas claro que na festa eles não estão com livros. Garotos que despejam nas garotas seus discursos intelectualizados para ver se levam alguma delas para casa, ou quem sabe para cama. Pouco lhes importa o que essas garotas vão lhes dizer depois, se sabem algo sobre literatura e, menos ainda, se entenderam alguma coisa da sua falação. Aliás eles rezam é para que elas não entendam e não notem todas as besteiras que falaram – que nada tem a ver com intelectualidade -, a fim de passar as mãos nas coxas que estão à mostra. Eles querem é que elas rebolem ao som do funk - que não dá trégua durante toda a noite de festa - para ver se suas mini-saias sobem mais um pouquinho (se é que é possível) e deixam escapar de trás de si algo mais.&lt;br /&gt;Pseudo-intelectuais em uma festa pseudo-underground. Gente que através de uma metamorfose instantânea encarna uma pose que as bebidas alcoólicas destroem em questão de minutos. Os indivíduos “posudos” viram pessoas degradadas. Bêbados que, naquele momento, estão lado a lado com os “botequeiros” alcoólatras caídos no chão do lado de fora da festa. Passarão o fim de semana inteiro recuperando-se para na segunda-feira vestirem novamente sua máscara de nata intelectual.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-116930607888698218?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/116930607888698218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=116930607888698218' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/116930607888698218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/116930607888698218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2007/01/nata-intelectual-fabicana-na-festa_20.html' title='A nata intelectual fabicana na festa mais underground de Porto Alegre'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-115671395222214836</id><published>2006-08-27T18:23:00.000-03:00</published><updated>2006-08-27T18:25:52.226-03:00</updated><title type='text'>Menina-moça</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uma porta cinza fria. Porém, basta abri-la para ver uma realidade totalmente oposta à remetida por aquele pedaço de madeira que separa um cômodo de outro. O ambiente convida à psicanálise. Não somente por um quarto mostrar bastante sobre a personalidade de uma pessoa, mas também porque Freud está presente por todos os lados, em páginas e mais páginas. Na parede ao lado da porta, um espelho grande – daqueles que reflete o corpo inteiro de uma pessoa – com um leãozinho pendurado no canto superior direito. O bichinho tem um coração vermelho na ponta do rabo e outro no peito. Um animal selvagem e valente, mas com um quê de meiguice. No canto esquerdo superior do espelho, coladas na parede, uma meia-lua e estrelas que brilham no escuro quebram um pouco as situações chatas do dia-a-dia e possibilitam à garota sonhar.&lt;br /&gt;Ao lado do espelho uma mesinha branca de computador, antiga, transformada em escrivaninha. Livros como O corpo fala e Como trabalha um psicanalista mesclam características adultas de uma pessoa que já é quase capaz de analisar alguém psicologicamente com elementos trazidos da infância e da adolescência. Em cima da mesa, representando esse passado, um arquivo cuja capa tem uma menina, ainda criança, usando um chapelão rosa com bolinhas brancas, que lhe cobre o rosto, envolto por uma fita azul. Ao lado, uma lixeira minúscula, cor de rosa, e um ursinho verde de porcelana que segura lembretes. Uma jovem estudante de psicologia que parece ainda não ter decidido se cresceu o bastante para se tornar adulta ou se prefere a realidade infantil. Ainda que num espaço não tão extenso, Kelly ainda deixa vivos resquícios de sua infância e sua adolescência, convivendo e dividindo lugar com a adulta de agora.&lt;br /&gt;A primeira impressão é de um quarto infantil. Apesar do edredom florido, azul, amarelo e branco, que dá um tom de jovialidade, os primeiros objetos a saltarem aos olhos de quem entra no seu quarto são bonecas e ursos que cobrem a cabeceira da sua cama branca. Em meio às cobertas, aconchegado a um travesseiro, um coração vermelho com asas brancas. Alguém que já pode amar. O que se confirma pelos dois porta-retratos com fotos dela ao lado do namorado, postos na cabeceira da cama. O rostinho sensual das fotos contrasta com os brinquedos ao lado. Na mesinha de cabeceira branca, localizada ao lado da cama, um telefone coberto de recortes de revista traz à tona elementos da adolescência. Uma toalhinha de crochê amarela cobre o criado-mudo, onde, junto com o telefone, há um abajur cor-de-rosa, combinando com a escova de cabelo, e uma bonequinha de porcelana.&lt;br /&gt;A mistura de cores dos móveis não padronizados, os colchões encostados em uma das paredes e o pequeno guarda-roupa cheio de coisas em cima representam bem a menina interiorana que deixou a família para traz em busca de uma possibilidade melhor de estudos na capital. Alguém cuja maturidade e responsabilidade ainda não estão completamente formadas, mas que, aos poucos, vão delineando-se. A saudade da família está bem representada em fotografias. Em cima da estante do computador, há um porta-retrato, em que um ímã em forma de envelope, selado com um coração, prende a foto de Kelly entre seus pais. Logo abaixo, no mesmo porta-retrato, a família reunida: pai, mãe, irmão, irmã, ela e a avó, rodeados por três ímãs amarelos em forma de coração. Ao lado está o irmão, Guto, acompanhado do cunhado, namorado de Kelly. A infância também é mantida, através de fotos, bem próxima de si. Em um porta-retrato rosa cheio de desenhos de flores amarelas e vermelhas e, ainda, uma bonequinha toda colorida, Kelly, ainda bebê, dá gargalhadas no meio de vária almofadas. Essa foto contrasta com sua imagem sentada no colo do namorado com um sorriso para lá de meigo.&lt;br /&gt;Abaixo, na mesma estante, cremes, perfumes, bijuterias e presilhas de cabelo convivem amigavelmente com os livros da época de colégio, dicionários e alguns livros de agora. Escondido, lá atrás das coisas, um coração almofada vermelho. Em cima de uma pilha de livros, nota-se uma revista da Avon. Uma pessoa já capaz de ser uma boa, ou má, vendedora. Em detalhes, objetos representam o oposto. Ao lado do computador há um casal de porcelana sentado numa cama de ferro. Eles usam roupas antigas e a menina segura um ursinho de pelúcia. Perdido no meio dos materiais de estudo, um urso Panda segura um coração vermelho.&lt;br /&gt;Um quarto de uma menina-mulher que quebra a dureza e a frieza da vida adulta com detalhes alegres do passado. Alguém apaixonada ao extremo. Se não pela vida ou pelas pessoas, pelo menos por corações, que estão presentes em todos os cantos do seu quarto. Mas madura. Uma garota que parece ainda não ter determinado se quer realmente crescer. Talvez tente entender os outros através da psicologia em busca de compreender a si mesma. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-115671395222214836?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/115671395222214836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=115671395222214836' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/115671395222214836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/115671395222214836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2006/08/menina-moa_27.html' title='Menina-moça'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-115077731237564861</id><published>2006-06-20T01:21:00.000-03:00</published><updated>2006-06-21T08:44:15.336-03:00</updated><title type='text'>A sociedade só te fode, mas não te deixa foder</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Convivo contigo há muito tempo, mas nunca te vi como naquele dia. Ainda que não saiba se te verei do mesmo jeito amanhã. Acabei de entrar no trabalho sem nenhum ânimo para colocar corpo e mente em ação. Cheguei cabisbaixa, sem a mínima vontade de viver este dia. Nem te dei o “oi” alegre, o beijo ou o abraço amigo já de praxe. Me resumi àquele “bom dia” sem sal da maioria das pessoas que acabou de levantar. Porém, eu não sou assim e, embora nem todos saibam disso, tu acabas de me provar que sabes. Chego aqui sempre em alto pique, pronta para subir uma montanha de cem metros de altura, se preciso. Não é meu dia. Em dias assim normalmente me irrito com o sorriso alheio, com o olhar brilhante, com os olhos rosados e sem olheiras. Mas, contigo, não me irritei hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi Julinha!!! – tu disseste, animado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia. – respondi, como se fizesse um favor. Cabisbaixa, olhei para ti com o canto dos olhos e caminhei da porta até o outro lado da sala, sem me dirigir a ninguém. Sentei à mesa e fingi me encarnar no trabalho. Fechasses o sorriso anterior, aquele que alegra qualquer um mesmo nos piores dias e que, hoje, não conseguiu produzir o mínimo efeito sobre a minha pessoa. Caminhastes, sério, até a mesa onde me encontrava sentada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ju, vamos ali fora um pouco. Tu não estás bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suspirei e te ignorei. Me restringi a isso e não te respondi absolutamente nada. Me levantei e saí da sala. Tu me seguiste. Me sentei no banco mais escondido que vi e tu me seguiu e sentaste ao meu lado. Pus o rosto entre as mãos e abaixei-me até encostar o rosto em meu próprio colo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não agüento mais! – gritei quase explodindo, embora não fosses a pessoa ideal para eu desabafar tudo o que estava se passando comigo, tanto na realidade quanto na minha cabeça. Então, quando me dei por conta, decidi permanecer somente com essas palavras e não disse mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu também não. – tu retrucaste num tom sério mesclado com um quê de tristeza.&lt;br /&gt;-Que? – respondi surpresa pelo teu comentário e sem entender nada sobre a tua intenção ao dizer aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu disse que não agüento mais te ver assim. – tu respondestes meio indignado com o meu não entendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me ver assim? Mas hoje é exatamente a primeira vez em que me vês assim. – agora já estava absolutamente indignada por estares tentando te meter na minha vida e eu não estar entendendo nem um pouco aonde querias chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, Ju. Por favor, né?! E tu ainda dizes que eu não te conheço! Faz, pelo menos, uma semana que estás assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado, ainda que de engraçado não tenha nada. Convivo contigo há mais de um ano e nunca reparei que prestavas atenção em mim. Nunca notei nada no teu sorriso amoroso e confortante, nem percebi que ele só aparecia assim para mim. Agora notei tudo, como se as coisas estivessem tão claras e a burra aqui nem tivesse dado bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu me conheces? – sussurrei meio acanhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu és incrível, Julinha. Só não sabe o que se passa na tua cabeça quem não quer, quem não presta atenção em ti. Tu passas a maior parte do tempo tentando disfarçar o que sabes que é indisfarçável e esforçando-te, do melhor jeito que podes, ainda que não consigas, para esconder tudo o que os teus olhinhos deixam transparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não agüento mais não saber dos meus anseios, ou não compreendê-los. Não é justo eu... eu não saber a pessoa que sou e não entender o que quero. Não saber escolher, não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou falando demais. Merda. Porra, eu morro de vontade de tascar um beijo nessa tua boca, que nem tão bonita assim é. Não agüento mais me segurar para não me atirar nesse teu corpo, nada sarado. Passo todos os dias tentando guiar meu pensamento para outro lado, embora já tenha percebido que é totalmente em vão meu esforço. Quero te agarrar e trepar contigo a noite inteira, o dia inteiro, a semana inteira ou o que precisar para saciar todo o meu tesão e nunca mais precisar sentir o que estou sentindo. Isso não me é permitido. Sou comprometida, não posso, não posso, não posso... Que sociedade é essa que me tortura e me julga, que até eu já estou censurando meus pensamentos e desejo. Não posso!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não posso pensar, nem desejar, nem querer fuder em paz! - Merda. Por que te metestes em meus pensamentos e fizesse eu falar, sem querer, o que eu queria, mas não podia falar?! Estou fudida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que? – tu me olhaste meio encabulado, meio envergonhado, meio... sem graça e sem saber como dar continuidade àquela conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiquei roxa, enrubescida de vergonha e quis sumir naquela hora. Ter super poderes e poder, com um simples pensamento, desaparecer. Mas sair correndo naquele momento seria uma ação completamente covarde e nada madura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpa, Saulo. Acho que estou meio perturbada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha Ju, não sei o que se passa na tua cabeça ou no teu coração ou em ambos. Sei lá. Mas tu sabes nítida e claramente o que eu sinto e eu não vou mais tentar me conter porque faz um ano que tu sabes disso e ficas me enrolando do jeito que podes - ou que não podes. Não vou mais fingir que eu sou teu amigo porque.... porque... Eu te amo. Te quero. Te desejo. Sou louco para morder essa tua boca, arrancar essa tua roupa e fazer.... E tu acabas de provar que tens essa vontade, embora teus comentários não tenham contexto algum. Estou pouco me lixando se és louca, se és comprometida, se és fazida, se não queres... Se não queres, não quero tua amizade porque eu não sou teu amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu achas que é fácil? Tu achas que eu não quero, que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu foste saindo, caminhando em direção à sala de trabalho e eu fiquei parada falando sozinha. Tive vontade de te arrancar os cabelos, de te esbofetear, de te soquear e descontar toda a minha raiva por teres aparecido na minha vida e teres confundido toda a minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Te fode, porra!!! – gritei com toda a minha força. Quando percebi havia uma dúzia de panacas olhando para a minha cara e rindo, fazendo chacota, debochando da situação mais imbecil do mundo. Não acredito que eu passei por isso e que eu estou sentindo isso. Eu não quero entrar na sala, na mesma sala que tu.... Quando vejo minhas coisas “voando” janela afora. Entrei em crise de choro de desespero ou seja lá do que for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para onde será que vais depois daqui? Eu sei que eu vou me arrepender de fazer isso, mas se eu não fizer eu vou ficar louca, mais do que já estou. Vou subir pelas paredes de tanto tesão. De onde será que vem esse sentimento tão absurdo, incontrolável, animalesco...? Saí dali e fui até tua casa, embora não estivesses. Esperei na porta até a meia noite e não sei como não adormeci ali. De repente, te enxerguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que queres aqui? – tu fostes mais grosso do que uma patada de cavalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não vais me convidar para entrar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu abriste a porta e entraste, sem esperar para que a “dama” entrasse primeiro. Foste entrando apartamento adentro, ignorando totalmente a minha presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu achas que eu não quero, então? Essa noite vai ser foda, “meu amigo”, porque faz um ano que eu estou controlando minha vontade de trepar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu surgiste do nada, sem sapatos e sem camisa. Não deixaste eu terminar minha frase e tapastes minha boca com a tua mão, deslizando-a por todo o meu rosto até chegar aos meus cabelos. Acariciaste-os e me puxaste contra ti. O calor tomou conta do meu corpo, acompanhado de uma sensação de medo, ansiedade e adrenalina nas alturas. Minha situação era tão trágica que acho que se tu metestes naquele hora eu gozaria instantaneamente. Mas, se nem todos os homens entendem o corpo feminino, tu entendes muitíssimo bem. Puta que pariu, como isso é bom!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu trepaste comigo até nenhum de nós agüentar movimentar um músculo se quer. Eu caí dura em um segundo, com a sensação de nunca ter tido tanto prazer na vida em tão pouco tempo. No dia seguinte, deu-se a tragédia de eu me acordar antes de ti. Te olhei dormindo e senti algo bem melhor do que a angústia que senti durante todo um ano. Me vesti e saí, com um pouco de arrependimento, ainda que com a certeza de ter feito a cosia certa. Cheguei em casa e meu “namorido” estava sentado na sala esperando minha chegada, que deveria ter-se sucedido há oito horas. Não esperei ele falar nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu estou indo embora. Não me pergunta nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me ajudou. Caiu no choro depois que eu bati a porta e nem imagina que eu desabei assim que pisei fora da casa dele. Mas eu traí a confiança que eu achava que tinha nele e isso era inadmissível para mim. Nunca mais vi nenhum dos dois. Nem meu ex, nem meu amante de uma única noite. Nem pretendo encontrá-los jamais. Depois de tanto me segurar, esta foi a primeira vez que eu me entreguei completamente aos meus desejos mais profundos. Não foi a primeira vez que senti isso e nem será a última, mas não posso mais esquecer.... “a sociedade não permite”. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-115077731237564861?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/115077731237564861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=115077731237564861' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/115077731237564861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/115077731237564861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2006/06/sociedade-s-te-fode-mas-no-te-deixa.html' title='A sociedade só te fode, mas não te deixa foder'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-114305372263186829</id><published>2006-03-22T15:52:00.000-03:00</published><updated>2006-03-23T13:19:35.996-03:00</updated><title type='text'>No Satisfaction</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#cccccc;"&gt;Eis que fui numa outra formatura. Odeio formaturas. Em especial essa, da história. Não exatamente por ser da história.&lt;br /&gt;Foi no sábado, 18 de fevereiro de 2006. Acreditávamos que seria às 18h30min. E para lá fomos, para o salão de atos da Ufrgs. Eu e o Felipe, meu namorado. Eu me equilibrando em cima de um tamanco com um salto minúsculo, emprestado da mãe do Fipa, já que eu tinha ido para a casa dele sem nenhuma preparação para uma “festa”. Depois de ter atravessado, cambaleando na sandália, a Oswaldo Aranha, chegamos. Olhamos à procura do meu irmão e de sua namorada, que lá também deveriam estar. Somente rostos desconhecidos. Procuramos um lugar e sentamos, mas não ficamos nem cinco minutos. Foi o tempo de um dos alunos agradecer pela sua formação como bibliotecário. Nos olhamos, ao mesmo tempo, rindo e decepcionados. A formatura que queríamos era às 21h. No mesmo dia. No sábado, 18 de fevereiro de 2006. No dia do show, no Brasil, da última turnê dos Rolling Stones. Mas como disse, mais tarde, um dos formandos “A Ufrgs tem um calendário de formaturas. Fazer o que...”. Eu ainda tinha esperanças de que a cerimônia acabasse cedo, mas não. Saímos de lá às 24h. Quando entramos em casa o show acabara há pouquíssimos minutos. Em vez de assistir “meus queridos” cantando “Satisfaction”, I really could get no satisfaction.&lt;br /&gt;Mas o evento foi legal. Fora o fato de que eu ter ficado lá sentada durante três horas ouvindo alguns proclamarem seus ideais e outros, na platéia, debocharem. Quando achei que tudo estava acabado, chamaram o professor homenageado, mas para minha felicidade ele disse que os alunos haviam roubado seu discurso. Oba, pensei, agora ele não vai ter quase nada pra falar. Triste engano. Fiquei mais, no mínimo, meia hora ouvindo um blá-blá-blá acerca das cotas nas universidades e um idealismo que só o clã deles entende sobre “educação para todos”, “temos que lutar por isso” e talz. Talvez, como já disse o Longhi, o dever dos professores devesse ser, de fato, ensinar e educar em qualquer circunstância, assim como os médicos prestam juramento ao se formarem, deixando claro que seu dever é lutar pela vida seja em que circunstância for. Mas dizia o Longhi que os professores tornaram-se como ele, insensíveis, e abandonaram seus ideiais e que, além disso, demonstram isso a cada greve em que lutam por um “miserê” de aumento em seus salários preterindo os alunos com sede de aprender. Mas será que, se os professores deixaram de lado seus ideais, os alunos ainda continuam sendo aqueles tão sonhados estudantes curiosos e dedicados que querem aprender a todo custo e circunstância? Acho que não. Acho, como foi dito milhões de vezes na formatura da história, que a educação é um direito de todos, mas também acho que as cotas nas universidades resolvem parte do problema e ignoram o cerne da questão. Se você construir uma casa cheia de detalhes em cima de uma base mal estruturada, não adianta nada, porque, com o tempo, a base deteriorar-se-á e a beleza que está ao alcance dos nossos olhos vai por água abaixo. Resumindo, tapa-se o sol com a peneira. Talvez a comparação seja ridícula, mas quantos dizem coisas absurdas com as quais milhões de pessoas concordam?! Pelo menos eu acredito nas coisas, para alguns ridículas, que digo, pior os que dizem sem nem entender, copiam de outro sem nem acreditar. Talvez eu já tenha fugido do que eu realmente quero dizer, mas estou tentando chegar lá, enquanto fujo do meu rotineiro trabalho. Faltam-me coisas pra fazer, por isso escrevo. Deveria fazê-lo sempre. São muitas idéias, mas tantos motivos para evitar pô-las no papel. Eis que já estou aqui. Enrolando.&lt;br /&gt;A questão é que fiquei naquela cerimônia “desumana” durante um tempão, ouvindo coisas que eu realmente não estava com vontade de ouvir. Muitos, creio eu que a maioria da população, querem que todos tenham educação, querem que os políticos sejam mais sensatos e honestos, querem que o país, não seja o melhor de todos, seja agradável e que faça nós sentirmos um pouco de orgulho dele. Mas é engraçado ver os sonhos de tanta gente serem separados por facções ridículas. Ver algum partido que tenha um ideal grande e bom repartir-se por, às vezes, peculiaridades insignificantes, que fazem a maior parcela desistir de lutar, com a força necessária, para atingir um objetivo maior, mais importante e significante. Assim, o povo divide-se em grupos minúsculos e com pouca força, deixando de se aliarem em busca de um grande ideal. Mais ou menos assim me senti naquela formatura. Enquanto uns falavam, outros na platéia riam, debochando das “besteiras” que os que estavam no palco falavam. Mas quem pensa realmente besteiras? E quem determina se uma coisa é besteira ou não? O que me irritou foi que muita gente que não estuda história provavelmente tem ideais em comum, mas eles fecham-se tanto no “mundinho” deles que acabam isolando o resto sem nem perceber. Não estou direcionando isso apenas aos historiadores, formados ou em formação, apenas citei-os porque presenciei-os durante um tempo suficiente para me indignar. Não com eles especificamente, mas com as pessoas de modo geral. Porém, é provável que eu tenha ficado deveras chateadas com o show que eu já tinha me programa há um tempo para ver e não vi.&lt;br /&gt;Retrocedendo, sobre o Longhi e a greve dos professores, não si se a paralisação é deles é valida. Acho que eles sentem-se injustiçados, não todos, alguns deles. Porque, infelizmente, não são todos que tem boas intenções com a greve. Sabemos bem que muita gente que trabalha em serviço público faz para ter serviço mole, já que no serviço privado, teoricamente, se não cumprimos nossa obrigação somos imediatamente “despejados”. Entretanto, no serviço público não é tão mole assim. Enquanto milhões de pessoas rezam todos os dias, pedindo ao Deus que nem sabem bem se existe ou não, emplorando para que um trabalho surja, assim, repentinamente, outras ficam lá “coçando” durante o trabalho e não podem ser demitidas assim, do nada, porque prestaram concurso público. Desculpem-me, mas eu me indigno sim! Me indigno porque todos os movimentos sociais que têm boas chances de darem certo e chegarem a algum lugar contaminam-se pelo caminho, assim como os políticos, assim como o nosso “querido” Lula.Porém, vejo muita gente reclamando do ponto de vista dos alunos, que ficarão sem aula e enquanto muitos deles vão para a televisão dizer que lamentam a greve porque estão perdendo dias de aula, quando, na verdade, não estam nem aí para o aprendizado. De novo, não estou generalizando. Há, sim, exceções.&lt;br /&gt;É isso tudo o que me incomoda. E o que me deixou deveras “atormentada” na formatura. Um monte de gente jurando amor e dedicação a profissão, quando muitos já se formam com o intuito de passar os outros para trás ou, quem sabe, ganhar a vida de um jeito fácil. Na verdade, muitos nem estão preocupados com a educação. Quem dera estivessem. A verdade é que é minúscula a quantidade de gente daquela turma que realmente lutará até o fim dos seus dias pelo que acha correto. De dinheiro todo mundo precisa, mas o que vale é quem une seus interesses e as coisas pelas quais quer lutar. E pra isso é preciso muita sabedoria.&lt;br /&gt;Já falei de milhares de coisas num texto só. Talvez pareçam desconexas, mas, na minha cabeça, estão deveras ligadas entre si. Enfim, perdi meu show para ouvir milhares de idelizações de coisas que talvez jamais se realizem. Pelo menos, estava muitíssimo bem acompanhada. Melhor, impossível.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-114305372263186829?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/114305372263186829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=114305372263186829' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/114305372263186829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/114305372263186829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2006/03/no-satisfaction.html' title='No Satisfaction'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-113665762858905272</id><published>2006-01-07T15:58:00.000-02:00</published><updated>2006-04-12T10:50:10.070-03:00</updated><title type='text'>É chegada a hora</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;É a minha vez. Eu preciso levantar, abraçar meus colegas, pular a minha música e comemorar, como todo mundo já fez. Tenho que tomar coragem e caminhar em direção àquela bancada. Com meu capelo na mão, para entregá-lo a alguém que o colocará na minha cabeça conferindo-me o grau de alguma profissão que nem me lembro qual, tamanho é meu nervosismo. E, depois, calmamente, dirigir-me ao microfone, posicionar-me frente àquela platéia tão vultosa que, ansiosa, aguarda as minhas belíssimas palavras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Mas eu estremeço. Simplesmente porque não tenho idéia do que falar. Não posso esquecer de agradecer. Não posso esquecer ninguém. Todos, até agora, foram imbuídos de romantismo, tomados por um sentimentalismo contagiante, mas meu ceticismo me faz questionar o quão verdadeiro ele é. Todo mundo chora, emocionado. Mas eu não consigo. Simplesmente porque não sei se desmorono em lágrimas devido a minha tamanha alegria ou a minha imensa tristeza. Não sei. Porque me sinto imensamente feliz por estar aqui e agora, por ter lutado tanto e ter chegado onde cheguei, ter alcançado meus objetivos ou, pelo menos, parte deles, eis que quero mais, muito mais. Porque me sinto demasiadamente triste, pois, no meu caminho até aqui, logrei momentos tão bons e gratificantes que tenho dúvidas de se quero deixá-los pra trás. E, na dúvida se choro de alegria ou de tristeza, deveria ser mais intenso meu pranto, mas acabo simplesmente não chorando, nem uma lágrima, nem, ao menos, uma simples gotícula.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Fico paralisada, sem saber exatamente se por nervosismo ou por não ter a mínima idéia do que falar. E travo porque todos declaram em público seu amor, seu amor aos pais, aos namorados, aos irmãos e a todos que merecem. Se é que, de fato, merecem. Não. Não estou dizendo que não merecem o amor, nem a declaração do amor. Refiro-me aos agradecimentos de formatura. Se é que eles merecem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Fico anestesiada em frente a esse tão imenso público por não conseguir enxergar em que parte ele começa e em que parte termina. Sinto-me constrangida e nem um pouco à vontade, simplesmente por não saber declarar meu amor e por achar que esse momento não foi feito pra declarar amor algum. Mas o mais estranho é que o que me atormenta não são os desconhecidos que por ventura estejam aqui. O que me incomoda e me angustia são os que me conhecem. É meu medo de esquecer as pessoas, de não saber falar direito ou de, simplesmente, não falar quando todos esperam que eu fale. Quero agradecer somente a quem realmente me ajudou a estar aqui hoje. Porém, não posso. As circunstâncias não me permitem ou, talvez, as pessoas não me permitam. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Não quero cair nas mesmices e começar agradecendo a Deus, como a maioria fez. Até porque seria hipócrita, já que tenho grandes dúvidas sobre sua existência. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Talvez devesse agradecer a minha universidade, por ela ser pública, gratuita e de qualidade. Entretanto, paira minha incerteza sobre se ela é, de fato, tão boa assim. Muitas vezes briguei por não achar os professores suficientemente bons, pela falta de estrutura e pela mínima quantidade de vagas. Se não fosse a Ufrgs eu teria chegado aqui de uma outra forma, e, mesmo que não estivesse aqui e que nunca chegasse onde estou, procuraria um meio alternativo de conquistar meus objetivos. Ainda que não me formasse, ainda que não fizesse porra alguma de faculdade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Vivemos hoje em função disso, angustiados dia-a-dia pensando “tenho que ter um curso superior”. E nos formamos, às vezes nem tanto por querer, mas porque a sociedade, de certa forma, exige isso. “Ou morreremos de fome”. Mas o que nunca nos avisaram é que poderemos “morrer de fome” mesmo tendo uma profissão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Posso agradecer a meus amigos. Mas não a todos, até porque muitos me atrapalharam no meu caminho. Bem, talvez esses não sejam realmente meus amigos. Mas como decepcionar em frente a este monte de gente pessoas que eu adoro e simplesmente preteri-las? A questão é que as pessoas confundem. O fato de eu não agradecer alguém aqui não quer dizer que a pessoa não é importante pra mim. Isso não é uma cerimônia de declaração de amor. Estou aqui pra agradecer somente quem teve relevância direta no meu caminho até aqui e quem, de fato, colaborou de alguma maneira para que eu aqui chegasse. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Agradecerei aos meus pais porque deles não posso esquecer. Não só porque eles ficariam muito sentidos, mas porque eles realmente merecem meu agradecimento. Não simplesmente porque os amo, acho que agradecer alguém, nesta ocasião, simplesmente por amor não tem relevância alguma. Mas eles merecem. Primeiro porque se não fosse por eles eu não estaria aqui, neste mundo. Depois, porque, se não fosse pelos conselhos do meu pai, nem jornalismo eu estaria fazendo. Mas também tenho que agradecer a minha própria coragem de ter largado o curso quase na metade em uma universidade particular para fazer cursinho de novo e entrar na federal. Se fosse pelos meus pais eu não teria feito isso de jeito algum. “Tu vai te atrasar guria”, retumbava na minha mente a frase deles. “Hoje parece que não, mas na hora que fores procurar emprego tua idade fará diferença e quanto mais tarde tu te formares, pior.” Isso me incomodava, me angustiava e não deixava eu fazer as coisas que realmente eu queria fazer. Mas bati pé e saí da particular. Não me arrependo. Amadureci muito nesse tempo e hoje acho que fiz o melhor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Posso agradecer, quem sabe, a mim mesma por ter batalhado o suficiente e conseguido entrar na federal e não estar gastando rios de dinheiro em uma universidade particular em que o ensino, que deveria ser muito melhor do que o das federais, não é tão entusiasmante assim. Acho que o fato de eu estar aqui eu devo principalmente a mim mesma. A minha vontade, ao meu empenho e dedicação. Mas parece ridículo agradecer a si mesmo, porque ninguém acredita que possa chegar até aqui somente com sua própria força. E talvez não possa. Porém, muito da nossa conquista devemos a nós mesmos, eis que ainda que outras pessoas nos apóiem, se não tivermos garra pra ir lá e fazer o aconselhado e o sonhado, nada aconteceria. Nada se realizaria. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Então, vejo, de longe, todos que vieram aqui, nesta noite, me prestigiar e enrubesço. E, com medo de magoar os outros, sou a pessoa mais sem graça, que, ao invés de fazer um discurso, não faz alusão a ninguém, diz apenas “obrigado” e sai. Se é para magoar alguns e fazer outros chorarem de emoção, não digo nada. E nada muda, continuo empossada jornalista. Num clã diferente dos que aqui agradeceram, com tanta eloqüência, até quem não queriam agradecer. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;******************************************************&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Como boa parte dos que estão lendo aqui sabem, ainda não me formei. E estou ainda um pouquinho distante disso. Porém, o tempo passa voando e foi, na quinta-feira, na formatura da minha amiga Léli, que fiquei refletindo acerca dos discursos das pessoas e de seus agradecimentos. E, de uma conversa a respeito disso com meu namor, acabei me inspirando pra escrever este textinho. Mas, por favor, não me chamem de hipócrita ou demagoga caso na minha formatura eu não aja deste jeito. É muito fácil ver tudo isso sendo a platéia. Entretanto, ainda não tenho condições suficientes para saber como é ser o prestigiado. Se eu fizer tudo ao contrário do que diz aqui, não se espantem, estará aqui uma crítica feita por mim a mim mesma. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-113665762858905272?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/113665762858905272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=113665762858905272' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/113665762858905272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/113665762858905272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2006/01/chegada-hora.html' title='É chegada a hora'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-112490528043682866</id><published>2005-08-24T14:34:00.000-03:00</published><updated>2005-08-24T14:41:20.446-03:00</updated><title type='text'>Amor Quimérico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;           Tudo o que a gente quer é amor. Tornar real nossa idéia quimérica de amor. Não interessa dinheiro, estabilidade, beleza, nada de coisas materiais e mundanas. Por vezes, acreditamos que realmente conseguimos isso; alcançamos nosso almejado relacionamento sem interesses, sem esperar nada em troca, sem se martirizar em pensar no passado e no futuro. Parece perfeito, em alguns momentos realmente o é.&lt;br /&gt;            Passa o tempo, por mais que a paixão ainda seja ardente nossos olhos não são mais os mesmos. Precisamos fazer algum pequeno, por horas, grande esforço pra conseguir enxergar as qualidades antes tão evidentes. Há momentos em que milhares de defeitos aparecem claramente, enquanto as qualidades... onde estão? Acho que isso é um defeito que o ser humano tem, sempre deixa as coisas ruins espalharem uma névoa sobre as boas tapando sua visão. Isso estraga um momento bom em pouco tempo, um relacionamento bom em muito pouco tempo. É simples vermos muitas qualidades em pessoas que conhecemos pouco e idealizá-las como se fossem grande coisa, mas difícil é enxergar as grandes qualidades de alguém quando os defeitos tomam conta, aliás basta um tornar-se perceptível. Findam-se as qualidades.&lt;br /&gt;            Acho que Marina conseguiu um amor bem melhor do que tudo isso. Conseguiu uma vez, ao menos, ver as qualidades dentre milhares de defeitos. Achou alguém com quem se dava excepcionalmente bem; sem brigas, tropeços, dúvidas ou embaraços. Isso não foi suficiente pra ela. Foi ambiciosa. Diz pensar só no presente e curtir o momento, mas na verdade não o faz. Pensou no futuro quando viu que seu caminho estava tomando um rumo sério demais. Foi aí que Matheus apareceu.&lt;br /&gt;Ela estava tranqüila, estabelecida e cheia de certezas; bastou ele dar um passo na sua direção pra virem à tona todos esses questionamentos. Amor não era problema pra ela, relacionamento tampouco, mas ele revirou sua realidade em segundos, destruiu um relacionamento sério, quebrou tabus, transformou suas certezas em ruínas. Criou problemas, mas estando sempre ao seu lado, estendendo-lhe a mão. Piorou. Ela não era capaz de sair daquele entrave, cada braço a puxava para um lado, partindo seu coração em dois. Só que era inevitável a tomada de decisão. Decidiu. Chutou o passado pra trás, arriscou dando passos cada vez mais incertos. Beijou muitas vezes aquela boca quente e se afagou naquele abraço magro, caloroso e doce. Deitava sempre naquele ombro amigo, ou quase amigo, ou falso amigo, vai saber. Esqueceu de segurar seu coração que correra a passos largos na frente da razão.&lt;br /&gt;Ele conseguiu. Vitorioso, resignou-se. Deu-lhe às costas e foi embora sem capacidade, nem coragem pra acenar. Fugiu, mas não podia. Seus mundos eram iguais, embora tão diferentes. Horários coincidentes, locais a dividir, amigos em comum. Quisera ela fugir. Arcou com seu fardo e sorriu, mesmo perante sua dificuldade extrema em lidar com esse sentimento inquebrantável. Enquanto ele permanecia reverberante, embora aparentemente estático, inabalável diante da sua consternação. Tentava, em vão, dissuadi-la e a si mesmo, enquanto abusava da profusão. Assim veio o inevitável: a decepção. Um dia aparentemente comum tornou-se descomunal. Numa das reuniõezinhas da turma ela é quem era feliz e inabalável. Recuperada, improvável, conformada talvez. Até que ele abusando da sua exuberante liberdade estendeu a mão, não pra ela, pra outra pessoa sem importância qualquer pros dois. Embora portadora de uma beleza extasiante que encobria seu olhar palermo e dissimulado de mistério. Assim, ele perpetrava o assassinato de qualquer relação entre os dois. O carinho virara mágoa. O amor, raiva. A amizade, malquerença.   &lt;br /&gt;A seguir se deixaram levar por brigas e carinhos intercalados indevidamente. Olhos se encarando tentando alguma à toa discrição. Aquele olhar taciturno nos seus olhos escuros, tristes e frios que a sugavam cada vez que se moviam em sua direção. Ignoravam-se quase mutuamente, instigando o ódio. Conversas intencionadas a amenizar tudo isso, ainda que em vão. Bastavam mais alguns dias, com esforço uma semana, mas eles se entregavam aquela guerrinha recíproca mais uma vez. Ela desistiu disso. Não quer mais pazes com alguém que mesmo que tente não entenda. Cansou de pessoas que quando precisa não estão ali e quando não precisa revelam-se prestativas. Não vai mais fingir simpatia, amizade e afeição. Ela não quer amizade, mas não sabe que ele também não. Se provocam e incutem o ódio que se odeiem de verdade. Desse momento em diante tudo é recíproco, embora falsamente.&lt;br /&gt; Destarte, decidiu tratar-lhe do mesmo jeito. Como não tinha ninguém em quem investir nem cogitou a idéia de dar-lhe o troco por tudo o que ele lhe fizera. Isso não seria honrado e estaria se rebaixando a mesquinhez dele. Não banalizaria seu beijo como ele havia feito. Resguardou-se. Num momento qualquer ela percebeu a existência de alguém que lhe era conhecido, embora não muito próximo. Um olhar sutil e um jeitinho misterioso. Uma pessoa séria, ainda que com um quê de graça. O relevante nisso tudo é que ele era completamente diferente do outro. Opostos. Maniqueus. Dia e noite. Alegria e tristeza. Guerra e paz. Amor e ódio. Sim, amor e ódio. Talvez literalmente poderia traduzi-los assim.&lt;br /&gt;Desistiu do passado e sonhou com o futuro incerto. Um relacionamento iniciava-se ali, embora ainda não existisse concretude alguma. O filho da puta voltou, do nada, sem nenhum bom argumento convincente, nem um ruim não convincente, na verdade. Arrependeu-se e deu meia volta, mas deu pra trás de novo, criando situações embaraçosas sem motivos, nem necessidade alguma. E assim seguiu. Parece que não pode perder. Balançou o coraçãozinho da Marina de novo que, forte, não se deixou abalar.&lt;br /&gt;É assim que acontece. É assim que ocorre com muita gente. Palavras doces que traduzem sentimentos doces em momentos amargos. Palavras amargas que traduzem sentimentos amargos em momentos doces. Inconstâncias. Situações amáveis que não duram mais do que minutos, por vezes horas, mas que raramente passam de um dia. As vinte quatro horas diárias passam e a doçura cede lugar à frieza, as belas palavras, a frases dolorosas. Assim, seguem cobrindo o amor com palavras feias tentando disfarçar e se enganar, transformando o amor, pressuposto deveras belo, num sentimento repleto de achaques. Destarte, ela segue sua velha rotina buscando, procurando o tão almejado amor quimérico dos sonhos de todos. Ele não existe; ela sabe. Acaba aceitando o ser humano do jeito que ele é. Ora seu egoísmo; ora sua abnegação. Conforma-se que esse sonho de amor perfeito está longe de tornar-se realidade e que a paixão precisa de um tempo irrelevante pra tornar-se retorta e decrépita. Por isso, fica assim. Entre altos e baixos, prefere o início incerto desse novo amor estável.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;*********&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há quem não vá gostar, mas esse eh o melhor de todos na minha opinião!!! Pelo menos ninguém vai poder dizer que não é assim que acontece... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-112490528043682866?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/112490528043682866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=112490528043682866' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/112490528043682866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/112490528043682866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2005/08/amor-quimrico_24.html' title='Amor Quimérico'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-112345925727759742</id><published>2005-08-07T20:55:00.000-03:00</published><updated>2005-08-07T21:08:54.906-03:00</updated><title type='text'>Escrevendo nada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Escrever sem saber sobre o quê; esta é uma grande arte. Normalmente isso ocorre quando somos impostos a fazê-lo, mas cá estou eu fazendo isso por minha própria vontade. Geralmente, na falta do que escrever, as pessoas acabam falando sobre a própria dúvida do assunto, sobre ser obrigado a escrever quando não se tem um tema. Não farei como a maioria, ao revés prefiro falar sobre a pobreza de recorrer à dificuldade em encontrar um assunto como principal tema. Até porque me parece ridículo escrever sobre isso perante tantos objetos aos quais poderia fazer referência.&lt;br /&gt;Poderia escrever sobre muitas coisas, referir-me à atual situação política decadente no nosso país ou refletir acerca da pobreza que toma conta do mundo. Parece-me plausível, ainda, falar de amor, como muitos o fazem na falta de assunto, talvez porque seja fácil fazê-lo, ou, quem sabe, seja muito difícil e, ainda que não encontrem palavras para expor seus sentimentos, tentam eternamente. Ainda seria possível versar sobre o trabalho do qual acabei de pedir demissão e descrever o meu contentamento por ter conseguido um estágio relacionado à minha futura profissão. Poderia, também, tentar transcrever o sentimento que tomou conta de mim quando, depois de me empanhar ao máximo na realização de um trabalho, não tirei nota máxima. Ainda parece-me razoável falar da decepção que tive com uma amizade de anos a fio. Não há dúvidas de que eu tenho liberdade pra escrever sobre o que eu tiver vontade. Tenho autonomia para abordar a guerra, ou, quem sabe, a paz. Por isso soa absurdo dizer que se começa a escrever sem saber sobre o que, eis que ocuparia um número considerável de páginas tentando mencionar assuntos possíveis que alguém poderia utilizar. Quem sabe a dificuldade seja a escolha de uma entre esse montão de questões.&lt;br /&gt;Não. Pra mim não. Sei muitos temas sobre os quais poderia falar, mas não me sinto preparada o suficiente pra dizer algo diferente do que milhares de pessoas já disseram. Talvez essa seja a situação das pessoas que sentem dificuldade em escolher um argumento para desenvolver. Aparentemente tudo já foi dito de todas as maneiras possíveis, ainda que tenha consciência de que isso não é possível. Assim como cada um sente diferente, cada pessoa escreve diferente e pensa diferente. Destarte, mesmo que sejamos muito tendenciosos, não conseguiríamos dizer nada exatamente igual ao que outro disse, a não ser por meio do plágio. Pode ser num único ponto diferente que esteja nossa idéia brilhante e é possível que aí ganhemos destaque.&lt;br /&gt;Não obstante, sou humana, e, como muitos, sinto-me insignificante para fazê-lo, por isso prefiro escrever sobre nada. Mas muitos diriam que ao falar sobre nada já estaria considerando um tema, pois se de fato meu intuito fosse versar sobre nada, não perderia meu precioso tempo, nem desgastaria as pontas dos meus dedos para digitar coisas que não diriam coisa alguma a ninguém. Eis que tento fazê-lo ainda com extrema dificuldade porque visando fugir das fugas comuns encontradas por muitos, tento algo diferente, porém impossível de se fazer para qualquer ser humano em sã consciência. Dizer nada seria simplesmente não falar nada, não escrever nada, ou, em última instância simplesmente pronunciar a palavra “nada”. Ao final desse texto, que se iniciou tento como intuito nenhum assunto específico, findo-o com o que desde o início tornou-se um tema: a crítica a quem sem ter o que escrever, prefere falar sobre a dificuldade de escrever a falar sobre nada. Entre essas opções, fico com o desprezado nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-112345925727759742?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/112345925727759742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=112345925727759742' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/112345925727759742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/112345925727759742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2005/08/escrevendo-nada.html' title='Escrevendo nada'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12985799.post-112295015971460897</id><published>2005-08-01T23:35:00.001-03:00</published><updated>2005-08-06T21:33:13.796-03:00</updated><title type='text'>Mesmos Dias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#339999;"&gt;Os dias passam quase sempre iguais, lugar comum, e nós incansavelmente em busca de novidades revitalizantes. Chega à noite depois de mais um dia duro de trabalho ou de estudo e dessa egoísta realidade. Deitamos a cabeça no travesseiro em busca de um consolo fictício. Queremos sonhos bons, pelo menos isso. Torcemos para não cair na rotina de nossas consciências, que ao menos o inconsciente nos salve dessa e sirva-nos de fuga. Os olhos fecham-se, mas o sono não vem. Permanecemos ali por algum tempo, revirando-nos, remoendo a realidade e as verdades das quais não queremos mais lembrar. Viramos de um lado para o outro, escondemos o rosto embaixo das cobertas, fechamos mais uma vez os olhos e nada. Até que o corpo cansado não se agüenta mais. Assim, desistimos de pensar, embora saibamos não ser possível. Sem esperar, adormecemos e agradecemos por isso, pedindo que o outro dia seja diferente, que nós mesmos estejamos mudados ou que apenas consigamos ver o mundo com outros olhos. Dormimos boas longas horas visando descansar, embora muitas vezes acordemos ainda mais cansados porque as longas horas pareceram apenas curtos minutos. Então, a claridade do dia nos tira dos tão almejados sonhos bons e percebemos que eles não foram agradáveis o suficiente. Tentamos tirar forças, não se sabe de onde, para levantar. Ficamos alguns minutos tentando relembrar aqueles sonhos e vemos que não foram nada diferentes da nossa cruel realidade. Por vezes situações piores que as vivenciadas que nos fazem lembrar que não estamos tão mal assim. Eis que acabamos com medo de que o dia seja realmente diferente como desejamos e de que nossos sonhos ruins decidam vir à tona. Desse jeito, enrolamos mais algum tempo. Entretanto, já esperamos demais. Por fim, imaginamos uma falsa mão que nos arranque da cama e quando nos damos conta já estamos em pé. Ainda que não preparados, de cabeça erguida para encarar mais um desses mesmos dias. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12985799-112295015971460897?l=alineduvoisin.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/feeds/112295015971460897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12985799&amp;postID=112295015971460897' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/112295015971460897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12985799/posts/default/112295015971460897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alineduvoisin.blogspot.com/2005/08/mesmos-dias_01.html' title='Mesmos Dias'/><author><name>Aline Duvoisin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10847050505425731138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://1.bp.blogspot.com/_Io3KxcgFHyc/SK9r5jShb7I/AAAAAAAAAFE/XmS8KyM-r5A/S220/DSC00828.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
